Estonteante arte natural no oceano

Por , em 16.06.2009

Esta belíssima foto, tirada por um satélite da NASA, mostra a convergência de duas correntes marítimas no Oceano Pacífico. Na parte norte do Pacífico, a corrente Oyashio começa a descer a partir do Ártico, e na altura da latitude de Hokkaido, no Japão, começa a desviar para o leste, convergindo com a corrente Kuroshio, que é mais quente. A imagem divulgada pela NASA mostra como a junção das duas correntes afeta o fitoplâncton, espécie de vida marítima microscópica que forma a base da cadeia alimentar marítima.

Quando duas correntes de diferentes temperaturas e densidades (a água do Ártico é gelada, mais salgada e densa que águas subtropicais) colidem, elas criam redemoinhos como este com cerca de 200 km de largura. O fitoplâncton que cresce na superfície da água se concentra nas bordas dos redemoinhos, mostrando os movimentos da água. As cores visíveis na foto na parte superior da esquerda mostram em que lugares o fitoplâncton usa clorofila e outros pigmentos para absorver a luz do sol e produzir sua alimentação. O azul intenso próximo a Hokkaido pode ser apenas sedimento mexido, e não fitoplâncton.

Durante a primavera, nutrientes são abundantes na superfície da água, que esteve “descansando” durante todo o inverno, quando há pouca luz e muitas tempestades, dificultando o crescimento do fitoplâncton. Quando os nutrientes começam a se esgotar, os redemoinhos podem ajudar a distribuir a “comida”, pois trazem nutrientes do fundo do oceano, e não apenas da superfície da água.

Na imagem, também é possível ver um reflexo do sol na parte inferior esquerda, e na parte superior da direita, é possível enxergar uma espécie de névoa, possivelmente fumaça vinda da Mongólia ou da Rússia. [Live Science]

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1 comentário

  • Ivo:

    Para depois não dizer que Deus não faz de tudo. Faz também obra de arte Abstrata.

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