As assustadoras táticas de batalhas de robôs

Por , em 1.05.2018

Se você nunca viu, já deve ter pelo menos ouvido falar das incríveis batalhas robóticas. É essencialmente um evento esportivo moderno baseado em tecnologia, no qual equipes adversárias constroem robôs controlados remotamente que lutam em uma arena.

Dois robôs entram nela, apenas um sai.

Por mais arrepiante que isso soe, muitos feitos admiráveis de engenharia são empregados nesses bots. Subjacente a todo tipo de terror tecnológico, há uma física muito fundamental.

Confira algumas das táticas usadas em tais batalhas:

Giro horizontal

Membros giratórios são uma escolha popular nos robôs de luta. Por quê?

Suponha que haja um robô com um disco giratório horizontal na parte superior, com pequenos botões para acertar outros robôs, como o Captain Shrederator 2 (a coisa redonda no vídeo abaixo).

Por que colocar um disco giratório nele? Existe uma resposta simples: energia. Um grande braço robótico que balance para acertar outros robôs é legal, mas um disco giratório pode causar mais danos. A energia armazenada em um disco giratório depende da sua massa, tamanho e velocidade de rotação. Isso significa que quanto mais rápido você gira esse disco, mais energia ele terá. Isso dá ao disco uma vantagem tática sobre o braço – enquanto você pode aumentar a velocidade para armazenar mais e mais energia na arma giratória, um braço oscilante tem uma quantidade definida de energia para alcançar e socar.

Não que o disco giratório não tenha desvantagens. Primeiro, leva algum tempo para chegar à melhor velocidade com mais energia. Se você der um bom golpe em outro robô, pode desacelerar e precisar de algum tempo de “recarga” para readquirir velocidade. Existe ainda outro problema – se você acertar um robô com uma força grande, a mesma força te empurrará para trás. Isso significa que um disco giratório pode de fato danificar outro robô com um golpe bem colocado, mas é difícil lançá-lo pela arena, já que essa força arremessaria os dois robôs ao mesmo tempo.

Giro vertical

Há também a possibilidade de os robôs possuírem discos que giram verticalmente. Existem duas variações: os que giram para cima, e os que giram para baixo.

A batalha abaixo é um exemplo de um disco giratório vertical ascendente, arma presente no robô Minotaur. É interessante prestar atenção no outro robô, também, o Blacksmith, pois já falaremos de suas características.

Discos verticais têm a mesma vantagem dos horizontais – aumentar a velocidade para que tenha mais energia. Mas o verdadeiro truque do giro para cima é a força que exerce tanto na vítima quanto no robô atacante. Esse disco tem a capacidade de arremessar um robô no ar. Uma força igual, mas oposta, é exercida no robô que gira, então o atacante permanece no chão.

No caso do disco giratório que empurra a vítima para baixo, a vantagem é rasgá-la com uma espécie de lâmina da morte. E, se você projetar seu robô atacante corretamente, você pode equilibrar essa força ascendente para que ele não saia voando. Confira abaixo um exemplo de disco giratório descendente, presente no robô Red Devil:

Martelo

Você deve ter reparado que o Blacksmith é um robô com martelo. Esse tipo de arma também é popular. Em comparação com os discos giratórios, a maior desvantagem é a energia. Um martelo só pode ganhar energia durante sua oscilação, que normalmente é um tempo curto. Para compensar a menor velocidade, é possível aumentar a massa do martelo.

Um grande martelo, no entanto, introduz outro problema – momentum. O momentum é o produto da massa e da velocidade de um objeto, e não muda a menos que haja uma força externa agindo sobre esse objeto. Considere um robô com um corpo e um martelo. Parado, seu momentum total deve ser zero. Quando o martelo cai, sua massa tem um momentum descendente. Para fazer com que o momentum total do bot continue zero, o resto do corpo tem que ter um momentum ascendente.

É possível notar esse truque no Blacksmith e outros combatentes com martelos: quando a arma desce com muita força, o robô sobe um pouco.

Alavanca

A ideia da alavanca é fazer um robô inclinado capaz de virar outros robôs. A grande vantagem dessa arma é ser bastante simples, ao contrário dos martelos oscilantes e discos giratórios.

Essa foi apenas uma introdução às táticas tecnológicas utilizadas nas batalhas de robôs. Existe muito mais física por trás desses lutadores, assunto para próximos artigos. [Wired]

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