Boeing, motores mais eficientes e menos gastos

Por , em 23.05.2012

Se você faz todo o possível para economizar combustível em seu automóvel, imagine a indústria de aeronaves. Quanto mais eficiente for o motor de um avião – e, consequentemente, quanto menos combustível ele utilizar – menor será o custo de operação e mais rentável será a aeronave para as companhias aéreas.

Gigante da área, a Boeing anunciou que ano passado que equiparia suas populares aeronaves 737 com novos motores em resposta à crescente concorrência. A companhia aérea estadunidense American Airlines anunciou também ano passado que encomendaria 460 novos jatos comerciais para a sua frota e, pela primeira vez na história, a Boeing não foi escolhida como fornecedora exclusiva. A American Airlines dividiu a compra entre a Boeing e sua arqui-rival Airbus.

Mas a Boeing não promete deixar por menos. Segundo a empresa, os novos motores desenvolvidos especialmente para o 737 são os mais eficientes atualmente em uso no mundo todo. Eles permitem à aeronave o menor custo operacional do mercado, com uma vantagem de 7% em relação à Airbus e demais concorrências.

O presidente da Boeing Commercial Airplanes, Jim Albaugh, se mostra confiante com as mudanças apresentadas pela empresa. “Os Boeings 737 remodelados se juntam à confiança que passamos por sermos líderes da indústria: é o que os clientes nos disseram que eles querem. Como resultado, estamos vendo uma grande demanda para esta nova e melhorada versão do 737”, anuncia.

Em comparação com uma frota de 100 aviões 737 com os motores antigos, a nova versão vai produzir 277 mil toneladas a menos de CO2 e poupar quase 80 mil toneladas de combustível por ano. Isso significa uma economida de cerca de 85 milhões de dólares – 170 milhões de reais – ao ano. A queima de combustível no novo 737 será 16% menor do que a de seus concorrentes. A Boeing disse que já possui encomendas de cinco linhas aéreas para o novo 737. As entregas devem começar no início de 2017. [DailyTech, Foto]

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1 comentário

  • Valdeir:

    Mas a forma como se distribui o peso das cargas dentro do avião pode influenciar em muito o gasto do combustível.
    Devidindo-se um avião em antes da asa (frente) e depois da asa (ré), temos que os aviões modernos tem todos o centro de gravidade na frente da asa. Tendo a cauda que fazer força para baixo para que o avião não mergulhe. O tamanho desta força é determinado quanto mais pesado está a frente em relação a ré. Se a frente estiver muito mais pesada que a ré, a força para baixo exercida pela cauda tem que ser maior e este peso adicional é adicionado ao peso do avião, que portanto tem que compensar com maior ângulo de ataque da asa para sustentá-lo. Mas isto implica em maior resistência ao movimento e consequente maior consumo de combustível.

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