Cientistas descobrem área do cérebro relacionada com o constrangimento

Por , em 17.04.2011

Segundo um novo estudo, o sentimento de vergonha, que vem com experiências como assistir um vídeo antigo que lhe mostra cantando, é isolado em um tecido no fundo de seu cérebro.

Os pesquisadores queriam detectar a parte do cérebro no controle do constrangimento. O centro de constrangimento é focado em uma área chamada córtex cingulado anterior pregenual; este tecido reside profundamente dentro do cérebro, acima e à direita.

A região é fundamental na regulação de muitas funções automáticas do corpo, como batimentos cardíacos, sudorese e respiração. Também participa de várias funções relacionadas com o pensamento, incluindo emoções, comportamentos de busca da recompensa (como os envolvidos no tratamento de dependências) e tomada de decisão. Tem um duplo papel em ambas as reações motoras e viscerais.

Em pessoas que apresentam baixos níveis de constrangimento, incluindo aquelas com demência, essa região do cérebro é menor do que o normal. Ela é essencial para esse tipo de reação. Quando você perde a área, perde a resposta ao sentimento de vergonha.

O tamanho e a forma das regiões do cérebro têm sido associados com diferenças de personalidade. Os cientistas acreditam que quanto maior for uma região particular do cérebro, mais poderosa são as funções associadas a ela.

Por exemplo, os extrovertidos têm grandes centros de processamento de recompensas, enquanto as pessoas ansiosas e auto-conscientes têm grandes centros de detecção de erro. Muitas pessoas altruístas têm áreas maiores associadas com a compreensão de outras crenças.

As pessoas com demência tendem a ter baixos níveis de constrangimento, mesmo quando se assistem cantando a todos ouvidos hits bregas do passado. Muitas coisas que os pacientes dementes fazem, como dar massagens a estranhos ou comer comida do prato dos outros, parecem não constrangê-los.

Quando os pesquisadores escanearam seus cérebros, notaram que quanto menos auto-consciente e envergonhado os participantes eram, menor era a região em seu córtex cingulado.

A digitalização desta região do cérebro poderia ajudar a diagnosticar essas condições mais cedo. Doenças que surgem com demências, como o Alzheimer, são difíceis de serem detectadas.

Mudanças comportamentais e sociais tendem a acontecer antes de outros sintomas que se manifestam mais claramente. Segundo os cientistas, uma melhor compreensão das alterações emocionais que ocorrem nestas doenças poderia ser útil para detectá-la quando o diagnóstico ainda não é tão óbvio. [LiveScience]

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4 comentários

  • Renan:

    Intressante. Inteligência ou falta dela podem ser genéticas.
    Gosto por determinados assuntos, ou prazeres. Bem legal.

  • eduardo:

    O Hypescience adora colocar essa imagem….
    Eu não acho nojenta… na verdade, dá vontade de comer… kkkkk…

  • jb:

    Imagem nojenta? Você tem esse “negócio” nojento dentro da sua cabeça…:facepalm:

  • Pensador®:

    Que imagem nojenta! :s

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