Criador de “Mega Man” quer que Japão admita falência em games

Por , em 15.04.2012

Dependendo da perspectiva, Keiji Inafune – criador do jogo “Mega Man”, que deu origem à franquia de mesmo nome – pode ser uma voz singular de sanidade na indústria de games do Japão, ou um traidor.

O criador de Mega Man

“Olha, o Japão está acabado… já terminamos. Nossa indústria de jogos acabou”, disse Inafune, na época produtor da Capcom, em uma amostra de games de Tóquio, em 2009. Logo depois do incidente, o criador do personagem “Mega Man” saiu da Capcom e abriu seu próprio estúdio de desenvolvimento de jogos. Livre das amarras corporativas, ele continuou a impressionar com os seus comentários.

“Meu Deus, Inafune falando sobre a situação crítica em que está a indústria de games do Japão… DE NOVO? Por favor, conte outra”, criticou um produtor de jogos da “Q Entertainment”, no Twitter, antes de uma conferência de Inafune. Outros afirmam que Inafune está passando por seu “momento Charlie Sheen”.

É indiscutível que a indústria japonesa já gozou de uma ótima posição de domínio na área de videogames, mas agora não mais. Para se ter uma ideia, em 2002, editores da revista norte-americana especializada “Electronic Gaming Monthly” publicaram uma lista dos 100 melhores videogames de todos os tempos. 93 eram jogos japoneses.

Uma lista como essa, hoje, seria inimaginável. Além da Nintendo, é difícil nomear outra empresa japonesa cujos jogos ainda tenham um apelo cultural ou crítico, como nos seus tempos de ouro.

“Ao redor do mundo, os jogos norte-americanos são os mais vendidos e considerados os mais divertidos”, conta Inafune, “mas os jogadores e os criadores de jogos japoneses ainda não aceitam isso. Por isso o Japão não pode ganhar”, sentencia.

Do que a indústria de games precisa, então? De acordo com Inafune, os japoneses são muito esforçados, trabalham por horas a fio – bem mais que os americanos –, mas lhes falta liderança nessa área de videogames. “É disso que eles precisam, liderança. Se estiverem no caminho certo, ótimos trabalhos vão surgir”, aposta o criador de “Mega Man”. [Wired]

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14 comentários

  • O Santo Cristo:

    Admitir falencia eu acho um pouco extremo, mas o japa ai tem razão, a industria de games japonesa anda em baixa. Com excessão de Street Fighter IV não consigo pensar em nenhum outro game japones que tenha chamado a atenção, e claro, os nostalgicos podem até dizer Mario e Final Fantasy (ja perdi as contas), mas esses dois titulos até então não tem trazido nada de novo a industria, apenas “mais do mesmo”.

  • Dahn___:

    é triste mais ao meu ver os jogos vem piorando muito a cada geração, jogos de antigamente são lendas, as continuações deles são uma lastima, um lixo em comparação com a diversão de antigamente, por exemplo o Sonic do mega-drive, se superava a cada jogo lançado, já no Sonic Heroes, o lerdeza do ouriço, o tails não voa, misteriosamente ele consegue manter certa altitude, tipo 10m, mas você move 2m para frente e ele cansa na hora, mortal kombat ao meu ver sofreu a mesma coisa, começou um excelente jogo, os gráficos melhoraram mas a jogabilidade se tornou estranha, os chars bons ficaram com cara de mal, o jax, que parecia ser o grandão legal, virou desculpem o termo, o negão folgado, não por preconceito, mas por ter ficado estereotipado demais, o mortal ainda conseguiu se recuperar, mas para isso teve que recomeçar toda a historia, sonic ouvi boatos de que ficou bom no wii, e recuperou a gloria de sua jogabilidade.
    concordo plenamente que os gráficos horríveis de 10/20 anos atras, compensão muito mais que a criatividade dos jogos de hoje em dia, praticamente é tudo a mesma coisa, com excessão a god of war e alguns poucos outros jogos, que souberam criar uma atimosfera fantástica, e não o “eu te conheço de algum lugar?!(!!!!!!)”

  • Miguel:

    Eu discordo do que falaram sobre jogos mais universalizados no ocidente, pra mim é bem o contrario. Talvez seja por isso que eu acho os jogos atuais tão chatos, não é querer ser nacionalista ou outra coisa relacionada a conspiração mas é que muito do que os EUA produzem é quase sempre muito chato, tem cara de “americano”, feito para “americano”, pra cultura deles. Isso fica claro nesses jogos de tiro em primeira pessoa, sempre lutando contra o terrorismo, sempre os mocinhos americanos, sempre um atentado a segurança, sempre tem matança, tiro, violência, guerra… Me digam aqueles que jogam hoje: porque um jogo para ser legal precisa ser realismo puro? eu me divertia muito com os jogos mais simples e posso garantir que muitos daqui também, nem por isso somos menos exigentes. Eu sei que com a tecnologia existente isso é possível, mas cade o lado da fantasia, da ficção, eu acho que se você que jogar futebol com jogadores quase reais, em estádios que beiram a realidade é melhor ir no campinho da esquina e jogar lá, tem grama que parece de verdade, e mais tem pessoas que parecem reais … deixando o sarcasmo de lado, eu sei que existem jogos bons como a série god of war( é violente mas vc luta com as mãos contra titãs, não tem como superar isso cara), mas fora isso pouca coisa se salva.
    São poucos os jogos que tem um enredo que te prende com criatividade e singularidade, e talvez esse seja o maior motivo da minha frustração pois a maior parte dos jogos são copias modificadas de outros jogos, a mesma coisa num cenário diferente.

  • eduardo:

    Hj em dia eu me considero um profundo admirador da Ubisoft… depois de Assssins Creed não conheço nenhum outro jogo melhor q este…
    Acho que esse japa aí tá certíssimo… ele fala isso pq, no meu entender, ele espera uma agitação… uma disputa mais agressiva por parte das desenvolvedoras japonesas…
    Eu tb acho que eles ficaram estacionados no tempo… inovar é preciso… e ser criativo é vital…

  • Andhros:

    Nossa, os jogos japoneses eram os melhores: a série Mega Man X, Zelda, Yoshi’s Island e o que marcou a época, para mim, Chrono Trigger! Realmente sumiram…

    • Paulo Eduardo:

      Nossa cara você postou títulos ótimos e dando continuidade a grandes títulos de jogos tambem tem Metroid, F-zero, Top gear, Donkey kong, Sonic, bomberman, kirby, final fight… Ah tambem tem os de luta; Street fight, mortal kombat, the king of fight, fatal fury, samurai shodown, killer instinct e por aí vai…

    • M.Reis:

      A industria de games japonesa está em falencia por causa dos consumidores “burros”, que preferem comprar um jogo que se salva em 8 horas, cheio de graficos perfeitos. A atual geração de gamers infelizmente, não tem cabeça para esses títulos que você mencionou, pagar “200 pilas” em um jogo que sabe que vai salvar é mais facil do que passar horas em uma única tela, a indústria sabe disso, e se aproveita. (obs:saudades do sega genesis, e sooonic)

    • M.Reis:

      “…indústria sabe disso, e se aproveita.”
      A indústria ocidental, no caso.

    • Daniel:

      Super Castlevânia IV.

    • Germano:

      killer instinct e mortal kombat são americanos

    • Paulo Eduardo:

      Realmente. Eu só coloquei porque adoro os dois títulos, apesar que Killer instinct já era! Depois que a rare foi pra microsoft, ela só vem lançando porcaria e estrango seus bons títulos antigos!!

  • Gustavo:

    Concordo. Desde criança fui um ávido gamemaníaco e meus jogos preferidos eram os japoneses. Percebo que hoje os holofotes estão apontados para os games ocidentais, como mass effect, dragon age, modern warfare, Halo, battelfield, Elder Scrolls… Não lembro de nenhum game Japonês atual famoso. Acho que explicação está no investimento, afinal jogos em HD dão muito mais trabalho portanto requerem muito mais investimento, algo que os japoneses estão tendo que ignorar devido a crise econòmica. Na época dos 8, 16 bits bastava desenhar poucos pixels (além da programação claro), qualidade gráfica não importava tanto, mas sim a criatividade e enredo do game, talento no qual os japoneses superam os ocidentais ainda hoje. Uso como exemplo o famoso título Final Fantasy, que desde os primórdios foi um game extremamente longo, com inúmeras cidades com vários habitantes pra se conversar. Levava pelo menos 100 horas pra explorar tudo que o game oferecia. Na geração atual de consoles virou um game linear ao extremo, sem cidades e com poucas missões opcionais.

  • Andre Luis:

    Muitos jogos japoneses ainda tem destaque e são únicos. Como exemplo de norte americanos, temos a série Fifa que está no auge dos simuladores de futebol “no qual eu gosto muito”, porem tem certos jogos japoneses estilo Arcade que são para mim insuperáveis, como Sega Rally, Ferrari f355, Virtua Tennis, Daytona, sem contar todos da nintendo! O jogos japoneses ainda tem muito valor!

  • Paulo Eduardo:

    Concordo que enquanto empresas japonesas lançam jogos para um público local, os ocidentais lançam jogos para um público amplamente universal e devido a isso estão conseguindo lucrar mais, mas declarar falência é generalizar demais, espero que a nintendo nunca mude seu conceito de jogos casuais!!

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