Decodificando a ação do stress no cérebro

Por , em 1.09.2010

Sempre houve quem dissesse que o stress, em pequenas doses, pode ser estimulante, e nos ajudar a atingir objetivos. Em demasia, é claro, pode produzir danos graves no coração, o sistema vascular, o sistema imunológico e alterações em algumas áreas do cérebro. Afinal, o que o stress faz com nosso cérebro?

Neurocientistas da Universidade da Califórnia resolveram se aprofundar nesta questão. O estudo, de maneira geral, comparou a influência do stress entre adolescentes e adultos. Em um caso ou em outro, no entanto, o funcionamento é o mesmo quando estamos expostos ao estresse, o cérebro interpreta o evento como uma situação ameaçadora. Isso desencadeia uma liberação de hormônios que culminam em aumento da pressão arterial e frequência cardíaca. Quando a situação estressante acaba, os níveis voltam ao normal.

As diferenças, conforme apurou a pesquisa (na qual os níveis de estresse dos participantes foram monitorados quatro vezes por dia), estão nas causas e nas consequências do stress.
Os dados sugerem que as maiores fontes de estresse para os adolescentes são os pais, enquanto que para os adultos o estresse tende a vir do trabalho, principalmente, ou da escola dos filhos.

Há diferenças também no horário. Enquanto os adultos estão mais estressados durante a manhã, os adolescentes atingem esse pico no início da noite. Estes dados foram deduzidos de acordo com a variação da taxa de cortisol, o “hormônio do estresse”, ao longo do dia.

Estudos em animais mostram que o estresse crônico produz uma diminuição no tamanho dos neurônios em algumas partes do cérebro, tais como o hipocampo e o córtex pré-frontal, que estão envolvidas na memória e atenção.

Por outro lado, o estresse crônico também produz um aumento no tamanho dos neurônios na amígdala, a parte do cérebro envolvida na agressão, medo e ansiedade. A ameaça: essas mudanças no cérebro podem influenciar a sua capacidade para tomar decisões.

Os estudos, em longo prazo, podem ter um impacto social, segundo os pesquisadores. Eles afirmam que desse levantamento podem ser tiradas informações importantes para especialistas de uma ampla variedade de áreas, tais como psiquiatria, psicologia, desenvolvimento humano, políticas públicas de saúde e educação. [Live Science]

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