Encontrada medida-chave para a fertilidade masculina

Por , em 5.04.2011

Cientistas descobriram que, quando o assunto é fertilidade masculina, o tamanho importa, sim. Porém, não se trata das dimensões do pênis – um dos últimos tabus sexuais da sociedade – ou testículo, mas sim de uma medida conhecida como distância anogenital (ou DAG) – medida a partir do ânus até a parte inferior do escroto.

Homens cuja DAG é menor que a média, de pouco mais de cinco centímetros, têm cerca de sete vezes mais chance de ser sub-férteis se comparados aos homens de maior DAG. O estudo foi publicado no início do mês de abril na revista Perspectivas de Saúde e do Meio Ambiente.

A pesquisa indica que a distância está ligada ao volume de sêmen e ao número de contagem dos espermatozoides, ambos fatores relacionados à fertilidade masculina. Quanto menor a DAG, maior a probabilidade de um homem uma baixa contagem de espermatozoides.

Segundo Shanna Swan, pesquisadora do Centro Médico da Universidade de Rochester, Nova Iorque, Estados Unidos, o resultados do estudo oferece aos homens a possibilidade de um teste muito simples para detectar algum problema.

“É não-invasivo e qualquer um pode fazê-lo. Esse teste não é sensível aos tipos de coisas que a contagem de espermatozoides é, como estresse ou o calor”, conta Swan.

“Se alguém tem uma DAG curta, e especialmente se o casal tem problema para conceber, eu aconselharia a ir a um médico de infertilidade, pois as chances são grandes de algo estar errado”, diz.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram as DAGs de 126 homens nascidos a partir do ano de 1988. A quantidade é pequena, mas estatisticamente significativa, segundo Swan. O estudo, porém, não aborda as possíveis causas para uma DAG curta.

Estudos anteriores, publicados entre 2005 e 2008, encontraram uma provável ligação entre mães que foram expostas a produtos químicos chamados ftalatos durante a gravidez e a pequena DAG de seus filhos homens.

Os ftalatos são um grupo de compostos químicos amplamente utilizados em processos industriais e produtos para cuidados pessoais, incluindo perfumes, xampus, sabonetes, além de tintas e alguns pesticidas.

Os cientistas dos estudos anteriores descobriram que as mulheres que tinham altos níveis de ftalatos na urina durante a gravidez deram à luz filhos dez vezes mais propensos a ter DAGs curtas do que o esperado.

Swan, que também esteve envolvida em algumas das pesquisas anteriores, conta que o recente estudo não aborda a ligação entre exposição a ftalatos e DAGs, “mas responde à pergunta de por que devemos nos preocupar com essa medida tão pouco conhecida entre os homens”, finaliza.

[Reuters]

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10 comentários

  • Daniel Santos:

    A toda equipe que faz parte do hypeScience. Quero aqui deixar meu ponto de vista sobre seu site e as matérias que aqui são apresentadas, mesmo que eu esteja fugindo dos comentários dessa matéria, mas em primeiro lugar quero deixar bem claro aqui para todos que sua esse site tem um enorme preconceito em relação a religião e sempre busca oportunidades para questionar e criticar com matérias totalmente maliciosas, mesmo que todos aqui procurem explicar e demostrar aquila que a ciência pode comprovar, não significa que são os donos da verdade, pois quanto mais aprendemos sobre o mundo e tudo a nossa volta, vemos o quanto somos pequenos e de conhecimento limitado, outro ponto que quero aqui destacar é que como todos aqui gostam de defender a homossexualidade, sempre propondo matérias que mostram sempre um lado positivo relacionado a esse assunto mas nunca mostrando estudos comprovados que por exemplo atestam que a maioria dos homossexuais já foram violentados na infância, tratamentos para pessoas que desejam mudar esse comportamento, porque homossexualidade é um tratamento, porque os senhores mais do que ninguém sabem que não existe genótipo homossexual, mas sim masculino e feminino, mas creio que para isso se tornam ignorantes, e quero dizer aqui também que não vai adiantar muito me bloquear no face ok!!!!

  • José Calasans:

    É válido esse tipo de pesquisa,pois as vezes algo que as pessoas acha insignificante,pode trazer sérias consequências.Outro problema grave é que as industrias na maioria das vezes só estão preocupadas em obter lucros,utilizam produtos que servem para um determinado fim,não se preocupando na maioria das vezes com os efeitos colaterais.

  • claudemir da silva:

    que ideía mirabulante é essa

  • luciana:

    Inversamente proporcional as mulheres com tubo vaginal mais curto, tem mais probabilidade de engravidar.

  • Alisson:

    O nome da pesquisadora é bem sugestivo: Shanna Swan…!

  • Deep:

    Pq vingança? Afinal homens E mulheres tem ânus q aliás, é parte do aparelho digestivo, não é órgão sexual, ainda q tenha sido erotizado por muitos e seja tabu para outros tantos…

    • Para Deep:

      Interessante né? A boca também não é órgão sexual mas também foi “erotizada” com o beijo e as demais coisas, mas é assim que o mundo gira.

  • websurffer:

    hahaha, Indigo.
    hahahaha

  • Indigo:

    Já repararam que a maioria dos exames exclusivos para homens sempre envolvem o ânus? Deve ser ser vingança de médicas mal amadas.

  • Deep:

    Xampoos e DAG´s curtas? É mamães e futuras mamães, ou moças interessadas nisso, investiguem bem as pantenes da vida!

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