Exoplaneta mais parecido com a Terra até agora é encontrado

Por , em 17.04.2014

Pela primeira vez, os cientistas da NASA encontraram um exoplaneta com praticamente o mesmo tamanho da Terra e dentro da zona habitável de sua estrela, uma combinação de fatores que faz com que ele seja praticamente um “primo” da Terra.

A descoberta foi feita usando o Kepler Space Telescope, e vem a confirmar que existem planetas de tamanho próximo à Terra orbitando a zona habitável de suas estrelas. Os outros planetas encontrados na zona habitável eram pelo menos 40% maiores que a Terra.

Um novo exoplaneta

O planeta chama-se Kepler-186f, o que significa que ele orbita a estrela Kepler-186, e é o quinto mais próximo da sua estrela. Por enquanto, não se sabe qual a sua massa ou composição, mas sabemos que ele tem 1,1 vezes o tamanho da Terra, e tem uma órbita de 130 dias.

diagram-kepler-186f

Apesar de estar na zona habitável, Kepler-186f recebe de sua estrela apenas um terço da energia que a Terra recebe do sol, o que coloca o planeta quase na borda da zona habitável. A luz do meio-dia neste planeta deve ser comparável à luz na Terra uma hora antes do pôr-do-sol.

Mesmo recebendo 1/3 da energia e tão pouca luz, não dá para dizer qual a temperatura na superfície do planeta, já que esta depende da composição da atmosfera, que é ainda desconhecida.

A estrela Kepler-185 é uma estrela anã e está a 500 anos-luz do sol, na constelação de Cygnus. Cerca de 70% das estrelas da Via Láctea são deste tipo. Com idade estimada em mais de 4 bilhões de anos, as perspectivas do planeta poder sustentar vida são boas.

Foram encontrados até agora cinco planetas orbitando Kepler-186, os quatro primeiros com órbitas durando 4, 7, 13 e 22 dias – eles estão muito próximos da estrela para que a água permaneça líquida na sua superfície. Também são muito quentes e tem tamanho não maior que 1,5 vezes o tamanho da Terra. [Nasa JPL, NASA Ames, Space.com]

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12 comentários

  • Robson Leão:

    Quando poderei me mudar pra la e fugir disso tudo aqui??

  • Alberto N.Oliveira:

    Dentro de 15 a 20 anos ,quando já teremos centenas de exoterras “mapeadas” ,haverá tecnologia suficiente para fotografa-las.

  • Andre Luis:

    Este ai parece ser bem legal! Tomara que encontrem um dia um exoplaneta ainda mais indêntico que este e quem sabe até lá não poderemos ter a oportunidade de registrar imagens reais e próximas destes exomundos!

  • Luciano Holanda:

    muito interessante, as vezes me pergunto se a Nasa já sabia destes planetas ou só quer divulgar aos poucos as descobertas realizadas. afinal de contas a décadas eles olham para espaço. sera que o telescópio Hubble nunca identificou nada a tampo tempo lá em cima? tenho minhas duvidas.
    mesmo assim é bom saber que talvez uma terceira ou quarta geração possa morar em outro planeta.

    • Marcelo Ribeiro:

      Uma instituição criada com propósito de exploração espacial, que tem seu orçamento reduzido paulatinamente a cada ano, não quer apresentar descobertas espaciais que a colocariam cada vez mais na mídia. Sim, faz muito sentido.

    • Cesar Grossmann:

      Luciano, se o Hubble fosse suficiente, não teriam lançado o Kepler. E você está certo, em parte, as descobertas não são publicadas imediatamente pela Nasa, mas são publicadas após estudos. É que as equipes que estão fazendo a pesquisa tem direito à prioridade da descoberta. Mas depois de uma moratória, os dados são colocados em domínio público, e qualquer entidade de pesquisa pode usá-los como achar melhor.

    • Rodrigo Cavalcante:

      Na verdade Luciano, a NASA já descobriu mais de 120 exoplaneta, só que todos muito longe, estando a uma distância das suas respectivas estrelas parecida com a distância que a Terra tem do Sol, e só era possível especular que tivesse oceanos líquidos e atmosferas gasosas. Mas as fotos não tinha uma resolução tão boa quanto desse planeta descoberto agora. Além do mais, nesse foi possível para a NASA realmente ter certeza que ele tem oceanos líquidos e atmosfera gasosa.

  • Robby Stratovarius:

    Admiro os posts do Cesar. Escreve de maneira que a leitura se torna dinâmica, sem deixar as dúvidas dos leigos como eu sem explicação. Aliás, valeu por muitas vezes perder seu tempo tentando explicar aos ignorantes e fundamentalistas que aparecem volta em meia.

  • Naldo Soares:

    Nós destruímos este planeta como se tivéssemos outros para ir, mas talvez isso agora seja verdade se inventarem algo que viaje mais rápido que a luz hauhuahua

  • neutrino:

    Sistemas iguais ao nosso, parece que o universo tem bastante.

    Uma estrela com planetas.

    Se for um padrão, melhor ainda…

  • Jonatas Silva:

    Planetas em sistemas de Anã-Vermelha são de rotação presa – sempre a mesma face apontada para o Sol.
    Alguns modelos climáticos em computador já mostraram que em algumas regiões da superfície, entre a face noturna e a diurna – digamos penumbra – podem ser povoadas de nutrientes e compostos orgânicos trazidos pelas correntes intensas de massas de ar que a atmosfera de um planeta desses acabaria por formar.
    Mas com 1/3 da energia que a Terra recebe, deve ser um “Marte” enorme e menos frio…

    • Cesar Grossmann:

      Um mundo em que a parte habitável estivesse sempre na penumbra e no brilho do alvorecer/entardecer, e a região do meio-dia e da meia-noite fossem infernos opostos… Como seria uma civilização vivendo em um meio assim?

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