24 descobertas científicas acidentais

Já dizia Louis Pasteur, inventor do processo da pasteurização e da vacina antirrábica, “o acaso só favorece a mente preparada”. Essa citação aparece na página da Wikipedia sobre “serendipidade”, uma palavra inventada por Horace Walpole que indica uma descoberta feliz, que você não estava procurando.

Assim como nos contos persas que inspiraram Walpole, na vida real também acontecem “eventos felizes” – descobertas que dependeram da sorte (uma sorte, como nos lembra Pasteur, que só favorece quem está preparado para reconhecê-la).

Confira 24 descobertas científicas e tecnológicas que aconteceram por acaso, para pessoas que estavam prontas para tirar todo o proveito delas:

1. Viagra

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No início dos anos 1990, a Pfizer estava testando um novo tratamento para a angina, uma doença cardíaca que estreita as veias e artérias que conduzem sangue ao coração. A droga em testes, UK92480, de fato relaxava as artérias, mas não estava dando muito resultado.

A Pfizer já estava a ponto de abandonar as pesquisas quando os pacientes começaram a voltar informando um efeito colateral incomum – ereções. Antes de 1998, não havia tratamento via oral para a disfunção erétil, e as únicas opções eram uma injeção ou o implante de uma prótese.

Agora existe o Viagra, só que ele tem um efeito colateral – ataques cardíacos.

2. Plástico

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No início do século 20, os cabos elétricos eram isolados com goma-laca, um produto caro e de difícil obtenção, já que era feito de uma resina secretada pelo besouro da laca do leste da Ásia, que tinha que ser coletada manualmente.

Tentando encontrar um substituto para a goma-laca, Leo Hendrick Baekeland misturou formaldeído, fenol e outros componentes, e acabou descobrindo o primeiro polímero não condutor e resistente ao calor, ao qual deu o nome de bakelite.

Em pouco tempo, o bakelite passou a ser usado em todos componentes elétricos ou eletrônicos que precisavam de isolamento: botões de rádio, soquetes para lâmpadas e válvulas, suportes para componentes elétricos, capas de distribuidor no motor automotivo, cabos de panelas e mais uma infinidades de outros usos.

3. Sacarina

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A sacarina foi descoberta em 1878 no laboratório da Universidade Johns Hopkins. O químico russo Constantin Fahlberg fora contratado pela empresa H. W. Perot Import, de Baltimore, para analisar a pureza do açúcar importado. Além de Fahlberg, também fora contratado o professor Ira Remsen, e o laboratório da Universidade.

Em certa noite de junho, após um dia de trabalho no laboratório, Fahlberg foi jantar, pegou um pãozinho com a mão e descobriu que a casca estava extremamente doce. Ele havia literalmente levado o trabalho para casa – sem querer, havia derramado um composto experimental sobre as mãos durante o dia.

Ele correu de volta para o laboratório e experimentou tudo em sua mesa de trabalho – tubos de ensaio, béqueres, e pratos usados em suas experiências, até encontrar um béquer no qual havia sido feita a reação do ácido o-sulfobenzoico com cloreto de fósforo e amônia. Estava descoberta a primeira alternativa comercialmente viável ao açúcar.

4. Forno de microondas

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Em 1945, Percy Spencer, um engenheiro autodidata que trabalhava para a Raytheon em um conjunto de radar, notou que uma barra de chocolate em seu bolso estava começando a derreter. Intrigado com isto, ele resolveu experimentar com pipocas, que começaram a estourar, e com um ovo, que explodiu.

Para verificar sua descoberta, Spencer criou um campo de alta densidade ao injetar as microondas de um magnetron em uma caixa metálica, onde elas não poderiam escapar. A comida colocada dentro aquecia rapidamente.

Ainda naquele ano, a Raytheon registrou a patente do forno de microondas, e no início dos anos 1950 já havia uma versão à venda para o público.

5. Raio-X

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Em 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen estava trabalhando com um tubo de raios catódicos em seu laboratório. Ele cobriu o tubo com papel grosso e notou que uma tela próxima emitia uma estranha luz verde.

Ele nomeou essa “luz invisível” ou raio que podia atravessar vários objetos e impressionar um filme fotográfico de “raio X”, usando a representação matemática para um valor desconhecido.

Fazendo mais testes, ele descobriu que o raio-X passava pelos tecidos moles, deixando os ossos como sombras visíveis. Uma das experiências que ele fez foi com a mão de sua esposa, usando a aliança, o que se tornou o primeiro raio-X médico.

6. Radiação

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Em 1896, o cientista francês Antoine Henri Beckerel estava fazendo experimentos com cristais de urânio. Ele deixava o cristal no sol, depois colocava o mesmo sobre uma chapa fotográfica e revelava a imagem.

A hipótese que ele estava testando era que a energia solar absorvida pelo cristal era depois liberada na forma de raios-X, impressionando as chapas fotográficas.

Mas então o tempo ficou nublado. Becquerel deixou um cristal de urânio na gaveta, sobre uma chapa fotográfica. Quando o tempo clareou, ele reiniciou seus experimentos, e notou que o cristal havia deixado uma imagem forte e clara sobre a chapa fotográfica, aparentemente sem que fosse preciso uma fonte de energia.

O que ele descobriu foi a radioatividade. Ele atribuiu o fenômeno à emissões espontâneas feitas pelo urânio. A pesquisa de Becquerel não prosseguiu, mas outros cientistas continuaram de onde ele parou, como Pierre e Marie Curie.

7. Borracha vulcanizada

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A borracha usada no início do século 19 tinha alguns problemas: não suportava bem os extremos de temperatura, amolecendo no calor e se tornando quebradiça no inverno. Nos anos 1830, vários inventores estavam tentando desenvolver uma borracha que permanecesse elástica durante todo o ano.

Na cadeia por causa de dívidas, Charles Goodyear começou a fazer experiências com a borracha. Depois de sair, seu primeiro produto foi uma galocha de borracha, que também derreteu no calor.

Ele prosseguiu com seus experimentos e chegou a uma borracha que parecia seca depois de aplicar ácido nítrico, mas em um dia de sol novamente o produto derreteu. Ele prosseguiu com suas experiências, desta vez adicionando enxofre, e foi quando acidentalmente uma amostra caiu sobre um fogão. Em vez de derreter, a amostra endureceu na periferia, e tornou-se elástica no interior.

Estava descoberto o processo de vulcanização da borracha, quando é adicionado enxofre ao látex e depois aquecido, adquirindo estabilidade e consistência.

8. Vaselina

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Em 1859, Robert A. Chesebrough, um químico de 22 anos, estava em Pensilvânia para investigar um poço de petróleo, onde recebeu queixas sobre uma substância, a “Rod Wax”, que grudava nos equipamentos de perfuração.

Ele também notou que os operários usavam a Rod Wax em cortes e queimaduras, pois cicatrizavam mais rapidamente. Depois de alguns testes, conseguiu extrair uma “geleia de petróleo”, a qual deu o nome de Vaselina.

9. Marca-passo

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O marca passo foi inventado acidentalmente por Wilson Greatbatch nos anos 1950, enquanto trabalhava em um centro de pesquisa, em um gravador para registrar batimentos cardíacos.

Quando estava montando o seu gravador, ele sem querer usou um resistor errado, e quando ligou o mesmo, notou que o objeto dava um pulso elétrico ritmado. Percebendo que seu invento poderia ser usado na prática, ele trabalhou mais dois anos refinando-o, e conseguiu a patente do primeiro marca-passo implantável. Foi em boa hora – os marca-passos da época eram externos, tinham o tamanho de uma televisão, e davam choques nos pacientes.

10. Fósforos

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Em 1826, John Walker estava misturando alguns químicos que incluíam sulfeto de antimônio, cloreto de potássio, goma e amido, quando notou que se formara um bolinho seco na ponta do bastão que ele estava usando para misturar os produtos.

Sem pensar muito, ele esfregou o bastão para tentar retirar aquela bola seca, e a coisa toda pegou fogo. Este foi o primeiro palito de fósforos da história, só que sem o elemento químico fósforo. Novos fósforos foram inventados até que o produto seguro de hoje surgir, em 1855.

11. Velcro

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Apesar dos boatos que correm por aí, o velcro não foi inventado pela Nasa, mas por um engenheiro eletricista suíço, George De Mestral, com participação especial de seu cão.

Depois de uma caçada, ele notou as sementes que ficaram presas no pelo do seu cachorro e nas suas meias. Fascinado com a capacidade das sementes de se prenderem em quase qualquer coisa, De Mestral examinou as mesmas ao microscópio, notando os pequenos ganchos.

Em 1955, De Mestral usou nylon para produzir seu material, que recebeu o nome de Velcro, uma mistura de “velvet” (veludo) e “crochet”. O velcro não fez muito sucesso até que a Nasa começou a usá-lo nos anos 1960 – os astronautas das missões Apolo usavam velcro para prender coisas dentro da nave.

12. Teflon

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O Teflon é invenção de Roy Plunkett, um químico que trabalhava para a DuPont. Em 1938, ele teve uma grande ideia – combinar ácido clorídrico com o gás tetrafluoretileno. Ele separou o gás desejado, mas não estava pronto para começar o experimento, então resfriou e pressurizou o gás em latas para usar no dia seguinte.

Só que, no dia seguinte, as latas estavam vazias. Misteriosamente, elas tinham o mesmo peso de quando tinham gás, só que não saía nada. Para onde fora o gás? Confuso, Plunkett cortou as latas e notou que o gás havia solidificado na superfície interna, formando uma superfície lisa.

Em vez de jogar fora o aparente erro, Plunkett e seu assistente começaram a testar o novo polímero, e descobriram que ele tinha algumas propriedades muito incomuns, como ser extremamente escorregadio e inerte a virtualmente todos produtos químicos, incluindo ácidos altamente corrosivos.

O primeiro uso do Teflon foi em munição e na produção de material nuclear para o Projeto Manhattan. Foi só em 1955 que um engenheiro francês chamado Marc Grégoire introduziu as panelas Tefal, graças à sua esposa que percebera que o Teflon usado pelo marido no equipamento de pesca para evitar emaranhamentos era perfeito para ser usado em utensílios de cozinha.

13. Pólvora

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Alquimistas chineses tentando inventar o elixir da imortalidade misturaram salitre, enxofre e carvão, e descobriram que a mistura queimava com uma chama púrpura.

No início, a porcentagem de salitre era baixa (em torno de 50%), o que não permitia que a mistura explodisse quando incendiada, mas ainda assim ela era altamente inflamável.

Os primeiros usos da pólvora provavelmente foram como agente incendiário em guerras, até que mais tarde foi usada em fogos de artifício, outra invenção dos chineses.

14. Dinamite

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Alfred Nobel inventou a dinamite em 1863, inspirado em parte em um acidente de transporte de nitroglicerina. Nobel tinha ganho fama por explodir suas fábricas de nitroglicerina, um composto altamente explosivo e sensível.

Uma das lendas da invenção da dinamite diz que Alfred Nobel estava trabalhando com nitroglicerina quando um tubo com o explosivo escapou de suas mãos e caiu no chão. Só que em vez de matá-lo, a nitroglicerina foi absorvida por serragem que havia no chão.

A maneira que Nobel encontrou para estabilizar a nitroglicerina foi misturar a mesma com uma substância inerte, como pó de carvão, farinha, serragem e cimento, mas os resultados foram insatisfatórios, até que ele experimentou a lama em torno da fábrica, que era rica em fósseis de diatomáceas, e que se revelou ideal para estabilizar a substância.

15. Fissão Nuclear

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Em 1934, alguns anos após a descoberta do nêutron, Enrico Fermi teve a ideia de bombardear diferentes elementos com nêutrons, em busca de novos elementos. Ele descobriu que elementos acima do flúor se tornavam ativos após o bombardeio de nêutrons.

Logo após a publicação do trabalho de Fermi, Ida Noddack, um químico orgânico de Berlim, colocou em dúvida a interpretação de Fermi, alegando que talvez o urânio estivesse se dividindo em dois ou mais fragmentos. Na época, isto era considerado inconcebível.

Entre 1935 e 1938 dois físicos alemães, Otto Hahn e Fritz Strassmann, descobriram que haviam outros produtos resultantes do bombardeio do urânio. Foi a descoberta acidental da fissão nuclear.

16. Mauve (cor)

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William Perkin entrou na faculdade de química do Royal College of Chemistry em 1853 com apenas 15 anos, e aos 18 estava tentando descobrir uma forma de sintetizar quinino artificial.

O quinino é produzido a partir da casca de uma árvore. Na época, era bastante procurado, já que era o único tratamento conhecido para a malária. A produção do quinino, entretanto, era bem cara.

Trabalhando em casa, ele estava tendo dificuldades para criar uma solução pura; de alguma forma, impurezas acabavam se infiltrando na anilina que ele estava usando, produzindo uma substância preta, grossa.

Ao colocar álcool junto com a substância escura, ele notou uma cor parecida com o violeta, mas mais forte, se formando. Amante da pintura e fotografia, ele resolveu continuar testando aquele estranho composto, que ele chamou de Mauve (de “malva”, em francês).

Acabou inventando a primeira anilina corante, abrindo as portas para uma nova indústria que produziu uma infinidade de cores e… quinina artificial.

17. Vidro laminado

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Para qualquer lado que você olhe, vai encontrar o vidro laminado, um sanduíche de duas lâminas de vidro com uma lâmina de plástico entre elas, que tem a propriedade de, ao quebrar, não produzir as afiadas lâminas que o vidro comum produz, e até mesmo de manter a forma.

O vidro laminado foi outra descoberta acidental, em 1903, de Edouard Benedictus, um cientista francês que estava tentando pegar algum frasco de vidro no topo de uma estante, quando acabou derrubando sem querer um outro frasco. E o inusitado aconteceu: o vidro não se espalhou em milhares de pedaços, mas ficou no mesmo formato do frasco, embora quebrado.

O vidro antes tinha sido usado para conter uma solução de nitrato de celulose, um plástico líquido que havia evaporado, aparentemente depositando uma camada fina de plástico no interior do frasco. Como ele parecia limpo, seu assistente guardou o mesmo sem lavar.

Mas a ideia de fazer para-brisas com vidro laminado só ocorreu mais tarde, naquele mesmo ano, quando Benedictus leu sobre os acidentes automobilísticos que estavam ocorrendo. Demorou até a Primeira Guerra Mundial para os vidros laminados serem adotados pelos fabricantes de automóveis.

18. Floco de milho

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Reza a lenda que, em 1894, o Dr. John Harvey Kellogg e seu irmão Will Keith Kellogg, ambos Adventistas do Sétimo Dia, estavam tentando descobrir um pão integral para complementar a dieta estritamente vegetariana dos residentes do Sanatório de Battle Creek.

Sem querer, ele deixou uma massa de trigo descansar de um dia para o outro e, quando foi pegá-la, ela estava ressecada. Mesmo assim, eles resolveram passá-la pelos rolos de amassar, e a mistura se dividiu em flocos, que depois de assados, eram deliciosos.

Os flocos “Granose” foram um sucesso no sanatório, que logo se espalhou. Will teve a ideia de usar milho em vez de trigo, criando assim o floco de milho. A empresa Kelloggs’ enviou, só no ano de 1906, mais de 175.000 caixas de flocos de milho para diversas localidades.

19. Olestra

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A olestra, conhecida pelo nome comercial Olean, é um substituto da gordura que não acrescenta calorias ou colesterol aos alimentos. Ela foi descoberta acidentalmente nos laboratórios da Procter e Gamble em 1968, pelos pesquisadores F. Mattson e R. Volpenheim, que estavam procurando gorduras que fossem mais facilmente digeridas por recém-nascidos.

Durante testes para introduzir o olestra como aditivo, os pesquisadores notaram que os níveis de colesterol no sangue diminuíam com o uso da substância. Atualmente, a olestra pode ser usada para fritar alimentos e está presente em muitos produtos de baixa gordura.

Infelizmente, ela tem alguns efeitos colaterais desagradáveis, que são dores abdominais e diarreia – mas só para quem exagerar no uso do produto. Além disso, ela diminui a absorção de vitaminas, então os alimentos que possuem olestra na fórmula ou no preparo precisam de adição de vitaminas.

20. Supercola

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Harry Coover, um pesquisador da Eastman Kodak, estava tentando inventar um plástico para usar em alças de mira, quando experimentou com o cianoacrilato. A princípio, a aderência do novo plástico irritou Coover, e ele o deixou de lado.

Em 1951, Coover novamente teve contato com o cianocrilato, desta vez em uma tentativa para criar canopis resistentes a calor para jatos. Novamente, a aderência do cianocrilato estava atrapalhando os planos de Coover.

Só que, desta vez, ele teve uma epifania, ao perceber que este adesivo não precisava de calor ou pressão para colar. Mais ainda, em todos os testes, o produto colou todas as substâncias experimentadas. Definitivamente.

21. Post-it

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Spence Flier era um pesquisador da 3M que estava tentando desenvolver um adesivo forte. No entanto, ele acabou descobrindo um adesivo fraco, que podia ser colado e colado novamente.

Sem saber o que fazer, Flier deixou a ideia de lado, até que em 1974 o cientista Arthur Fry estava pensando em uma maneira de inventar marcadores de páginas adesivos que não ficassem permanentemente grudado.

Fry lembrou da invenção de Flier, e a 3M, que a princípio estava cética sobre a lucratividade do produto, acabou lançando o Post-it mundialmente.

22. Anestesia

Beautiful patient receives anaesthetic
Nos anos 1830, surgiu uma onda entre estudantes universitários de fazer festas conhecidas como “ether frolics” ou “brincadeiras com éter”. Eles descobriram que quando cheiravam o vapor do éter, ficavam doidões.

Ao mesmo tempo, o gás do riso, ou óxido nitroso, era demonstrado por vendedores por todo o país. Em 1844, um dentista de nome Horace Wells participou de uma destas demonstrações, e notou que um sujeito que havia cheirado o gás do riso se machucara e parecia não sentir dor.

Em 16 de outubro de 1846, foi feita a primeira cirurgia com anestesia: um tumor foi extraído, e o paciente alegou não ter sentido dor alguma.

23. Mola maluca

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Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos inventores estavam trabalhando em suas garagens para tentar criar alguma coisa que ajudasse no esforço de guerra. O engenheiro Richard James era um destes. Em 1943, ele estava tentando inventar molas que pudessem ser usadas para apoiar e estabilizar instrumentos dentro de navios durante tempestades.

Sem querer, James cutucou uma das molas que saiu rolando da mesa até o chão, daquele jeito que só as molas malucas fazem. Imediatamente, ele levou a mola para sua esposa, Betty, comentando que talvez pudessem fazer um brinquedo com aquilo.

James levou mais dois anos para aperfeiçoar o produto junto com sua esposa, e eles demonstraram o brinquedo na loja de departamentos Gimbels em 1946. Em 90 minutos, venderam 400 “slinky”, nome criado por Betty. Nos próximos 50 anos, venderiam 250 milhões destas molas no mundo inteiro.

24. Penicilina

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Esta é, com certeza, a mais famosa descoberta acidental. Em 1928, o biólogo escocês Sir Alexander Fleming estava fazendo testes com a bactéria Staphylococcus, quando saiu de férias por duas semanas.

Ao retornar, ele notou que uma das culturas estava mofada, e a bactéria não crescia onde o mofo havia se desenvolvido. Imediatamente, Fleming percebeu o potencial da substância, que ele chamou de penicilina, para conter infecções bacterianas.

O que pouca gente sabe é que ele teve dificuldades para produzir mais do mofo, e a penicilina só se tornou uma medicação depois de 13 anos, graças aos esforços de outros cientistas, como Howard Florey, Norman Heatley e Andrew Moyer.

Infelizmente, o abuso da penicilina e outros antibióticos, principalmente o uso de doses insuficientes, acabou por permitir o desenvolvimento de bactérias resistentes a remédios comuns. [mental_floss, Como Tudo Funciona, How Stuff Works, NBCNEWS.COM, The Christian Science Monitor, Stuff of Genius]

3 respostas para “24 descobertas científicas acidentais”

  1. O item 04, não foi bem assim, na verdade o primeiro forno micro-ondas da história, foi idealizado na UFCG – Universidade Federal de Campina Grande – PB. O protótipo encontra-se lá até hoje e a forma que foi montado é bem interessante, dá pra entender perfeitamente o principio de funcionamento. Utiliza peças alternativas, como por exemplo a fechadura, que é de um carro da época dos anos 80.
    Este projeto, entre outros desenvolvidos na UFCG, foram infelizmente patenteados por outro, ou foi patenteado no Brasil mas ninguém respeita a sua patente, como o caso do primeiro taxímetro da história, projeto de uma professora, patenteou sua invenção mas mesmo assim hoje não ganha um centavo por sua descoberta.
    No caso do micro-ondas não patenteou, publicou em congresso e os americanos patentearam.

    • Como é que poderiam ser anteriores a uma invenção da década de 1940/1950, usando peças de um carro da década de 1980? De qualquer forma, tens o nome do idealizador? Fiquei curioso com a história.

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