Esperma modificado por vírus pode consertar genes defeituosos

Por , em 5.12.2013

Desde 1996, com todo burburinho criado mundialmente quando a ovelha Dolly nasceu, muita gente que nunca tinha ouvido falar em modificações genéticas aprendeu um pouco sobre o assunto. Muita coisa já aconteceu nos anos que se passaram, e esse campo da medicina agora é vastamente estudado, com cada vez maiores avanços.

De acordo com um relatório publicado no “The FASEB Journal”, a “nova genética” promete corrigir genes defeituosos das gerações futuras através da introdução de novos genes funcionais usando o “esperma designer”. O nome parece algum tipo de bizarrice de um filme pornô de baixo orçamento, mas a coisa é séria.

Em camundongos, o novo material genético foi introduzido através de um vetor viral aplicado ao esperma dos ratos, o que conduziu à presença e atividade destes genes em embriões resultantes. Este novo material genético foi, na verdade, herdado e se mostrou presente e funcional através de três gerações dos ratos testados.

Esta descoberta – se bem sucedida em humanos – poderia levar a uma nova fronteira na medicina genética em que doenças e transtornos são efetivamente curados e novos atributos humanos, tais como a regeneração de órgãos, pode ser possível.

“A tecnologia transgênica é a ferramenta mais importante para a pesquisa de todos os tipos de doença em seres humanos e animais e para a compreensão de problemas cruciais da biologia”, explicou Anil Chandrashekran, autor do estudo do Departamento de Ciências Clínicas Veterinárias na Universidade Real de Veterinária, em North Mymms, no Reino Unido.

Para alcançar estes resultados, Chandrashekran e seus colegas usaram lentivírus para gerar animais transgênicos através da linha germinal masculina. Quando lentivirais pseudotipados que codificam a proteína fluorescente verde (GFP) foram incubadas com os espermatozoides dos ratos, estes foram altamente bem sucedidos na produção de transgênicos.

Espermatozoides de rato transduzidos com o lentivírus foram utilizados em estudos in vitro de fertilização e, quando seguidos de transferência de embriões, pelo menos 42% dos fundadores eram transgênicos para GFP. A expressão da GFP foi detectada em uma ampla gama de tecidos murinos, incluindo os testículos, e o transgene foi estavelmente transmitido para uma terceira geração de animais transgênicos.

“Usar o esperma modificado para inserir material genético tem potencial para ser um grande avanço, não só em pesquisas futuras, mas também na medicina humana”, afirmou Gerald Weissmann, doutor em medicina e editor-chefe do “The FASEB Journal”. “Isto facilita o desenvolvimento de modelos animais transgênicos e pode levar a benefícios terapêuticos para as pessoas também. Durante anos temos perseguido terapias genéticas eficazes e atingimos inúmeras lombadas e becos sem saída. Se formos capazes de alterar o esperma para melhorar a saúde das gerações futuras, mudaríamos completamente nossas noções de ‘medicina preventiva'”.[Science 2.0]

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2 comentários

  • Dinho01:

    Opa! Polêmica a vista!Quem vai decidir o que deve ser alterado ou não? Alguém vai querer criar uma super-raça de humanos???

  • Filipe Oliveira:

    ok! 2013/14 prospero para toda a equipe-

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