107 ganhadores do Nobel assinam carta humilhando o Greenpeace sobre alimentos geneticamente modificados

Por , em 1.07.2016

107 ganhadores do prêmio Nobel resolveram participar dos debates sobre alimentos transgênicos. Eles escreveram uma carta ao Greenpeace e outras organizações que lutam contra o uso de alimentos geneticamente modificados.

“Eles apresentaram os transgênicos de forma incorreta, incluindo seus riscos, benefícios e impactos, e apoiaram a destruição criminal de plantações aprovadas para testes e pesquisas”, dizem os detentores de Nobel na carta. “Quantas pessoas pobres no mundo devem morrer antes que consideremos isso um ‘crime contra a humanidade’?”.

Os pesquisadores mencionaram numerosos estudos publicados nos últimos anos que mostram que plantações de alimentos transgênicos são seguras, e não muito diferentes das plantações normais. Com eles, será possível dobrar a produção de alimentos até 2015, para conseguir alimentar a população em crescimento impressionante.

“Agências regulatórias e científicas do mundo todo têm mostrado repetidamente que colheitas e alimentos melhorados com biotecnologia são tão seguros quanto, ou até mais, que aqueles derivados de outros métodos de produção”, diz a carta. “Nunca houve um único caso confirmado de consequência negativa para humanos ou animais por seu consumo”.

Quem assinou a carta

A carta faz parte da campanha chamada Support Precision Agriculture (em tradução livre, “Apoie a Agricultura de Precisão”), organizada por Philip Sharp, ganhador do Nobel de 1993 em psicologia, e por Richard Roberts, pesquisador do New England Biolabs.

Ela já foi assinada por 107 vencedores do prêmio, incluindo Elizabeth Blackturn, que recebeu o Nobel de Medicina em 2009, Tomas Lundahl e Paul Modrich, que foram premiados em 2015 por trabalhos no campo da química.

“Somos cientistas. Entendemos a lógica da ciência. É fácil ver que o que o Greenpeace está fazendo é danoso e anticientífico. O Greenpeace e outros aliados deliberadamente assustam pessoas. É a forma que eles encontram de levantar dinheiro para a causa deles”, diz Roberts.

Arroz dourado

Arroz Dour

Arroz Dourado

A carta citou o Greenpeace por se opor ao arroz dourado, criado para fornecer vitamina A para a dieta de crianças em situação de pobreza. A falta de vitamina A é a causa principal da morte infantil, matando entre 1 a 2 milhões anualmente e cegando 500 mil crianças por ano, mais do que qualquer outro motivo.

“Chamamos nossos governos para fazer tudo em seu poder para impedir as ações do Greenpeace e acelerar o acesso de agricultores a todas as ferramentas da biologia moderna, especialmente sementes melhoradas através da biotecnologia. Oposição baseada em emoção e em dogmas, ao invés de dados, deve ser parada”, conclui a carta. [Science Alert]

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3 comentários

  • Glauco Theodoro:

    O Greenpeace faz um alarde bem ruim, mas há alguns estudiosos que defendem que já produzimos o suficiente, só que há concentração alimentar.

  • Guilherme Ferreira:

    obs: 3º parágrafo -> 2050 e não 2015.

    Só eu que acho que o Greenpeace exagera e cria um um terrorismo pra ganhar dinheiro quase sempre?

  • Churupica:

    Ridículo! Mesmo porque, a maioria dos alimentos que consumimos hoje já é “transgênico”, num sentido mais abrangente e menos técnico do termo

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