Este estudo gigante descobriu algo impressionante sobre como devemos nos alimentar

Comer muito carboidrato é pior e mais gordura é melhor para você, diz enorme estudo publicado nesta terça-feira (29). Pesquisadores dizem que está na hora de repensar recomendações que agências governamentais, médicos e nutricionistas dão a pacientes.

“Nossas conclusões não dão suporte para a recomendação atual para limitar o consumo para menos de 30% da energia diária em forma de gordura total e menos de 10% de energia em gordura.saturada. Limitar o consumo total de gordura provavelmente não vai melhorar a saúde das populações”, diz a pesquisadora Mahshid Dehghan, da Universidade McMaster (Canadá).

Segundo ela, o que pode diminuir o risco de mortalidade total é diminuir o consumo de carboidratos. “Indivíduos com alto consumo de carboidrato, de mais de 60% da energia, pode se beneficiar com uma redução desse consumo e aumento da ingestão de gordura”, afirma.

O estudo analisou mais de 135 mil pessoas de todas as classes sociais em 18 países. Eles tinham idades entre 35 e 70 anos e eram de regiões como América do Norte, América do Sul, Oriente Médio, África, Sudeste Asiático, Leste Asiático e China.

Os dados dessas pessoas indicam que comer muito carboidrato está ligado à pioras na saúde. Cerca de 5,8 mil mortes e 4,8 mil problemas cardíacos foram registrados durante o estudo. Quem comia muito carboidrato teve 30% mais risco de mortalidade. Por outro lado, as pessoas que tinham alto consumo de gordura tinha 23% redução de risco de mortalidade e 18% menos chance de ter um derrame.

Todos os tipos de gordura estão associados com a significante queda no risco de mortalidade: 14% menos para gordura saturada, 19% menos para mono-insaturada e 20% menos para gordura poliinsaturada.

Os pesquisadores também analisaram os efeitos da gordura no lipídios do sangue. Eles observaram que apesar de o LDL (colesterol ruim) aumentar em pessoas que consomem mais gordura saturada, o HDL (colesterol bom) também aumenta nessas pessoas. Os cientistas constataram que o LDL é um sinal ruim para prever problemas cardíacos, mas que o ApoB/ApoA1 é mais eficaz.

“Focar apenas em um marcador de lipídio como o LDL não capta o impacto clínico de nutrientes no risco cardiovascular. Por décadas, as recomendações de dieta estão focando em reduzir o consumo de gordura total e o ácido gordo saturado (STA) com base na dedução de que substituir o STA por carboidrato e gorduras insaturadas vai baixar o LDL e reduzir problemas vasculares”, diz Dehghan. [Science Blog]

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