Facebook pode tornar seus usuários invejosos, diz estudo

Por , em 22.01.2013

Com mais de um bilhão de usuários ativos compartilhando 30.000 milhões de mensagens/conteúdo por mês, o Facebook se tornou um dos sites mais populares da internet e uma das maiores bases de dados de informação social em todo o mundo.

Sendo uma mídia social, parece ser benigno para as pessoas: permite que elas mantenham contato com os amigos, façam novos, e nunca se sintam sozinhas. Certo?

Errado. Um estudo recente chegou à conclusão de que mais de um terço de seus entrevistados experimentam sentimentos negativos depois de usar o Facebook.

De acordo com a pesquisa feita pela Universidade Técnica de Darmstadt e pela Universidade Humboldt de Berlim (ambas na Alemanha), mais de um terço dos usuários da rede social relatam sentimentos predominantemente negativos, como frustração, relacionados ao uso da plataforma.

Os pesquisadores sugerem que “inveja” de seus amigos virtuais é a principal razão para esse resultado frustrante.

A pesquisa

O estudo envolveu 584 usuários do Facebook que gastavam entre 5 a 30 minutos no site diariamente. Eles foram questionados sobre seus sentimentos após o uso da plataforma.

Mais de um terço dos entrevistados relatou sentimentos predominantemente negativos, como frustração.

“Embora os entrevistados se mostrassem relutantes em admitir que sentiam inveja no Facebook, muitas vezes era presumível que a inveja pode ser a causa por trás da frustração sobre esta plataforma – uma clara indicação de que a inveja é um fenômeno marcante no contexto Facebook”, disse a Dra. Hanna Krasnova, pesquisadora da Universidade de Humboldt.

A cientista acredita que o acesso abundante a notícias positivas e perfis de “amigos” aparentemente bem-sucedidos promove uma inevitável comparação social que pode facilmente provocar inveja.

“Em geral, as redes sociais online permitem que os usuários acessem informações relevantes sem precedentes sobre outros – insights que seria muito mais difíceis de se obter offline”, afirma.

Aqueles que não se envolvem em atividades ativas e comunicação interpessoal em redes sociais, ou seja, que as usam principalmente como fontes de informação, por exemplo, lendo postagens de amigos, verificando feeds de notícias ou navegando através de fotos, estão particularmente sujeitos a essas experiências dolorosas.

Outro resultado da pesquisa foi que cerca de um quinto de todos os eventos recentes online/offline que provocaram inveja entre os entrevistados ocorreu dentro de um contexto de Facebook.

Isso revela um papel colossal desta plataforma na vida emocional dos usuários. Paradoxalmente, a inveja pode frequentemente levar usuários a “enfeitar” seus perfis na rede social, o que, por sua vez, provoca inveja entre outros usuários, um fenômeno que os pesquisadores chamaram de “espiral da inveja”.

Na Alemanha, os principais provocadores de inveja estão relacionados com viagens. O sentimento ruim, neste caso, “é um resultado de inúmeras fotos de férias postadas no Facebook, que são particularmente populares entre os usuários alemães”, comentou o Dr. Thomas Widjaja, da Universidade Técnica de Darmstadt.

Com base nos dados da pesquisa, os cientistas também foram capazes de estabelecer uma relação negativa entre a inveja que surge no Facebook e a satisfação dos usuários na “vida em geral”.

O uso passivo do Facebook aumenta emoções hostis que, por sua vez, afetam negativamente a satisfação dos usuários com suas vidas.

“Considerando o fato de que o uso do Facebook é um fenômeno mundial e a inveja é um sentimento universal, muitas pessoas estão sujeitas a essas consequências dolorosas”, conclui Helena Wenninger, coautora do estudo da Universidade Técnica de Darmstadt.

Para ler a pesquisa completa, clique aqui (em inglês).[MedicalXpress, CordisNews]

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6 comentários

  • Rone Firmino:

    Criei minha pagina no facebook primeiramente para aumentar meus inscritos e visualizações no Youtube. Não acho a pesquisa válida. Com pouco mais de 500 entrevistados é improvável observar quaisquer estatisticas reais sobre ” inveja”.

  • neutrino:

    É a famosa baixa estima em ação.

    Para que gastar dinheiro para pesquisar coisas que todo mundo já sabe.
    O ser humano é invejoso por natureza.
    Até eu…

  • Silvio Ribeiro:

    Concordo.
    Publiquei uma participação que fiz no Fantástico da TV Globo e divulguei.
    No dia seguinte, acordei com dores nas costas, nos ombros e no pescoço. Um extremo máu humor sem nenhuma motivo ou causa aparente.
    Minha irmã, que é sensitiva, ao me visitar, disse que eu estava com uma carga energética muito pesada.
    Aplicou-me Reiki e imediatamente me senti mais leve e livre daquela sensação de torpor e peso.
    Realmente a inveja “pega” e desde então, evito qualquer tipo de divulgação, para não incentivar invejosos.
    Melhor é mandar vídeos e fotos por e-mail, escolhendo muito bem a quem enviar.

  • Mauro Schorr:

    Depende do nivel de cada um. Quem está atrasado na sua evolução, ainda cheio de sombras inconscientes, vai sentir qq coisa nas redes, outros mais abertos, amorosos, podem aproveitar tudo para teem muito mais amor em suas vidas

  • Duda Weyll:

    O Facebook me lembra o filme Idiocracy, ademais, toda ferramenta exaustivamente facilitada ao uso lembra, tudo parece que virou brinquedo.

  • JHR:

    Não me considero necessariamente um misantropo, mas tenho meus motivos para não participar desta imensa bobagem chamada facebook.
    As pessoas deveriam procurar sentido em suas vidas vazias e infelizes com atitudes e sentimentos mais nobres ao invés de cultivar um estado imaginário de sucesso pessoal e material.

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