Redes sociais podem causar depressão

Por , em 26.04.2011
Quem de nós, por uma razão ou outra, não aderiu à moda das redes sociais? A moda atingiu em cheio os adolescentes, que adoram manter contato com seus amigos em sites como Facebook e Twitter. Por mais divertido que seja, o uso em excesso desses sites  pode ser prejudicial e tem sido associado à depressão, dizem pesquisadores.

Um novo relatório da Academia Americana de Pediatria descreve um novo fenômeno conhecido como “depressão do Facebook “, no qual crianças e adolescentes que gastam uma enorme quantidade de tempo em sites de redes sociais acabam desenvolvendo sintomas de depressão.

“O fenômeno não é comum e a maioria das crianças se beneficiam com o site, pois são capazes de manter laços com os amigos e sentir uma conexão com sua comunidade”, explica Scott Campbell, professor de estudos de comunicação na Universidade de Michigan, Estados Unidos.

Porém, o uso pesado excessivo do Facebook, bem como outros riscos do mundo online como o “cyberbullying”, pode ter consequências graves. Por isso, é fundamental para os pais ficar envolvido na vida virtual de seus filhos.

“Como as crianças têm cada vez mais canais de comunicação com seus colegas online, é extremamente importante que os pais também mantenham a comunicação com seus filhos da mesma forma aberta. Assim, podem ter uma noção do que está acontecendo na vida de seus filhos, tanto online quanto offline “, aconselha Campbell.

O relacionamento com amigos se torna difícil nos anos de adolescência. Enquanto o Facebook permite que os jovens preservem e cultivem suas amizades, ele pode também alimentar a inveja, de acordo com Michael Brody, psiquiatra da infância e adolescência em Silver Springs, Maryland, Estados Unidos.

“As crianças se tornam muito competitivas no ambiente virtual e querem ser o centro das atenções”, alerta Brody.

O Facebook permite que os adolescentes acompanhem o sucesso de seus amigos, bem como o número de amizades aqueles amigos têm. “Isso configura uma coisa competitiva. As crianças podem se sentir menos do que eles são porque seus amigos parecem estar se divertindo mais do que elas”, diz Brody. “A ideia de inveja e ciúme é muito difundida e ampliada através desse meio”.

No entanto, é menos claro se o próprio Facebook leva à depressão ou se alguns adolescentes que já estão deprimidos são propensos a gastar demasiado tempo on-line.

“Como qualquer outra coisa na vida, muito tempo no Facebook – ou na Internet em geral, aliás – pode ser uma coisa negativa”, adverte Campbell. “Em geral, depressão e solidão são associadas a esses usuários frequentes da Internet, que permitem que a quantidade de tempo passados online interfiram em seus relacionamentos off-line”.

Uma maneira de potencialmente impedir as crianças de entrar neste tipo de depressão é ter a certeza de que elas se envolvam em uma variedade de atividades, recomenda Brody.

“As crianças que têm uma vida equilibrada, fazem lição de casa e atividades extra-curriculares, participam de clubes, serviços comunitários ou praticam esportes têm uma chance muito menor de desenvolver depressão”.

“Eu ficaria preocupado como pai se a única coisa que meu filho gostasse de fazer fosse ficar sentado na frente do computador usando o Facebook”, diz Brody. [LiveScience]

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20 comentários

  • Lucas Castro:

    Eu gostaria de ver uma só vez alguém que não se vicia em redes sociais.

  • Blublu:

    VocÊs são iditoas porque não tem nada e vê, porque se fosse assim todo mundo trinha morrido de depressão!

  • Drops:

    Bom , eu sou adolescente e passo 3/4 da minha vida frente ao pc o outro 1/4 é dormindo . Eu gosto muito de sair , de estar com meus amigos , e de fazer outras coisas , mas em geral é estar com amigos . Mas não estou com eles porque minha mãe acha o mundo perigoso demais, e dentro de casa eu estarei mais segura … Em geral é isso ! Eu vejo todos sairem e eu ficando . Isso é horrivel , ponham se no meu lugar … E tem tempos que eu apenas sento e observo o tempo desejando que meu coração pare . Sim , eu não tenho mais prazer em viver . Desabafo online . rs
    Ninguém nesse mundo me entende , sei que estou sozinha . Então espero ela vir , fria . Morte .

    • Enzo Nogueira:

      Essa proteção em excesso é uma coisa egoísta que parte dos pais, querem evitar preocupações ou coisa do tipo, mesmo que o filho esteja sofrendo das piores dores emocionais em casa. Querem te impedir de cometer certos erros que cometeram no passado, mas não pensam, se tais erros serviram de aprendizado e construção do que são hoje, porque tirar isso dos filhos? O que acontece com uma pessoa sem erros e aprendizados na vida? Se um pássaro impedir seu filhote de voar por causa das chances que tem de cair, estará agindo como um egoísta, seu filho estará seguro? Talvez sim, mas não conhecerá o mundo em que vive, não terá liberdade, e sem liberdade não criamos personalidade nem confiança.

    • Cesar Grossmann:

      Quais os erros que se cometiam com redes sociais no passado?

  • Stephany:

    Eu passei por isso, quando entrei na adolescencia todo meu tempo livre era na frente do PC, eu nao saia pra nada, tambem, ninguem me chamava, eu era uma pessoa problematica. Eu me enfiava no meu quarto pra usar o PC apos a escola e so saia pra pegar comida, biscoitos…
    Mas eu superei, apos um ano assim fiquei uma bolinha, mas hoje emagreci, tenho um namorado e uma vida social pra lá de agitada, quase nao passo tempo no meu quarto, mas estou sempre ligada as redes sociais via iPhone, que se fosse naquela epoca, eu iria ficar o dia todo com aparelho pra cima e pra baixo.

  • bianca:

    eu quase passei por isso D: mas foi, porque eu não diferenciava o mundo real, com o mundo do computador, e quando eu me dei conta, fiquei meio tensa, sei la.

  • Evandro:

    Os pais não querem passar tempo com seus filhos, fazer atividades, se exercitar, entre tantas outras coisas com os filhos. Mas tambem não querem vê-los fora de casa. Então, a solução para eles e deixarem seus filhos se bitolarem com a Internet. Pois pelo menos estão dentro de casa, no quarto, seguros.

    Acredito que a grande parte das crianças e adolescentes ficam a toa na internet, porque não tem o que fazer em casa. Seus pais não os propõe nada, de construtivo, interessante. Ai vem o tédio, a solidão… e o facebook.

  • Evandro:

    Boa parte das pessoas não tem o que fazer, e ficam a toa na internet, procurando um sonho social imaginário que nunca vai acontecer.

  • Rafael Bucker:

    A culpa nunca foi dos sites de relacionamento.

    O impulso que move os jovens é o mesmo que move os adultos no facebook: a necessidade de aprovação do Outro. Lacan já dizia, emitimos mensagens para que o Outro nos dê um feedback da nossa própria existência, é assim desde o nosso nascimento.

    O que acontece agora é que essas ferramentas facilitam e ampliam as possibilidades de emissão e recepção. Entramos em parafuso. A solução é o pensamento sempre, pais pensantes para as crianças e um questionamento mínimo para os adultos.

    Quer ver o impulso em você? Repare que não tem a menor graça quando você publica um post e ninguém responde ou interage. TODOS precisamos do Outro, só não devemos passar da conta.

  • TIYOKO:

    Aprecio esta materia porque comigo aconteceu houve uma manifestação de euforia no inicio mas com o tempo perdi o entusiasmo é como namoro,no começo sua página está cheia de paparicos, e depois vai perdendo a cor,daí é hora da pausa,dar um tempo,como se diz,para que retorne com mais alegria,é normal chamo isto de amadurecimento .

  • Cecilia Carvalhocarvalho@ig.com.br:

    Primeiro devemos ensinar a leitura a nossos filhos. Mas, leitura em livros, revistas e jornais.
    O uso pesado e sem limites da internet, principalmente, das redes sociais deseduca e traz mesmo ” efeitos colaterais”. Que os pais sejam os primeiros a dar o exemplo e conversem mais com seus filhos.

  • Lilian:

    “Em geral, depressão e solidão são associadas a esses usuários frequentes da Internet, que permitem que a quantidade de tempo passados online interfiram em seus relacionamentos off-line”.

    Não seria uma interferencia em seus relacionamentos reais?

  • joão:

    Aspessoas preferem socializar num facebook doq ue pessoalmente, onde vai parar a demenca humana e pior que isso a muitos que contam a vida toda lá, o que é um grande rro toda a gente sabe quem tu és o que fazes o que pensas, etc, etc.

  • eduardo:

    Acho que já vi essa notícia aki mesmo no hypescience há um bom tempo atrás… “desjá vu”… falha da matrix…. kkkkkk…

    Na minha opinião não creio que seja verdade de q as pessoas fiquem deprimidas tendo como causadoras as redes sociais…

    Na verdade, as redes sociais podem ser um estopim para a manifestação da doença… ker dizer, a pessoa já convive com o mal, mas ainda não houve qualquer ação externa que desencadeasse o surgimento da depressão…

    Não acho justo culpar as redes sociais, pois a depressão é manifestada em qualquer atividade externa… seja em rodinhas de amigos, no trabalho, em casa, em jogos, no esporte…

  • alx:

    NÃO É NOVIDADE… QUALQUER REDE EM Q HA ENVOLVIMENTO DE PESSOAS POR CHAT Q ACABAM SE TORNANDO AMIGOS VIRTUAIS CORREM ESSE RISCO QUE PRA MIM PODE SER DENOMINADA DE “DEPRESSÃO VIRTUAL”.

  • Alter ego: Sociólogo:

    Como dizem: se a televisão matou a janela, o computador matou a porta.

  • Roy de Lucas:

    Depois de ficar muito tempo no computador realmente sempre dá uma deprimidinha, o Facebook é muito bacana por conseguirmos sempre falar com amigos e tal, mas tem uma hora que você não tem mais o que fazer e continua no site, é bem chato, aí você procura o que fazer, entra nos perfis. É nessa hora que você tem que sair com seus amigos de verdade, e não só visitar seus perfis:p

  • ELEUTERIO JOÃO ALVES:

    Eu concordo plenamente com o autor desta matéria, aliás
    muito útil que prescisa de ampla divulgação.
    Eu sou prova disto, tenho desenvolvido sintomas de ansie
    dade e depressão, tive que controlar o tempo insistentemente….

  • Guilherme Euripedes:

    Sem contar aquela sindrome pouco conhecida que não lembro o nome que as pessoas ficam meses, anos, décadas, sem sair de seus quartos, “sobrevivendo” apenas na internet.

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