Mães realizam mais multitarefas do que os pais – e gostam menos disso

Por , em 4.12.2011

O estereótipo da mãe que trabalha e ainda divide sua energia entre as crianças, marido e tarefas domésticas pode ser
verdadeiro. De acordo com uma nova pesquisa, não só as mães realizam mais multitarefas do que os pais, como são menos felizes fazendo-as.

O estudo conclui que as mães que trabalham gastam cerca de 10 horas a mais por semana fazendo multitarefas do que os pais que trabalham.

Enquanto hoje os pais estão mais envolvidos do que nunca na vida doméstica, a pesquisa revela que as mães ainda carregam um fardo mais pesado.

Multitarefas podem parecer produtivas, mas estudos psicológicos sugerem que nosso cérebro não realiza seu melhor quando dividido entre duas ou mais tarefas.

Um estudo de 2010 descobriu que o cérebro que consegue “fazer malabarismos” com duas tarefas ao mesmo tempo, mas a adição de uma terceira é uma receita para o desastre. Mesmo pessoas comumente “multifuncionais” lutam contra a sobrecarga. Segundo pesquisas, as pessoas que mais fazem multitarefas são as piores nisso.

Mas para as famílias modernas, multitarefa é uma forma de vida. Os pesquisadores queriam saber quanto tempo as mães e pais passavam fazendo duas ou mais coisas ao mesmo tempo, e como eles se sentiam em relação a isso.

Os pesquisadores pediram aos pais que usassem relógios de pulso pré-programados para apitar oito vezes por dia. Quando os participantes ouviam o bip, paravam tudo para gravar em um diário o que estavam fazendo, e suas emoções no momento.

Com uma amostra total de 16.878 entradas de diário de 368 mães e 9.482 entradas de 241 pais, os pesquisadores descobriram que a multitarefa é muito comum. Os pais a realizavam por mais de um terço de suas horas acordados, enquanto as mães realizavam multitarefas dois quintos de suas horas acordadas.

Trabalho remunerado já coloca muita carga de multitarefa em ambos pais e mães, sendo que multitarefas relacionadas ao trabalho compõem 36% dos episódios de multitarefa nos pais e 23,4% dos episódios de multitarefa nas mães.

Em casa, no entanto, as mães são mais propensas do que os pais a se envolver em duas atividades domésticas ou dois cuidados relacionados com as atividades da criança ao mesmo tempo. “Combos” de cuidado doméstico e com os filhos foram responsáveis por 10% do tempo de multitarefa das mães e 4,4% dos pais.

Embora as mães façam mais multitarefas em casa do que os pais, elas também gostam menos disso. Elas relataram uma menor sensação de bem-estar do que os pais ao fazer multitarefas.

Mães relataram mais emoções negativas e mais estresse em casa em comparação com quando fizeram uma única tarefa, enquanto os pais não apresentaram esse aumento de emoções negativas.

Algumas discrepâncias emocionais podem ter a ver com quem manipula as tarefas. O estudo descobriu que, para mães que trabalham, 52,7% dos episódios de multitarefa em casa eram trabalhos domésticos, em comparação com 42,2% dos pais que trabalham. Da mesma forma, 35,5% das multitarefas em casa para as mamães envolviam cuidados infantis, em comparação com 27,9% para os pais.

Os resultados destacam o estresse que famílias de classe média enfrentam na força de trabalho moderna. Segundo os pesquisadores, temos trabalhadores do século 21, mas os locais de trabalho são do século 20. Talvez esteja na hora de pensar em uma organização de trabalho mais flexível.[LiveScience]

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6 comentários

  • Eneida Melo:

    O texto é ótimo, os comentários são sofríveis.

    A solução não é manter as mulheres em casa como antigamente, e sim dividir as tarefas igualmente entre as pessoas que moram na casa.

  • Marte:

    As fêmeas são multitarefa. Dããã…

  • Igor:

    Por isso trabalho em casa, e minha mulher n precisa trabalhar pois sou homem suficiente para sustentar minha família, infelizmente muitos hj em dia n tem essa capacidade, e as mulheres ficam sobrecarregadas e infelizes, passando tudo isso para as crianças.

  • Ezio José:

    Todos nós temos o direito de optar por aquilo que somos capaz de desenvolver. O que não pode acontecer, são as múltiplas tarefas impostas. As necessidades básicas muitas vezes nos impõem essa condição, porém, é por um determinado tempo até que ajuste a situação. A vaidade leva ao endevidamento e, portanto, não é uma necessidade básica.

    Esta matéria publicada, sutilmente, nos induz a pensar no problema maior: “filhos”.

    É dificil para um casal que quer uma prole e não quer abrir mão dos problemas que isso gera. O resultado, podemos ver observando essa geração desamparada, rebelde no quesito violência, inculta e desrespeitosa.
    Por filhos no mundo para os avós criarem é fácil apesar de se tornarem um pouco afeminados, tipos dondocas. A mulher trabalhar fora para ganhar um salário mínimo e meio e pagar um salário mínimo para uma babá formar o caráter do filho não é uma lógica muito admissível(vivemos, ainda, uma sociedade onde o salário para mulheres é desproporcional.) As creches mostram um mundo diversificado para uma criança que está em formação da base de seu caráter e então ela não terá um estado emocional com respaldo do amor dos pais, o que trará problemas diversos no futuro dela.
    Viver é construir o próprio abrigo. Construir a casa que o eu residirá até à morte. Portanto se o alicerce for mal estruturado, mal-feito, com certeza, essa obra ruirá ou não terá valor.
    Mãe é mãe; vaca é vaca. O pai pode até ser touro, mas tem que ser burro também e puxar carroça até os chifres cairem.

  • Alan Barbosa Loyola:

    hum . . .

  • Toinho:

    Hmmm… Ah, Vá!
    Quem entende essas mulheres?

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