Teste do marshmallow: cientistas descobrem áreas do cérebro ligadas à gratificação

Quem nunca viu o vídeo com as crianças se matando de vontade de comer um marshmallow? Um estudo famoso de referência, do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, utilizou marshmallows e biscoitos para avaliar a capacidade de crianças pré-escolares de adiar a gratificação.

Se eles resistissem à tentação de comer o doce, eram recompensadas com mais doces mais tarde. Algumas das crianças resistiram, outras não.

Agora, os cientistas fizeram um acompanhamento da pesquisa, revisitando algumas das mesmas crianças, hoje adultos.

O estudo mostrou que as diferenças permanecem: os melhores em adiar a gratificação enquanto crianças continuam assim como adultos, e aqueles que queriam seus cookies de imediato quando crianças eram mais propensos a procurar gratificação instantânea quando adultos.

Além disso, imagens do cérebro mostraram diferenças fundamentais entre os dois grupos em duas áreas: o córtex pré-frontal e o estriado ventral.

“Esta é a primeira vez que localizamos as áreas específicas do cérebro relacionadas com a gratificação a longo prazo. Isto poderia ter grandes implicações no tratamento da obesidade e de vícios”, diz o autor principal do estudo, o Dr. BJ Casey.

No estudo atual, Casey recrutou 59 adultos que participaram quando crianças do estudo original, e que representavam um dos extremos do espectro da gratificação: pessoas que queriam gratificação na hora, ou que esperavam o máximo por ela.

Como marshmallows e biscoitos são menos gratificantes para adultos, os pesquisadores substituíram os dois testes. No primeiro, neutro, os participantes olharam para uma tela com uma série de rostos e foram convidados a sinalizar somente quando um rosto de um gênero era mostrado. Este teste não revelou diferenças significativas entre os dois grupos.

Um segundo teste usou estímulos emocionais, tais como um rosto feliz ou com medo. Estes resultados foram muito mais variados e revelaram que a aptidão para gratificação adiada foi consistente desde a infância até a idade adulta.

Neste teste, um rosto feliz tomou o lugar do marshmallow. Segundo Casey, a sugestão social positiva interfere com a capacidade da pessoa que deseja uma gratificação imediata de suprimir suas ações.

O segundo teste foi repetido enquanto o cérebro dos participantes era digitalizado através de ressonância magnética funcional. Os resultados mostraram que o córtex pré-frontal do cérebro é mais ativo para quem espera a gratificação, e o estriado ventral, uma área ligada a vícios, era mais ativa em quem deseja gratificação imediata.[ScienceDaily]

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