Peixe gigante engole TUBARÃO em uma única bocada

Por , em 21.08.2014

Pescadores esportivos na costa de Bonita Springs, na Flórida (EUA), capturaram imagens de um mero abocanhando um tubarão galha-preta no início deste mês.

O mero (Epinephelus itajara) é um peixe, mas não qualquer peixe: é uma das maiores espécies marinhas, podendo chegar a mais de 400 quilos e medir até quase 3 metros.

Já o tubarão-galha-preta (Carcharhinus melanopterus) do vídeo não parece tão grande, mas esse animal também não é indefeso: se alimenta de peixes e tubarões jovens de outras espécies e pode medir até 3 metros.

Por isso, as imagens são tão interessantes: elas transformam nossa expectativa do tubarão como o predador de topo.

Quando pensamos em tubarões, geralmente os imaginamos como os animais que comem e matam o que quiserem. Mas não é sempre assim. Na realidade, diferentes espécies de tubarões vivem em diferentes ecossistemas oceânicos, e podem ocupar qualquer lugar dentro de uma determinada cadeia alimentar, não necessariamente o topo.

Em habitats como as águas costeiras rasas da Flórida, por exemplo, peixes grandes como o mero são conhecidos por predar tubarões galha-preta.

Outros vídeos semelhantes ao que acabamos de ver existem, como o abaixo, de 2007, que mostram como os meros se alimentam de forma oportunista de tubarões capturados por pescadores com certa regularidade.

Tudo bem que isso é como “trapacear”: não é muito difícil capturar algo que já foi capturado, mas, ainda assim, toda a nossa admiração para um animal que tem coragem de fazer de um tubarão sua vítima.

De acordo com Comissão de Conservação da Natureza e dos Peixes da Flórida, tubarões galha-preta são alvos comuns para pescadores esportivos costeiros.

Já a União Internacional para a Conservação da Natureza afirma que a espécie também é pescada com objetivos comerciais, mas é “quase ameaçada” e “altamente vulnerável à pressão da pesca”, de forma que não é uma espécie ideal para a pesca esportiva. [io9]

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4 comentários

  • Murilo Pinho:

    é um garoupa de 1,30 que engoliu ele!!!!

  • Johny Ted:

    Não existe uma prova definitiva e evidente da relevância sobre a essência ecológica do tubarão a não ser o de servir às nossas necessidades alimentares, medicinais, estéticas ou místicas. Fala-se nele como “lixeiro” dos oceanos, das profundezas etc., ou regulador de ecossistemas. O que o mantém vivo até então é sua inteligência: um animal capaz de apreender apenas observando o outro, e não dar o passo maior que a perna como, por ex., desafiar um predador maior ou mais experiente.

    • Cesar Grossmann:

      “Essência ecológica do tubarão”? “Servir às nossas necessidades alimentares, medicinais, estéticas ou místicas”?

      “Essencialmente”, o tubarão é um predador. Por ser um peixe, ele tem a capacidade cerebral de um peixe, e aprende tanto quanto um peixe pode aprender.

      Esta ideia que as coisas existem para nos servir em nossas necessidades é um pensamento muito antigo, já superado pela ciência. O universo não existe para nos servir – é arrogância demais pensar assim.

  • Cesar Grossmann:

    Os tubarões são mais vulneráveis do que pensávamos. E menos perigosos. Mais gente morre atropelada por vacas do que atacada por tubarões.

    • Marcelo Ribeiro:

      Até mesmo cocos matam mais que tubarões: 20 causas de morte mais prováveis do que um ataque de tubarão http://a.ciencia.vc/1cbLSai

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