Mulheres são mais propensas a ser agredidas fisicamente em países desenvolvidos

Por , em 12.04.2015

No que diz respeito aos números da agressão física, historicamente os dados apontam para maiores taxas de vitimização feminina nos países em desenvolvimento.

Porém, um estudo realizado pela professora de sociologia Rachel E. Stein, da Universidade de West Virginia (EUA), constata que as mulheres nos países desenvolvidos – como os Estados Unidos – são mais propensas a ser agredidas fisicamente do que as mulheres nos países em desenvolvimento.

Metodologia

“A pesquisa sobre os países em desenvolvimento muitas vezes inclui agressão sexual, agressão física e roubo em um só conjunto de dados, o que aumenta a contagem no registro”, explica Stein.

Para evitar esse erro, ela usou dados da Pesquisa Internacional de Crime e Vitimização de 45 países, avaliando estatísticas individualmente sobre vitimização sexual e física para determinar se as estruturas sociais em torno das vítimas desempenhavam um papel na frequência dos ataques.

Vitimização sexual é definida como incidentes em que “uma pessoa às vezes pega, toca ou ataca outra por motivos sexuais de uma forma ofensiva”. A Vitimização física é definida como “ser ameaçado ou atacado pessoalmente por alguém de uma forma que realmente assusta”. A amostra foi limitada a vítimas do sexo feminino.

Os perigos do ambiente

Uma variedade de fatores contribui para a vitimização, como quantas vezes uma mulher faz atividades de lazer (ir a um bar, um restaurante, ver os amigos), se ela vive sozinha e qual sua idade, mas Stein concluiu que o ambiente ao redor de uma mulher também afeta seu risco de ser agredida.

Há vários exemplos de como o ambiente pode afetar o risco de vitimização. No caso dos países, um fator pode ser a distribuição díspar de recursos, em países com altos níveis de desigualdade. “Se as políticas querem efetivamente reduzir o risco de vitimização, precisam considerar não só os estilos de vida dos indivíduos, mas o contexto em que essas atividades são realizadas”. [ScienceDaily]

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