A lógica por trás de 19 perguntas comuns em entrevista de emprego

Por , em 26.09.2013

Depois de ser chamado para algumas você passa a aprender que muitas das perguntas de entrevista de emprego são as mesmas. Mas o que os empregadores querem ouvir quando questionam “Onde você se vê daqui a cinco anos?”?

Desde “Conte-me sobre você?” – que tem o objetivo de verificar suas habilidades de comunicação e como você se apresenta – até as mais desafiadoras e inusitadas, como “Se você fosse reduzido ao tamanho de um lápis e colocado em um liquidificador, como você sairia de lá?” – que procura testar suas habilidades de resolução de problemas -, confira alguns conceitos por trás dos interrogatórios terríveis que os desempregados encaram.

As questões basicamente têm o objetivo de descobrir três coisas: se você é capaz de fazer o trabalho, por que você quer esse emprego e se você conseguirá se adaptar à organização.

19. Qual ideia você levaria adiante se tivesse um milhão de reais para investir em um negócio de empreendedorismo?

Intenção: Verificar quão consistente é sua capacidade de planejamento.

18. Se você fosse escrever uma autobiografia, qual seria o título?

Intenção: Entender como você pensa.

17. Se você fosse reduzido ao tamanho de um lápis e colocado em um liquidificador, como você sairia de lá?

Intenção: Testar como você é capaz de lidar com um problema inesperado.

16. Como sua família e seu/sua parceiro/a se sentem a respeito de você trabalhar até tarde?

Intenção: Descobrir se sua família apoia você e seu trabalho e qual a sua flexibilidade em fazer horas extras.

15. Por que as tampas dos bueiros são redondas?

Intenção: Perceber se você consegue raciocinar seguindo a lógica.

14. Se você tivesse que se livrar de algum estado do Brasil, qual seria e por quê?

Intenção: Checar se você é capaz de estabelecer prioridades.

13. De quantas moedas você precisaria para alcançar a altura do Cristo Redentor?

Intenção: Investigar quão boa é sua capacidade de pensar quantitativamente.

12. Onde você se vê daqui a 5 anos?

Intenção: Esta é clássica. O entrevistador, neste caso, está procurando por evidências de objetivos na carreira e ambições.

11. Por que eu deveria contratar você?

Intenção: Testar seu nível de autoconfiança.

10. Quais são suas fraquezas?

Intenção: A pergunta visa observar a sua autoconsciência.

9. Fale mais sobre você.

Intenção: Verificar suas habilidades de comunicação e como você se apresenta.

8. Se eu pedisse para seus amigos descreverem você, o que eles me diriam?

Intenção: O objetivo aqui é aprender se você é uma pessoa bem orientada, capaz de falar honestamente e abertamente sobre você mesmo.

7. Conte-me sobre o pior chefe que você já teve.

Intenção: Compreender o quanto você, candidato à vaga, já aprendeu com más experiências passadas com supervisores.

6. Por que você quer trabalhar para a nossa empresa/organização?

Intenção: Descobrir se você pesquisou bastante sobre o lugar antes da entrevista.

5. Conte-me sobre um episódio em que você falhou.

Intenção: Ninguém acerta o tempo todo, por isso discuta sem rodeios sobre uma dessas situações. O entrevistador também gostaria de ouvir como você lidou com o fracasso.

4. Fale sobre um projeto no qual você trabalhou que requisitou um forte raciocínio analítico.

Intenção: A pessoa está pedindo para você demonstrar suas competências.

3. Qual livro você está lendo atualmente?

Intenção: A ideia é explorar sua curiosidade intelectual, seus interesses ou, talvez, quão antenado você está com a indústria ou as tendências profissionais.

2. Conte-me sobre uma vez em que você teve de enfrentar um dilema ético.

Intenção: O entrevistador está à procura de evidências que comprovem seus valores éticos e sua honestidade.

1. Por que você quer sair de seu emprego atual?

Intenção: A pergunta tem o objetivo de esclarecer que você não ficará apenas alguns meses nesse trabalho e que você estará satisfeito em seu emprego novo. [Life Hacker]

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23 comentários

  • Cesar Grossmann:

    Enrico Fermi costumava perguntar a seus alunos quantos afinadores de piano existiam em Chicago, mas a ideia era testar a capacidade de realizar cálculos com dados incompletos, usando bom-senso e algumas informações básicas.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Fermi_problem

  • Djalma Neto:

    Por que as tampas dos bueiros são redondas? Essa me deixou confuso! kkk

    • Aarão Pereira de Freitas:

      Se fosse quadradas provocariam muitos acidentes. As redondas são flexíveis. Penso eu.

    • Aarão Pereira de Freitas:

      Por que as tampas dos bueiros são redondas?
      Se as tampas de bueiros fosse quadradas provocariam muitos acidentes. As redondas são flexíveis. Penso eu.

    • Marcelo Ribeiro:

      É o contrário. As quadradas são flexíveis por terem pontos em que sua estrutura é menos resistente. A tampa redonda tem a mesma resistência em qualquer ponto. Sem “pontos fracos”.

    • Cesar Grossmann:

      Se a tampa do bueiro fosse quadrada, poderia cair dentro do bueiro. As tampas que existem e são quadradas estão ou deveriam estar presas ao buraco por dobradiças, como portas.

      http://www.livescience.com/32441-why-are-manhole-covers-round.html

    • Gustavo de Almeida Carvalho:

      Tampas quadradas são “quadradas”, só aceitam ser encaixadas de 4 jeitos (posições). Já as redondas são modernas, se encaixam de qualquer jeito.

    • Douglas Cardoso:

      porque os bueiros são redondos…

    • lucasgk:

      Pensei o mesmo que o Douglas Cardoso. Apesar de os bueiros serem redondos eles tem dois encaixes, sendo assim tem um jeito certo de encaixar

  • Hercules Lima:

    Tá, mas o que vocês me dizem de um entrevistador do Google que perguntou a um condidato a uma vaga na famosa multinacional: “QUANTAS VACAS TEM NO CANADÁ?” 8-(

  • Lobopai:

    Realmente, como podemos nos basear em dados de entrevistas quando no Brasil 85% das contratações são decididas por meio de indicações, de parentes ou colegas da empresa.
    Isto serve para os 15% restantes.
    Trabalhador de cabeça deve é abrir sua própria empresa e cobrir os espaços deixados peças grandes, até que cresça o suficiente. Ai o empreendedorismo que tanto se fala. No futuro, empresa forte será aquela que não tem empregados, somente sócios.

  • Keli Alexandre:

    Ainda bem que sou funcionária pública, concursada, muito bem remunerada e não preciso lidar mais com as baboseiras de psicólogos frustrados e preconceituosos.

  • Bing Balls:

    Imagino quantas pessoas realmente capacitadas não devem ser desperdiçadas na aplicação desse tipo de formulário.

  • pmahrs:

    Para trabalhar não, mas precisa um pouco para entrar na empresa. Já vi exigirem um monte de cursos, qualificação e personalidade para depois o jovem ficar puxando carrinho hidráulico para baixo e para cima ou numa máquina que basta saber apertar botões. Uma vez um jovem numa multinacional me disse que no SENAI ele imaginava que aquela empresa era uma maravilha de tecnologia e organização por tudo que ela exigia para entrar lá, mas quase saiu correndo no primeiro dia e depois ao saber a política de salários. Rsrsrs!!!

  • pmahrs:

    Nada que um jovem inteligente não drible. Nem sempre uma pessoa bem articulada e de bom e bonito português é mais capaz que uma menos comunicativa cujo o forte não é literatura; precisamos acabar com estes preconceitos ditados. Assim como a empresa tem o direito de demitir para buscar melhores profissionais, estes também devem buscar melhores condições se aparecer em outra empresa. É só ter bons salários e condições de trabalho que atrai pessoas capazes e eficientes de empresas concorrentes. Mas com salário médio industrial menor que só o gasto médio com seguro médico por funcionária em empresas americanas, não dá para evitar que os melhores vão procurar melhores condições nos EUA ou Europa.

    Salário médio Brasileiro (industrial) 1883 Reais ou 24.479 ao ano. Divulgado ontem.

    Gasto médio das empresas só com seguro médico nos EUA por funcionário em 2013 US$ 12.136 (27.450 Reais) ou 2287 Reais por mês.

  • Ozéias Teixeira da Rosa:

    Sério que eles fazem essas perguntas??

  • luysylva:

    pra trabalha no pesado, não precisa de toda essa baboseira burocrática.

    • Cesar Grossmann:

      Não precisa nem mesmo cérebro.

    • Carlos Zazula:

      Discordo sobre trabalhar no pesado não precisa de cérebro… Até em trabalhos repetitivo você precisa identifica se o funcionário tem capacidade de concentração. Já no pesado você tem que identificar se o funcionário tem a capacidade de melhorar sua forma de trabalho (carregar um saco de cimento de forma diferente, por exemplo).

    • thiago leite:

      Entao quer dizer que quem faz trabalho fisico desprovém de inteligencia? preconceito lamentável…

    • Eric Musashi:

      Puta preconceito dizer que não precisa de cérebro. César costuma ter bons comentários, mas esse aí foi de nível bem baixo. Alguns trabalhos exigem mais cérebro, outros menos, mas já vi pedreiro ganhar muito dinheiro e escolher trabalhos simplesmente por raciocinar melhor, por saber trabalhar, otimizar as tarefas, etc.

    • pmahrs:

      Hoje com o paradigma de “valorização” no serviço público, muitos profissionais nestas áreas se colocam em slogans como mais importantes que os outros e por isso devem ser mais valorizados, mas na verdade nenhum profissional pode cuidar bem de sua vida ou trabalho sem serviços de outros profissionais por mais simples e humildes que sejam. Sabemos que todos pagam impostos, mas se não valorizarmos primeiro a fonte onde o salário não depende direta e exclusivamente de cofres público e sim o abastece e para isto depende produção, desempenho, mercados e resultados materiais concretos, vai ficar cada vez mais difícil valorizar outras áreas menores na pirâmide.

    • Cesar Grossmann:

      Eric, tem muito trabalho onde o operário foi substituído, com vantagens, por um robô de inteligência duvidosa. São trabalhos onde o que importa é a força do braço, como quebrar pedras grandes para fazer pedras menores. Ou usar uma pá para colocar terra/minérios/detritos de um lugar para dentro de uma caçamba ou vice-versa. Em alguns casos não há nem mesmo um robô, apenas uma esteira ou outra solução mecânica simples, substituindo o operário que “trabalha no pesado”.

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