Placebos mudam a interpretação da dor no cérebro

Por , em 13.04.2011

Há quem acredite que remédio pode ser “psicológico”. Pelo menos, várias pesquisas mostram que placebos se mostram tão eficazes quanto os medicamentos reais em curar a dor de pacientes. Será que funcionaria com você? Uma nova pesquisa é capaz de responder essa pergunta através de uma varredura do cérebro.

Os pesquisadores analisaram dois estudos que envolveram o escaneamento do cérebro de pessoas que receberam um estímulo doloroso. Os voluntários receberam um creme ineficaz para aliviar a dor. Um dos grupos de participantes soube que o remédio era falso, ao outro foi dito que o creme era um analgésico.

Ao comparar as respostas do cérebro de cada grupo, os pesquisadores identificaram várias estruturas cerebrais mais ou menos ativas antes e durante o estímulo doloroso.

Nos que receberam placebo, a atividade caiu em áreas de processamento da dor, mas aumentou nas áreas envolvidas na emoção. Isto sugere que, em vez de bloquear os sinais de dor no cérebro, o placebo muda a interpretação da dor.

No outro grupo, um monte de ação aconteceu quando as pessoas estavam esperando a dor. Isso mostra que a resposta do placebo tem a capacidade de reavaliar o significado da dor antes que ela aconteça.

A equipe criou um mapa das áreas cerebrais relevantes com as informações recolhidas dos participantes. Segundo os pesquisadores, esse mapa pode ser útil para prever quanto do efeito de uma droga é devido a uma “resposta placebo”, para em seguida identificar bons candidatos para uma terapia com placebo.

Em muitas pesquisas, o placebo parece funcionar tão bem quanto o remédio ativo. É difícil para os cientistas provar a superioridade de medicamentos experimentais ao tratamento com placebo. Prever quais são as pessoas que respondem ao placebo pode ajudar a lidar com esse desafio. [NewScientist]

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4 comentários

  • luciana:

    Se eu cismo que um analgésico não vai fazer efeito, realmente acontece.

  • Cláudio Albuquerque:

    Com todo o respeito por quem publicou esta notícia, ela está completamente truncada em relação ao que foi publicado no site da NewsScientist. Pelo que aqui está relatado, os voluntários teriam recebido um creme ineficaz para aliviar a dor (o que está certo), a um dos grupos teria sido informado que o remédio era falso e a outro foi informado que seria realmente um analgésico. Aí segue a redatora explicando o que teria ocorrido com os que receberam placebo e, em seguida, com o “outro grupo”, cujos efeitos menciona. No entanto, a notícia publicada na NewsScientist é completamente diferente. Na verdade, foram feitos dois estudos. Num TODOS os voluntários foram informados de que o remédio era falso. No outro, TODOS os voluntários foram informados que estavam recebendo um remédio, mas esta informação era falsa (ou seja, TODOS estavam recebendo placebo). Isto foi feito justamente para se descobrir quais participantes estavam mais sujeitos ao efeito placebo. Assim, NO MESMO GRUPO (e não em “outro grupo”) dos voluntários que responderam ao efeito placebo, foram constatados os fatos relatados no texto acima (queda de atividade em áreas de processamento da dor, com aumento nas áreas envolvidas na emoção, bem como várias ações quando as pessoas estavam esperando a dor).

    • Daniel Alves:

      Concordo em gênero, numero e grau. Percebi que estava mal explicado mesmo sem conferir “o que foi publicado no site da NewsScientist”

  • eduardo:

    Eu sou tão cético que qnd eu tomo remédio eu não acredito na sua eficácia… resultado: a maioria dos remédios q tomo não surtem nenhum efeito perceptível em mim….
    O único remédio q realmente sinto alguma coisa é o polaramine pra alergia e a Ritalina… outros como relaxante muscular, antiflamatórios, dor de cabeça… não sinto efeito algum…

    Acredito sim em efeito placebo… mas duvido que seja tão eficaz qnt um remédio que seja de verdade….

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