“Haters” realmente existem ou são apenas um mito?

Por , em 29.08.2013

Uma nova pesquisa descobriu a razão pela qual algumas pessoas parecem detestar tudo, enquanto outros gostam de tudo. Aparentemente, isso faz parte da personalidade individual – algo que os pesquisadores denominaram “atitude disposicional”.

Pessoas com uma atitude disposicional positiva possuem uma forte tendência a gostar das coisas, ao passo que as de atitude negativa a fazem o contrário, de acordo com o estudo da Universidade de Illinois e da Universidade da Pensilvânia (ambas nos EUA).

À primeira vista, por exemplo, avaliar os sentimentos de alguém sobre seus cuidados com a saúde pode não parecer útil para conhecer os sentimentos dessa pessoa sobre a área da arquitetura, pois saúde e arquitetura são estímulos independentes com conjuntos exclusivos de propriedades. No entanto, há ainda um fator crítico em que as atitudes de um indivíduo terão em comum: o próprio indivíduo. “Algumas pessoas simplesmente são mais propensas a focar aspectos positivos e outras aspectos negativos sobre as coisas”, diz Hepler.

Para descobrir se as pessoas diferem na tendência de gostar ou não as coisas, os pesquisadores criaram uma escala que usa relatos de atitudes das pessoas em relação a uma ampla variedade de estímulos não relacionados, tais como arquitetura, chuveiros frios, política e futebol. Ao saber o quanto as pessoas gostam ou não dessas coisas específicas, as respostas formaram uma média para calcular a sua atitude disposicional (ou seja, para calcular o quanto elas tendem a gostar ou não de coisas em geral).

A teoria é que, se os indivíduos diferem nessa tendência geral, atitudes em relação a objetos independentes podem realmente ser relacionadas. Ao longo dos estudos, os pesquisadores descobriram que as pessoas com atitudes disposicionais positivas geralmente são mais receptivas que as pessoas com atitudes negativas. Na prática do dia-a-dia, isso significa que as pessoas com atitudes positivas podem ser mais propensas a ser bons consumidores de coisas novas e seguir ações positivas regularmente (reciclagem, dirigir com cuidado, etc).

Para Hepler e Albarracin, esta descoberta expande a teoria, demonstrando na prática que uma atitude não é apenas uma função sobre as propriedades de um objeto, mas também uma função das características do indivíduo que avalia esse objeto. [sciencedaily]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars

3 comentários

  • pmahrs:

    Não se pode interpretar ao “pé da letra:” temos que entender força de expressão literária, óbvio que o autor sabe perfeitamente que ninguém odeia ou gosta de tudo, sem dizer os vários “graus” de gostar, odiar ou a neutralidade. Esta força de expressão usada pode se considerar uma hipérbole; comumente usada por políticos ou quem quer criar uma impressão ou estado mental em outra pessoa ou multidões; que não é o caso do nosso autor que só usou a figura de linguagem para expressar um texto livre ilustrativo e informal, alias bem escrito. Mas de fato tem algumas pessoas que “parecem” não gostarem de nada e criticam tudo.

    Voltando à “atitude disposicional”. Eu tento ao máximo possível ver o lado bom das coisas. Se a maioria das coisas positivas que penso não acontece, também a maioria dos medos e ideais negativas também não; então já que é para perder tempo então vou me concentrar mais nas positivas, melhor do que sofrer por antecipação.

  • Igor.R:

    Ninguém não gosta de tudo.

    Alguma coisa gosta, podem ser perfeccionistas somente, mania de perfeição.

    E ninguém também gosta de tudo. É bastante ilógica uma afirmação dessas.

    A diferença na minha opinião é no grau de perfeccionismo e de exigência de cada um.

    • Marc F.B.:

      Esse “gostar de tudo” e “odiar tudo” é só uma generalização, um modo casual de separar os pessimistas dos otimistas.

Deixe seu comentário!