Porque você deveria viajar para um lugar diferente

Por , em 26.05.2011

Todo mundo sabe que quando se está cansado e cheio de coisa pra fazer, o tempo se arrasta. Agora, nem se atreva a tirar férias que o tempo voa e a diversão acaba rapidinho.

Talvez haja uma maneira de “prolongar” isso. A resposta é um novo lugar; quanto mais “exótico” melhor e, literalmente, mais memorável do que uma sétima visita consecutiva à casa da tia Maria.

Quem apoia essa sugestão é a ciência: David Eagleman, professor de neurociência americano, afirma que a nossa percepção de tempo se acelera com a idade, porque os adultos tendem a ter memórias “comprimidas”. Porém, diz ele, viajar a um lugar novo é um equalizador. “Essencialmente o coloca – neuralmente – na mesma posição de quando você era criança”, fala David.

Então, viajar para um lugar novo você faz se sentir uma criança de novo? Essa é uma boa notícia, particularmente para os americanos. Os empregos nos EUA vêm com tempo de férias relativamente menor do que em muitas outras nações, e os americanos normalmente fazem repetidas visitas aos mesmos lugares.

Por exemplo, cerca de 9 em cada 10 visitantes anuais (dos 80 milhões) da Flórida já estiveram lá antes. Claro, suas praias e parques de diversões são grandes, mas há mais benefícios quando mudamos de ares um pouco.

Uma alternativa são intercâmbios no exterior, úteis para estudantes universitários com longas férias. Considere estudar espanhol em cidades lindas da América Latina colonial, como por exemplo Antigua, na Guatemala, onde é possível ter aulas particulares, ficar em casas de famílias, conhecer a cultura local, passear ao lado de vulcões e em aldeias maias.

Ou então, que tal visitar Quebec, uma cidade fortificada canadense? Você vai se sentir na França sem ter que ir até lá. Pode aprender a jogar o esporte de inverno curling, ver uma corrida de trenós puxados por cães em pistas de neve de 400 anos, experimentar comidas típicas em uns dos restaurantes mais antigos do continente, ouvir música folclórica local e assistir um jogo hóquei. Sim, incrível.

Não se trata apenas de novas experiências encontradas na estrada, mas o que você traz de volta. Alguns psicólogos sociais, como o americano William Maddux, estudam como as pessoas que vivem no exterior se tornam mais criativos. Vale a pena, não?

Eu sei, dinheiro pode sempre entrar no caminho. Mas você também pode visitar vários lugares em um curto espaço de tempo, enchendo-o com novas e variadas atividades. Não é necessário ir tão longe para ter uma verdade experiência cultural diferente. Nada ir para o mesmo lugar nessas férias: arrisque algo novo.[CNN]

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7 comentários

  • Wagner Martins:

    Se fizermos um bom planejamento até dentro do Brasil, país eu que vivo, tem vários lugares para se conhecer, com uma boa programação podemos fazer isso sim, basta uma boa dose de vontade, sacrifício( para quem não ganha muito), e um bom planejamento. Eu particularmente conheço Santa Catarina, já fui várias vezes e penso assim, por que não conhecer outros lugares da próxima vez ?

  • Leyde:

    Prá quem não conhece ainda vai uma dica…
    Além desses lugares mencionados acima, no Peru tem muitos lugares maravilhosos, como: Machu Pichu, Cusco, Lima e é claro a linda e apaixonate Ariquipa.

  • TrueLogic:

    Só quem tem dinheiro pode.

  • Frank Oddermayer:

    Concordo parcialmente. Quando estou cheio de coisas pra fazer, o tempo também passa rapidinho.

  • Ulisses:

    Concordo plenamente!
    Vivo num pais pequeno (Portugal), nunca fui além da fronteira com Espanha, mas tenho viajado bastante no meu pais. De fato é verdade, quando conheço um local novo, o tempo passa mais devagar. Sim, também sou bastante criativo, só ainda não comecei a tirar proveito disso…

    Um abraço deste lado do oceano!

    • Ezio Jose:

      Fui passear em Lisboa no final do ano passado, mais precisamente em Lisboa, Seia, Fátima e Sintra, tudo entre os dias 26 de novembro e 11 de dezembro. De Seia fui à Serra da Estrela e peguei neve à -3ºC e 4-ª. Fiz belas fotos. Em Lisboa pude conhecer Belem. Visitei Castelos e quintas. Portugal tem muitos lugares lindos. Preciso voltar mais uma vez na primavera para ver o colorido que só conheço por fotos.
      Aquí no Brasil conheço muito pouco em virtude da extensão, mas também faço todos os anos uma viagem para meu bem estar espiritual.
      Realmente viajar é muito para saúde mental e, consequentemente, isto reflete na saude física.

    • Ulisses:

      Um dia, ainda hei-de ir ao Brasil. O problema, é que não confio nos aviões… Já voei sim, mas em sonhos. Mas gosto imenso de viajar.
      Para o desenvolvimento das crianças é excelente, especialmente para as que começam a vida com patologias do foro neurológico: autismo, dispraxia verbal, etc. Eu sei o que falo. Dizem que autismo não tem cura, mas tem sim, dá é muito trabalho e paciência recupera-los.
      O Universo é feito de movimento, inclusive a vida.

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