Sistema imunológico é enganado para aceitar transplante de órgãos incompatíveis

Por , em 13.03.2012

Será que existe uma maneira de fazer o corpo deixar de rejeitar um órgão doado, evitando que o paciente precise ficar a vida inteira tomando remédios para controlar os efeitos dessa rejeição? Uma mulher americana de 47 anos, que há dois recebeu um transplante de rim, já está totalmente livre destes medicamentos.

O principal desafio de um receptor de órgãos é lidar com o próprio sistema imunológico ao aceitar um corpo externo no organismo. Os remédios que geralmente eles são obrigados a tomar têm uma série de possíveis efeitos colaterais, tais como infecções, pressão alta, diabetes, doenças do coração e até câncer.

Já em 1960, dois cientistas britânicos venceram o Prêmio Nobel por descobrir como animais poderiam ser treinados para tolerar tecidos externos. Para que isso fosse uma realidade também em humanos, no entanto, passou um longo tempo.

O procedimento atual é conhecido como “quimerismo”. Sua ideia principal é dar um jeito de fazer as células do sistema imunológico do doador e do receptor coexistirem de forma pacífica. Isso é feito através de uma manipulação na medula óssea, na qual as células tronco são submetidas a uma quimioterapia. É o que foi feito com Lindsey Porter, a paciente de Chicago (EUA).

Este mecanismo serve para que as células sejam reduzidas ao estado mais “adaptável” possível. Quando o órgão novo é implantado no corpo, a medula volta ao seu estado normal com as células já familiarizadas com o novo órgão. Depois do transplante, o paciente toma remédios anti rejeição por precaução, mas a tendência é que as doses diminuam até serem desnecessárias.

Como se trata de um método novo, não está livre de riscos. Alguns cientistas apontam o fato de que a aplicação de uma quimioterapia na medula óssea torna boa parte do organismo altamente vulnerável por algum tempo, o que pode gerar um problema futuro ainda maior. Mas os pesquisadores também já trabalham na superação desta fragilidade. [Reuters]

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2 comentários

  • rui da silva:

    Medicamento ajuda a eliminar HIV escondido
    Uma equipe de pesquisadores conseguiu eliminar a infecção causada por HIV latente em pacientes com AIDS usando um medicamento usado para tratar certos tipos de linfoma.

    Embora as atuais terapias anti-retrovirais sejam muito eficazes no controle dos níveis do vírus, elas não conseguem eliminar totalmente o vírus das células e tecidos infectados.

    Ficam para trás os chamados vírus latentes. É por isso que a AIDS retorna se a terapia com os anti-retrovirais for interrompida.

    Eliminar os HIV latentes no sistema imunológico é uma etapa crítica para encontrar uma cura para a AIDS.

    Mecanismo biológico

    “O uso de terapia anti-retroviral por toda a vida é problemático por várias razões, entre elas a resistência a medicamentos, os efeitos colaterais e o custo”, explica o Dr. David Margolis, da Universidade de Carolina do Norte (EUA). “Precisamos empregar melhores estratégias de longo prazo, incluindo uma cura.”

    O novo estudo é o primeiro a demonstrar que o mecanismo biológico que mantém o vírus HIV oculto e inatingível pelas atuais terapias antivirais pode ser alvejado e interrompido em seres humanos, trazendo novas esperanças de uma estratégia para erradicar completamente o HIV.

    Descoberto esconderijo do HIV dentro do corpo humano
    Estudos recentes mostraram que o vorinostat também ataca as enzimas que mantêm o HIV escondido em células T CD4+, células especializadas do sistema imunológico que o vírus usa para se replicar.

    Tirando o HIV do esconderijo

    Em um ensaio clínico, seis homens infectados pelo HIV que estavam clinicamente estáveis usando as drogas anti-Aids, receberam vorinostat, uma droga oncológica.

    Dentro de algumas horas após terem recebido o vorinostat, todos os seis pacientes apresentaram um aumento significativo no RNA do HIV nestas células, uma evidência de que o vírus estava sendo forçado a sair do seu esconderijo.

    “Isso prova pela primeira vez que há maneiras de tratar especificamente a latência viral, o primeiro passo para curar a infecção pelo HIV”, disse Margolis.

    “Isso mostra que essa classe de fármacos, os inibidores HDAC, pode atacar vírus persistentes. O vorinostat pode não ser a solução mágica, mas esse sucesso nos mostra uma nova forma de testar drogas para alvejar a latência, e sugere que podemos desbravar um caminho que pode levar a uma cura para a AIDS.”

  • Medicamento ajuda a eliminar HIV escondido:

    Vírus latente

    Uma equipe de pesquisadores conseguiu eliminar a infecção causada por HIV latente em pacientes com AIDS usando um medicamento usado para tratar certos tipos de linfoma.

    Embora as atuais terapias anti-retrovirais sejam muito eficazes no controle dos níveis do vírus, elas não conseguem eliminar totalmente o vírus das células e tecidos infectados.

    Ficam para trás os chamados vírus latentes. É por isso que a AIDS retorna se a terapia com os anti-retrovirais for interrompida.

    Eliminar os HIV latentes no sistema imunológico é uma etapa crítica para encontrar uma cura para a AIDS.

    Mecanismo biológico

    “O uso de terapia anti-retroviral por toda a vida é problemático por várias razões, entre elas a resistência a medicamentos, os efeitos colaterais e o custo”, explica o Dr. David Margolis, da Universidade de Carolina do Norte (EUA). “Precisamos empregar melhores estratégias de longo prazo, incluindo uma cura.”

    O novo estudo é o primeiro a demonstrar que o mecanismo biológico que mantém o vírus HIV oculto e inatingível pelas atuais terapias antivirais pode ser alvejado e interrompido em seres humanos, trazendo novas esperanças de uma estratégia para erradicar completamente o HIV.

    Descoberto esconderijo do HIV dentro do corpo humano
    Estudos recentes mostraram que o vorinostat também ataca as enzimas que mantêm o HIV escondido em células T CD4+, células especializadas do sistema imunológico que o vírus usa para se replicar.

    Tirando o HIV do esconderijo

    Em um ensaio clínico, seis homens infectados pelo HIV que estavam clinicamente estáveis usando as drogas anti-Aids, receberam vorinostat, uma droga oncológica.

    Dentro de algumas horas após terem recebido o vorinostat, todos os seis pacientes apresentaram um aumento significativo no RNA do HIV nestas células, uma evidência de que o vírus estava sendo forçado a sair do seu esconderijo.

    “Isso prova pela primeira vez que há maneiras de tratar especificamente a latência viral, o primeiro passo para curar a infecção pelo HIV”, disse Margolis.

    “Isso mostra que essa classe de fármacos, os inibidores HDAC, pode atacar vírus persistentes. O vorinostat pode não ser a solução mágica, mas esse sucesso nos mostra uma nova forma de testar drogas para alvejar a latência, e sugere que podemos desbravar um caminho que pode levar a uma cura para a AIDS.”

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