“Sol artificial” é ligado em laboratório na Alemanha

Por , em 24.03.2017

Cientistas alemães acabaram de ligar o interruptor do que está sendo descrito como “o maior sol artificial do mundo”, um dispositivo que eles esperam possa ajudar a lançar luz sobre novas formas de fazer combustíveis limpos.

A instalação gigante de 149 focos de luz – conhecida oficialmente como “Synlight” – em Juelich, a cerca de 30 quilômetros a oeste de Colônia, usa lâmpadas de arco curto de xenônio, normalmente encontradas nos cinemas, para simular a luz natural que muitas vezes é escassa na Alemanha nesta época do ano.

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Focalizando a matriz inteira em um único ponto de 20 por 20 centímetros, cientistas do Centro Aeroespacial Alemão, ou DLR, serão capazes de produzir o equivalente a 10.000 vezes a quantidade de radiação solar que normalmente teria a mesma superfície.

Hidrogênio

A criação de tais condições, com temperaturas de até 3.000 graus Celsius, é fundamental para testar novas formas de fazer hidrogênio, de acordo com Bernhard Hoffschmidt, diretor do Instituto de Pesquisa Solar do DLR.

Muitos consideram o hidrogênio como o combustível do futuro, uma vez que ele não produz emissões de carbono quando queimado, o que significa que não aumenta o aquecimento global. A ironia é que, enquanto é o elemento mais comum no universo, o hidrogênio é raro na Terra. Uma maneira de fabricá-lo é dividir a água em seus dois componentes – hidrogênio e oxigênio – usando eletricidade em um processo chamado eletrólise.

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Os pesquisadores esperam contornar o estágio da eletricidade utilizando a enorme quantidade de energia que atinge a Terra sob a forma de luz do sol.

Hoffschmidt afirma que a tela do sol artificial é projetada para levar experiências feitas em laboratórios menores para o próximo nível, acrescentando que, uma vez que os pesquisadores dominarem as técnicas de fabricação de hidrogênio com a matriz de 350 kilowatts da Synlight, o processo poderia ser aumentado dez vezes no caminho para alcançar um nível adequado para a indústria. Especialistas dizem que isso pode levar cerca de uma década, se houver suficiente apoio da indústria.

O objetivo é usar a luz solar em vez da luz artificial produzida nem outro experimento do tipo, chamado Juelich, que custou 3,5 milhões de dólares para construir e requer tanta eletricidade em quatro horas quanto uma casa de quatro pessoas usaria em um ano.

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Hoffschmidt admitiu que o hidrogênio tem seus problemas – ele é incrivelmente volátil -, mas combinando-o com monóxido de carbono produzido a partir de fontes renováveis, os cientistas, por exemplo, poderiam fabricar querosene ecológico para a indústria da aviação. [Phys.org]

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