Tecnologia de caixões: como evitar enterrar pessoas vivas?

Por , em 7.11.2010

O cinema e a literatura já exploraram bastante essa situação: uma pessoa sofre um ataque de catalepsia, “morre”, é enterrada viva e acorda dentro do caixão, sem ter como sair. Mas essa situação já aconteceu mais de uma vez na vida real, e várias pessoas já tentaram resolver esse inusitado problema ao longo da história. Confira algumas das soluções mais inventivas:

No século XVIII, foram registradas ocorrências bizarras. Pessoas que sofriam de cólera eram acidentalmente enterradas vivas, quando, após uma disfunção, entravam em um estado semelhante à morte. A partir desses casos, foi desenvolvida uma espécie de “caixão de segurança”, que funcionava da seguinte maneira: cada caixão possuía uma válvula interna, que podia ser aberta. Assim, um caixão era uma escotilha da qual um “morto” poderia escapar, se resolvesse reviver de repente. Nos Estados Unidos, durante os anos 1930, um homem preparou para si e a família um túmulo onde o cadáver contaria com ferramentas e pedaços de pão (no caso de ressuscitar com fome), assim que revivesse.

Voltando ao século XVIII, encontramos um exemplo ainda mais complexo. E ainda mais esquisito. Naquela época, as pessoas em geral (ou pelo menos as pessoas mais importantes da comunidade) eram enterradas nos fundos da igreja. Assim, o caixão era acoplado a um tubo, que saía para a superfície e acabava em uma casinha à qual o padre tinha acesso. Assim que o fiel era enterrado, o eclesiástico se punha a observar o “comportamento” do cadáver. Se ele enxergasse qualquer movimento, ou não sentisse cheiro de putrefação da carne, mandava cavar imediatamente para abrir o caixão e resgatar o sujeito. É claro que o tal tubo também deixava passar ar e até comida, para manter o “morto” vivo até que pudesse sair. Algumas variações de caixão desse tipo eram equipadas com um sino. Se o cadáver acordasse de repente, poderia tocar desesperadamente até ser percebido.

Vamos agora para os dias atuais. Ironicamente, a arte de fazer “caixões de segurança” entrou em decadência. O motivo é muito simples: a medicina evoluiu, aprimorando os métodos para se determinar se uma pessoa realmente morreu. Ainda assim, há quem gaste recursos e imaginação nesse quesito. Um clube de aficionados pela morte, o “Six Feet Under Club”, desenvolveram uma espécie de caixão computadorizado, através da qual o falso morto poderia se comunicar com o mundo exterior. Infelizmente (ou não), ainda não foi registrado nenhum uso prático desse caixão.

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14 comentários

  • Ana Suzuki:

    Depende do caso. Se a pessoa já estava enojada da vida (como por exemplo a mãe que acabou de perder um filho e não tem outros para preocupar-se), é só esperar que o oxigênio acabe e morrer serenamente. Quem perdeu um filho sabe como é.

  • lala:

    eu tenho medo, tomara que quando eu morrer eu não seja enterrada, eu seja cremada

  • Ana Paulla:

    eu quero que meu velório dure no mínimo 1 semana para ter certeza de que eu morri, eu nao quero passar por isso nao.

  • Gismundo Gonsalves Soares Lima:

    acredite se quiser essa $¨&*() ja aconteceu comigo.

  • Fernanda Thug:

    Isso me lembra um amigo que tinha uma doença rara, e tinha frequentes desmaios em que sua pulsação diminuia, em uma dessas, acharam que ele estava morto e eu e minha familia avisamos… Então corremos para desentarra-lo, ele passou três meses em coma, e agora nunca, jamais chega perto de um cemitério.

  • Eduardo:

    Isso acontece muito ainda hoje. Um conhecido meu levantou do caixão no velório, todos da cidade sabem do ocorrido, vários presenciaram.
    Só para ilustrar um exemplo, antigamente e dizem, hoje em dia ainda acontece esporadicamente no Haiti, de feiticeiros envenenarem pessoas por dinheiro ou por vingança. Estas pessoas afetadas pela neurotoxina do baicu além de diversas drogas partes de plantas e animais, entram em um estado de morte aparente (paralisia do corpo não da visão nem audição) e são enterradas vivas pelos parentes que se despedem do familiar. Algum tempo depois são desenterradas pelo feiticeiro que pega o indivíduo como escravo (homem) ou escrava sexual (mulher ou adolescente). Estas pessoas que despertaram dentro dos caixões sofrem terríveis traumas e são mantidas drogadas permanentemente. Se param de receber adose diária de droga, restabelecem parte da conciência e ficam perambulando pelas ruas mentalmente prejudicadas. Estas pessoas são os chamados zumbis(lenda baseada em fatos reais). Não são aceitos pela família original porque nunca mais se recuperam dos danos cerebrais e físicos.Fico me perguntando se os japoneses que se intoxicam com a carne do baiacu (iguaria fina)e morrem, acabam acordando da morte aparente no túmulo.

    Realmente o corpo fica anestesiado, o coração bate muito fracamente quase parando, partes do corpo sofrem com isso mas não morre.

    Porque ninguém quer ser enterrado como os índios tupis dentro de uma urna de cerâmica? Se não for enterrada é só levantar a tampa !!!

  • Mariana:

    Aqui na minha cidade no Interior do Paraná uma menina foi enterrada depois de esperar 48h no hostital achando que era um ataque de catalepsia, depois de anos a sua irmã (irmã da morta) faleceu e iriam enterrar no mesmo tumulo, quando abriram o caixão o cadaver estava de “barriga para baixo” e a porta do caixão toda arranhada. Pensa no desespero do Pai e Mão quando souberam disso!?

  • Luciene:

    Qdo a mãe de um amigo meu foi desenterrada, após vários anos, ela estava com as mãos na cabeça como se estivesse puxando os cabelos. E um outro caso foi um coma alcoólico tão profundo que deram o indivíduo como morto, mas na hora do velório, ele acordou, levantou e todos saíram correndo, parece piada, mas o primeiro caso aconteceu a uns 30 anos aqui em São Paulo e o segundo, a 23 anos no interior da Bahia. Por isso, ao invés de uma simples assinatura médica, é melhor fazer uma autópsia, pelo menos temos certeza q não volta mais.

  • LUCIENE:

    MIMHA TIA ACABOU DE FALACER DE MORTE CELEBRAL IA DOAR OS ORGÃO Ñ PODE MAS,MEU TIO ASSINOU ATÉ AUTORIZAÇÃO,MAS NA HORA Ñ PODE,ELA ESTAR CEDO VELADA MAS DE DOZE HORAS SERÁ QUE CEREBRO PODE VOLTAR A FUNCIONAR,ISSO FOI MAS UM DESABAFO.

  • LUNA:

    já ouvi falar de um caso de catalepsia de uma senhora com problemas mentais. Ela só não foi enterrada viva porque o velório durou mais tempo que devia, e ela acordou no fim da manhã.Uma outra observação foi que apesar de que durante a noite,que foi muito fria, o corpo não estava gelado. Quando ela
    acordou, já tinha até chegado o carro que ia levá-la ao enterro. O atestado de óbito já estava com a família há mais de 12 horas. Eu pergunto ao site, até quanto tempo pode uma pessoa ficar neste estado, sem respirar e sem apresentar reação vital?

  • Joel Zacarias Marconcin:

    Houve no Brasil um caso desse, que foi muito comentado.
    Um ator foi enterrado vivo, com catalepsia. Lembram?

  • Bruno:

    É, um pãozinho não cai mal pra quem acabou de ressuscitar.

  • Genivaldo:

    Coisa apavorante é para quem acorde dentro de uma tumba.

  • Paulo de Loyola:

    Na verdade, o velório foi criado justamente para prevenir esse tipo de situação. Por isso os velórios antigos duravam até que o cadáver iniciasse o processo de putrefação, quando era então enterrado. Hoje em dia, com o óbito só sendo reconhecido com a morte cerebral, os velórios passaram a ser só uma forma de despedida e honra ao falecido, durando normalmente só uma noite.

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