Fóssil de “unicórnio siberiano” surpreende pesquisadores

Por , em 31.03.2016

No Cazaquistão, pesquisadores relataram ter encontrado um novo sítio arqueológico, chamado de Localidade Kozhamzhar, que contém os restos de grandes mamíferos incluindo mamutes, mamutes-da-estepe, bisões pré-históricos e um rinoceronte gigante chamado Elasmotherium sibiricum. Acredita-se que o Elasmotherium sibiricum pode ter inspirado a lenda do unicórnio.

De acordo com os resultados publicados no “American Journal of Applied Sciences”, a datação por radiocarbono dos ossos do rinoceronte extinto sugere que a espécie morreu dezenas (ou mesmo centenas) de milhares de anos mais tarde do que acreditávamos.

Andrei Shpansky, da Universidade Estadual de Tomsk e seus colegas estudaram cerca de 20 fósseis de dentes e ossos de mamíferos descobertos em uma faixa de 8 km da margem esquerda do rio Irtysh, perto de Kozhamzhar, na região de Pavlodar Priirtysh, Cazaquistão. Moradores da aldeia Kozhamzhar já haviam encontrado fragmentos de ossos nas rochas rio abaixo, parte dos quais já tinham sido levados pela correnteza. Os fósseis estudados recentemente foram coletados por moradores no final de 1980 e levados para o Museu da Natureza, no Instituto Estadual Pedagógico Pavlodar, em 2010.

A origem da lenda?

Além disso, a equipe analisou o crânio do “unicórnio siberiano” usando datação por radiocarbono feita por espectometria de massa com aceleradores (AMS, do inglês accelerator mass spectrometry). A análise chegou a uma idade de 26.038 anos (mais ou menos 356 anos) atrás, variando de 28.985 a 27.490 aC.

Os cientistas acreditavam que a espécie tinha sido extinta cerca de 350 mil anos atrás. Mas a nova análise sugere que este primo feio do unicórnio pode ter existido ao mesmo tempo que os seres humanos. Muitos paleoantropólogos concordam que os humanos modernos evoluíram na África cerca de 200 mil anos atrás.

Não apenas estes crânios de Elasmotherium são maiores do que os de Elasmotheriums do leste da Europa, estes rinocerontes gigantes também existiram por mais tempo no sudeste da Planície Ocidental Siberiana. [IFLS, Huffington Post]

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