Universitário de 23 anos encontra fóssil de tricerátops

Por , em 30.07.2019

Um universitário de 23 anos que adora dinossauros desde criança recentemente passou por uma experiência única: ele ajudou a escavar um crânio parcial de tricerátops de 65 milhões de anos. De acordo com o jornal “The New York Times”, o fóssil foi descoberto na região das badlands do estado americano da Dakota do Norte, na Formação Hell Creek – uma série de formações rochosas que cobre partes dos estados de Montana e das Dakotas do Sul e do Norte e data do final do período Cretáceo.

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Harrison Duran, estudante de graduação do quinto ano de Biologia na Universidade da Califórnia na cidade de Merced, participou, em junho, de uma escavação paleontológica com Michael Kjelland, um professor de Biologia da Universidade Estadual da Dakota do Norte Mayville. Os dois se conheceram em uma conferência e o professor assumiu um papel de mentor do estudante, que agora é estagiário do Fossil Excavators, grupo sem fins lucrativos fundado em parceria com Kjelland.

A expedição durou duas semanas e a descoberta deixou Duran totalmente extasiado. Em entrevista à NPR, ele contou que mal conseguia acreditar que estava vivendo aquele momento.”É quase como um momento espiritual, de certa forma, porque [sempre fui] tão apaixonado por esse assunto”, disse.

História do fóssil

Depois de encontrar fósseis de folhas, os escavadores continuaram trabalhando até notar o chifre do animal saindo do chão. Apesar de não serem tão empolgantes, as plantas fossilizadas dão uma perspectiva importante sobre a vida do tricerátops tantos milhões de anos atrás. “É maravilhoso que nós encontramos madeira e folhas de árvores fossilizadas nas redondezas e até embaixo do crânio. Isso nos dá um cenário mais completo do ambiente naquele período”, explica o universitário.

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O fóssil demorou uma semana para ser meticulosamente escavado e precisou ser progressivamente estabilizado com uma cola específica, para que os ossos fraturados e mineralizados não quebrassem. Em seguida, um acelerador foi aplicado para unir das estruturas. Com a ajuda de um criador de gado local e sua família, o crânio foi envolvido em papel alumínio e gesso e colocado em uma caixa improvisada. Enrolado em um colchão de espuma para proteção, ele foi transportado por caminhão para um local não revelado até que fosse levado para o laboratório de Kjelland. A dupla batizou o tricerátops de Alice, em homenagem à dona das terras de onde ela foi escavada.

O grupo fez um vídeo da expedição (em inglês):

Enquanto alguns fósseis se tornam parte de coleções privadas, Kjelland quer que Alice seja acessível ao público. “A minha ideia é de fazer com que a Alice passe por vários lugares”, declarou o pesquisador em comunicado à imprensa. “O objetivo é usar essa descoberta como uma oportunidade educacional, não simplesmente reservar a Alice em uma coleção privada, onde apenas um punhado de pessoas podem vê-la”, afirma.

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Segundo Kjelland contou ao “The New York Times”, nessa mesma área já foram encontrados ossos de três tricerátops diferentes — uma concentração anormalmente alta. E ele explicou que ainda é cedo demais para compreender a importância dos ossos, que podem não ser parte de um esqueleto completo. [The New York Times, NPR, UC Merced]

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