Mais um grande estudo prova que vacina contra sarampo, caxumba e rubéola não causa autismo

Por , em 6.03.2019

Mais um estudo comprovou que não existe ligação entre vacinação e autismo. A equipe de pesquisadores do Statens Serum Institut (Dinamarca) mostrou definitivamente que crianças que receberam a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) não apresentaram maior risco de autismo.

Os cientistas acompanharam o nascimento de crianças de 1999 a 2010 e, em seguida, seguiram o desenvolvimento de crianças de um ano até a conclusão do estudo em 2013.

O registro dinamarquês permitiu que eles comparassem uma coorte de 657.461 de crianças, entre vacinadas e não vacinadas. 6.517 delas foram diagnosticadas com autismo. A equipe mostrou que mesmo aquelas consideradas mais suscetíveis à condição devido ao histórico familiar e outros fatores de risco não estavam em maior perigo de serem diagnosticadas com autismo por serem vacinadas.

Em conclusão, a “vacinação SCR não aumenta o risco de autismo, não desencadeia autismo em crianças suscetíveis e não está associada ao agrupamento de casos de autismo após a vacinação”, escreveram os pesquisadores em um artigo publicado no Annals of Internal Medicine.

Perigo!

Nos últimos anos, o movimento antivacinação ganhou força, resultando em uma relutância dos pais em vacinar seus filhos.

Essa mudança social fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificasse a “hesitação das vacinas” como uma das maiores ameaças à saúde global em 2019.

Os casos de sarampo estão subindo – em 2018, houve um aumento de quase 50% nas ocorrências mundiais e aproximadamente 136.000 mortes – e a OMS afirmou que isso é resultado de “lacunas na cobertura vacinal”.

Medo irracional

Uma ligação entre o autismo e a vacina SCR tem sido erroneamente sugerida devido a um artigo controverso publicado na prestigiosa revista The Lancet há mais de 20 anos.

Embora o autor desse artigo, Andrew Wakefield, tenha sido desacreditado e o artigo original tenha sido retratado, o mito de que a vacina causa autismo persiste, apesar de evidências científicas crescentes provarem o contrário.

O novo e abrangente conjunto de dados será suficiente para parar esse movimento antivacina? Provavelmente não. Graças às mídias sociais, boatos infundados e um senso generalizado de desconfiança, as pessoas estão deixando de vacinar seus filhos a despeito de um crescente número de estudos mostrarem a importância e segurança da vacinação. [Cnet]

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