Viuvez aumenta risco de demência

Por , em 13.12.2011

Segundo um novo estudo, ficar viúvo e nunca se casar novamente pode aumentar o risco de demência e mal de Alzheimer.

O mal de Alzheimer é marcado pela perda de memória, desorientação e alterações de comportamento. Ninguém sabe por que a doença se desenvolve, mas depósitos anormais de uma certa proteína parecem desempenhar um papel na morte das células cerebrais.

Pesquisadores foram financiados para estudar como as experiências de vida podem desempenhar um papel no desenvolvimento do mal de Alzheimer e outras demências. Como parte do projeto, eles acessaram um banco de dados com registro genealógico detalhado de cidadãos de Utah, EUA, com informações sobre americanos nascidos entre 1895 e 1930.

Os resultados são preliminares, mas indicam que a viuvez quase dobrou o risco de demência, e aumentou em 2,17 vezes o risco de mal de Alzheimer.

Os pesquisadores dividiram os participantes em categorias que refletem histórias complicadas de relação: os que casaram e permaneceram casados, os casados e divorciados que não se casaram novamente, e os casados e viúvos que não se casaram novamente.

Eles também dividiram as pessoas com casamentos múltiplos, em categorias com base no fato de qualquer dos casamentos terem terminado em viuvez ou divórcio.

Depois de controlar idade, sexo, escolaridade e presença da variante do gene APOE e4, conhecido por contribuir para o mal de Alzheimer, os cientistas descobriram que várias mudanças civis, especialmente a viuvez, colocam as pessoas em risco elevado de desenvolver demência mais tarde.

O maior risco de demência era entre os que tinham se casado uma vez, tornado-se viúvos e nunca mais se casado. As pessoas menos prováveis a ter demência foram aquelas que permaneceram casadas e não eram viúvas, e aquelas que se casaram, se divorciaram e continuaram solteiras.

Os pesquisadores acreditam que ainda há muitas questões sobre como outros estressores podem desempenhar um papel na demência. Estudos com animais sugerem que o estresse acumulado durante a vida pode acelerar a morte celular no hipocampo, um dos centros da memória do cérebro, e isso pode tornar o cérebro mais vulnerável aos efeitos do mal de Alzheimer.

Também, os cientistas acreditam que o divórcio não aumenta o risco de demência porque o casamento em si era estressante, e sair dele foi um alívio. Por outro lado, a viuvez pode causar grandes estresses à vida.

O próximo passo do estudo é refinar os resultados, por exemplo, se ficar viúva aos 25 anos versus aos 75 pode fazer a diferença no risco das doenças mais tarde.

É necessário também contar com outros fatores como a depressão ou a morte de uma criança. A depressão já foi considerada um fator de risco para mal de Alzheimer no passado. A ideia é descobrir quais estressores colocam as pessoas em mais riscos para que os médicos possam desenvolver tratamentos e programas para aliviar essa ansiedade o quanto antes, impedindo a demência de surgir.[LiveScience]

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7 comentários

  • regina:

    Americano tem cada uma !!!! E brasileiro vai atrás…

  • claudia:

    minha mae é viuva ha algum tempo mas acho que não mudou muita coisa,ela é considera meio criança já faz tempo.

  • Ana Maria:

    Claro que em uma relação um tem que ficar viúvo e a doença de Alzheimer vai geralmente atingir quem vive e nao quem morre ela ta ai pra todos nós independente do estado civil de cada um.Tem cada estudo e pesquisa que me da vontade de rir.

    • joao:

      ja aprendeu sobre interpretação de texto?

  • Maria do Socorro Alves Costa:

    Minha mãe tém mal de alzheimer mais o que me impreciona é o alto altral de vida que ela tém.
    Apesar do esquecimento ela conssegue viver de forma tranquila,não quer companhia de pessoa pêlo fato de ser independente nas sua atividades.
    O que nos chamou a atençao para termos cuidaddo foi as sua andadas as sóis,,,ela não gosta de companhia nem faz questão de ter.
    Eu vejo essas pessoa de forma diferente umas das outra,por isso que cada pessoa deve ser avaliada de maneira diferente.
    Se disserem q médicamentos melhoram eu não acredito.
    Ela nos ultimos dias tem melhor qualidade de vida,,,isso é sém médicamentos para ALZHEIMER,,o qual lhes fazia muito mal quando ela tomava.
    Sempre procuramos averiguar sua rotina de vida,,,respeitamos seus costumes,não contrariando suas idéias,dessa forma ela vive a cada dia bém por ser uma idosa de 82 anos tém um vigor a causar inveja.
    Na minha opnião o ALZHEIMER é a tal da CADUQUIÇE que eram vistos os idosos no passado.
    Eles precisam ter qualidade de vida no âmbito familiar,algo que não se ver com o idoso.
    Na nova politica CONSTITUCIONAL vemos com bons olhos essa pessoal que tanto contribuiram ao nosso PAIS.
    Vamos nos mobilizarmos em prol dessa GENTE que tanto de nós necessitam.

  • Joseano:

    Gostaria que alguem pesquisasse a relação que existe entre a perda da independencia financeira (ou o poder de decisão sobre suas próprias prioridades) e o mal de alzheimer… As poucas pessoas que conheço portadoras deste mal, só começaram a apresentar os sintomas depois de um desequilibrio financeiro, ou a perda de uma função administrativa.

  • Chanel:

    é claro , quem nao ficarei louco pensando que é o proximo da lista..rsrsrrs

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