Mantenha-se fiel a sua personalidade, isso pode salvar a sua vida

Por , em 8.02.2015

Ter uma personalidade forte pode ser a diferença entre prosperidade e morte, de acordo com uma nova pesquisa que estudou como pulgões reagiam quando confrontados com joaninhas predadoras.

O estudo, realizado pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, e pela Universidade de Osnabrueck, na Alemanha, sugere que se comprometer com um tipo de comportamento consistente em tempos de crise, ao invés de alterar as atitudes no meio do caminho, resulta no melhor resultado global no que diz respeito a sobrevivência e sucesso reprodutivo.

Os pesquisadores realizaram experimentos com afídeos de ervilha, onde eles monitoraram diferenças na resposta de fuga após um ataque de joaninha. Quando confrontados com um predador, os pulgões ou empregam uma estratégia de aversão ao risco, abandonando a planta e fugindo, ou uma estratégia propensa ao risco de se entrincheirarem e ficarem no mesmo local.

Estes ataques simulados – em que as joaninhas acabaram impedidas de comer os pulgões – foram repetidos para ver se os pulgões mudavam seu comportamento ou se eles se comprometiam com aquela atitude inicial. Os pesquisadores descobriram que os pulgões que mostravam um comportamento consistente (quer fosse sempre fugir ou não fugir nunca) se saíram melhor do que aqueles que fizeram um pouco de ambos.

“Quando confrontados com um predador, alguns pulgões se mostram consistentemente corajosos, alguns não e alguns não apresentam qualquer personalidade. Descobrimos que quando há um grande risco é importante para o pulgão se comprometer com um estilo de vida, seja fugir ou ficar parado. Quando a vida é mais fácil, no entanto, importa menos se os pulgões têm personalidades fortes ou não”, explica a autora Sasha Dall, do Centro de Ecologia e Conservação da Universidade de Exeter.

Os pesquisadores descobriram que, como pulgões vermelhos são mais visíveis do que os verdes, a vida é mais dura e assim as consequências de fugir ou não são mais extremas.

O autor principal, Wiebke Schuett, agora na Universidade de Hamburgo, explica: “Para pulgões vermelhos, foi particularmente importante se comprometer com um estilo, fosse ‘viver rápido e morrer jovem’, ignorando a crescente ameaça de predadores, ou ir sempre para longe quando ameaçado, a fim de se alimentar mais e viver mais tempo. Ambas as decisões resultaram em boas recompensas, mas apenas se os pulgões permaneceram consistentes”. [Science Daily]

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2 comentários

  • Celso Santos:

    Nossa! tenho umas contas para pagar e um projeto digital em andamento; Vou no jardim ver o que a joaninha acha disso tudo… Já as apostilas da escola, posso resolver com um pulgão!…

    • Cesar Grossmann:

      Se faz o teu barco flutuar, vai firme…

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