Incrível: erupção vulcânica cria nova ilha no Japão

Por , em 1.03.2016

Um vulcão japonês que até agora estava oculto está se levantando no Oceano Pacífico. Um novo estudo publicado na revista Geology traçou a evolução notável de uma das ilhas mais jovens do mundo, revelando como ela se formou em duas fases incrivelmente explosivas.

A cerca de 1.000 km ao sul de Tóquio fica a ilha de Nishinoshima, uma ilha vulcânica que foi vista pela primeira vez em erupção em 1973. Este pedaço de rocha é a ponta de um vulcão submarino muito maior, que tem cerca de 3 quilômetros de altura e talvez 94 km de circunferência em sua base.

Em novembro de 2013, atividade vulcânica explosiva foi observada no sudeste da ilha; enormes saídas de lava foram vistas subindo para a superfície do oceano, e dentro de um mês, a nova ilha subiu 25 metros acima do nível do mar. Até o final do ano, o novo vulcão e o mais velho e maior em Nishinoshima se fundiram em um abraço ardente.

Depois de observar o nascimento da ilha, os autores deste novo estudo revelaram que a sua formação ocorreu em duas etapas principais. A primeira envolveu a liberação repentina de lava quente na água rasa e fria. Um invólucro de vapor rapidamente foi formado ao longo das margens da lava, antes desta expandir explosivamente na água e impulsionar dramaticamente gotas derretidas e vidradas para o alto.

Mudança de estilo

Este fenômeno é conhecido como uma erupção “Surtseyan”, em homenagem a uma ilha da Islândia que se formou precisamente seguindo o mesmo caminho em 1963. Mas três dias depois de descobrir a ilha, a Força de Auto-Defesa Marítima Japonesa notou que o estilo da erupção havia se alterado.

A ilha agora rompia a superfície e a água não podia mais cair nas aberturas de ventilação cheias de lava. Pontos secos de gás de repente passaram a surgir da montanha em miniatura. Esta fase “Strombolian” da erupção produziu fontes de fogo espetaculares e permitiu que a lava construísse sobre a rocha pré-existente.

Em vez de tomar um caminho direto do respiradouro do vulcão para dentro do mar, a lava tomou uma rota muito mais estranha. Conforme a lava mais velha resfriava, formava torções peculiares, colisões, tubos e sulcos na superfície, de modo que a lava mais recente foi forçada para baixo nestas montanhas-russas naturais antes de chegar à água e ao arrefecimento.

Ambiente propício para vida

As ilhas siamesas permanecem em atividade vulcânica em 2016; a lava ainda está esporadicamente entrando em erupção na superfície e criando novos pedaços de terra. Na verdade, uma vez que a erupção começou, cerca de 80 piscinas olímpicas de lava foram produzidas a cada dia.

O mais importante é que a terra vulcânica é extremamente favorável à vida. Como as oliveiras nos arredores do Monte Etna e as densas florestas ao redor do Monte Fuji mostram, biologia complexa pode ser suportada nos flancos destas monstruosidades. O novo Nishinoshima não é exceção, e as aves já estão fertilizando-o – um pouco sem cerimônia – com o seu cocô e vômito.

Portanto, não são só os vulcanólogos que estão fascinados: os biólogos estão esperando para ver que tipo de vida colonizará primeiro este cada vez maior laboratório natural. Isso pressupõe, no entanto, que o vulcão ainda vai crescer rápido o suficiente para evitar ser corroído pelas ondas que estão quebrando na sua terra recém-nascida. [IFLS]

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