5 grandes perguntas para as quais a ciência ainda não tem uma resposta

Publicado em 7.10.2013

Estamos explorando o universo, de uma forma ou de outra, desde que nos conhecemos por gente. Os antigos egípcios já observavam os astros e, baseados neles, formularam um calendário de 365 dias, como o nosso. Na Idade Média, a discussão era se a Terra era, como pregava a Igreja Católica, o centro do sistema solar ou se nosso planeta era apenas mais um, com a pequena diferença de que nós moramos aqui.

Passados esses questionamentos, a ciência atual enfrenta outras perguntas sem respostas – tão ou mais importantes do que as que atormentavam Galileu Galileu, Nicolau Copérnico e companhia.

Entretanto, não é apenas no campo espacial que o mundo científico ainda desconhece a resposta para perguntas tão fundamentais como “o que é o tempo?”. Até mesmo a nossa própria condição humana nos trás um pouco de mistério. Se, afinal de contas, somos apenas um amontoado de genes, por que somos tão diferentes dos nossos amigos cachorros ou, principalmente, dos nossos primos macacos?

Acompanhe, na sequência, 5 grandes perguntas para as quais a ciência ainda não possui uma resposta definitiva.

5. Qual é a natureza da matéria e da energia escuras?

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Nada mais nada menos do que 96% do nosso universo é feito de coisas que não sabemos muito bem o que são: aproximadamente 70% é constituído de energia negra, enquanto 26% corresponde à matéria negra (sim, sobram apenas
4% para todo o resto como estrelas, planetas, seres humanos, nossas casas, nossa comida etc).

A matéria e a energia escuras são, de uma maneira geral, soluções propostas para explicar alguns fenômenos gravitacionais e, até onde sabemos, são coisas distintas. O enigma vem do fato de que só sabemos de sua existência por meios indiretos, ao observar seus efeitos sobre o universo e ao tentar deduzir suas propriedades a partir deles.

A matéria escura foi proposta nos anos 1930 por Fritz Zwicky, cuja pesquisa resultou na constatação de que a energia da matéria luminosa contribui com menos de 1% da densidade média de energia do universo. Certamente existe mais matéria nas galáxias que não emite luz, mas as evidências indicam que há um limite máximo para a matéria normal – aquela feita de átomos, como eu, você, seu cachorro – presente no universo. Evidências apontam que, no máximo, 5% da densidade de massa-energia do universo e 20% da massa dos aglomerados está na forma de átomos.

É aí que entra a matéria escura. Muitos físicos e astrônomos acreditam que ela seja uma nova partícula ainda não detectada por aceleradores de partículas ou por raios cósmicos. Para ser uma partícula de matéria escura, é preciso que tenha muita massa, mais do que um nêutron, e interaja de maneira tímida com a matéria normal, de forma que dificilmente reaja produzindo luz.

Aparentemente, a matéria escura é responsável pelas estruturas que vemos no universo, como galáxias e aglomerados – ou seja, é ela que “segura” estes objetos imensos, não deixando que se desfaçam.

Já a energia escura tem sua origem nos trabalhos para entender a expansão acelerada do universo. Uma das especulações é que a aceleração é consequência de uma nova forma de matéria, que também não foi detectada até agora. Sabemos, no entanto, de que se trata de uma “energia” porque ela contribui com cerca de 70% da energia total do universo. Se descobrirmos o que é, podemos então trocar o nome para algo menos misterioso.

Em termos gerais, a matéria escura atrai e a energia escura repele. A matéria é usada para explicar uma atração gravitacional maior que a esperada, enquanto a energia revela uma atração gravitacional negativa.

Os maiores cientistas do nosso tempo trabalham no problema e nossa melhor tecnologia está examinando o cosmos, mas, por enquanto, não há outra explicação para os efeitos que observamos: a matéria escura e a energia escura são reais. Só que não sabemos muito mais do que isso.

4. Estamos sozinhos no universo?

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Mais do que determinar a consistência do nosso universo, somos obcecados por saber se existe vida além do nosso planeta.

Neste ano, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, identificou (mais) dois sistemas planetários que podem abrigar vida fora do sistema solar. Dos cinco corpos que orbitam a estrela Kepler-62, que fica a 1.200 anos-luz de distância da Terra, há chances de dois deles terem água líquida na superfície. Mas essa é a só a ponta do iceberg.

Dos 1.235 planetas suspeitos até agora, cerca de um terço estão em sistemas multiplanetários solares como o nosso. A julgar por essas descobertas, parece que os planetas são tão numerosos quanto grãos de areia.

Há 25 anos, apenas 9 planetas eram conhecidos, todos em nosso sistema solar. Nós só podíamos imaginar o resto, alimentados por um rico acervo de ficção científica, para o qual o espaço exterior era uma fonte inesgotável de ideias. A situação, no entanto, é diferente agora.

Mesmo assim, encontrar exoplanetas – ou seja, aqueles que estão fora do nosso sistema solar – não é tarefa fácil. Eles não emitem luz própria, apenas refletem a luz de suas estrelas. Dadas as distâncias interestelares envolvidas, até mesmo as estrelas mais próximas de nós não são muito visíveis, por isso identificá-los é um desafio tecnológico.

Uma das formas encontradas pelos cientistas para procurar vida extraterrestre em potencial é observar a oscilação rítmica de uma estrela como o nosso sol, criada pela força gravitacional de um planeta em sua órbita.

Existem maneiras de detectar planetas menores. A nave espacial Kepler foi especificamente projetada para varrer uma parte da Via Láctea e descobrir dezenas de planetas do tamanho da Terra perto de sua zona habitável – região em que a vida como a conhecemos é possível –, determinando quantas das bilhões de estrelas em nossa galáxia possuem tais planetas. Kepler monitora continuamente 145 mil estrelas da Via Láctea.

Também, uma nova equipe internacional de astrônomos apresentou provas convincentes de que nossa galáxia está cheia de planetas do tamanho de Júpiter, à deriva entre as estrelas. A descoberta foi feita por meio de uma técnica ainda mais misteriosa: as microlentes gravitacionais. Com base na premissa de Einstein de que a gravidade dobra a luz, é possível ver objetos escuros no céu, medindo a luz que dobra das estrelas por trás deles. Desta forma, os astrofísicos viram 10 planetas andarilhos, e estima-se que pode haver um ou dois deles para cada uma das cerca de 200 bilhões de estrelas na Via Láctea.

E se planetas do tamanho de Júpiter, que são mais fáceis de detectar, existem aos bilhões, certamente deve haver muitos outros planetas do tamanho da Terra lá fora, girando em torno de suas estrelas a uma distância certa para sustentar a vida. Mas simplesmente não sabemos ainda. E não podemos descartar a hipótese, a propósito, de que em algum lugar, existam criaturas inteligentes, moldadas por uma confluência de eventos improváveis ou forças sobrenaturais, olhando para o céu neste exato momento e pensando “será que estamos sozinhos?”.

3. O que é o tempo?

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Estamos tão acostumados com ele, que raramente paramos para refletir sobre o tempo. Afinal, a passagem do tempo é muito clara: ontem foi passado, hoje é o presente e amanhã será futuro. Mas nem tudo é tão simples assim.

A ideia de que o tempo é uma linha ligando o passado, o presente e o futuro traz um questionamento: seria o tempo uma “direção”? Afinal, nós parecemos estar nos movendo para frente no tempo, mas só podemos ver eventos que já ocorreram.

O que acontece é que medimos a passagem do tempo com base no movimento. Pense: os dias, meses e estações do ano são cíclicos. Temos a impressão de que o tempo está indo para frente, mas podemos muito bem estar andando em círculos. Além disso, condicionamos nossas ações com o tempo: dizemos que um carro levou horas para fazer um percurso ou que o coração de uma pessoa bate um determinado número de vezes por minuto.

“O tempo pode ser apenas uma ‘moeda comum’ ou uma unidade de movimento com a qual todos os outros movimentos são medidos, tornando mais fácil a descrição do mundo, mas sem ter uma existência independente”, sugere Rawy Shaaban, um dos autores da página “Across the Universe: from quarks to quasars”. “Medir processos (de movimento) usando tempo é como usar dinheiro ao invés de troca direta de mercadorias”.

Curiosamente, o presente não pode ser restrito a uma medida de tempo. Quanto dura o “agora”? Um segundo? Um milésimo de segundo? Podemos até considerar que o presente, teoricamente, não existe. Afinal, quando os estímulos externos chegam ao nosso cérebro, o que aconteceu já é passado. E o futuro ainda está por vir. Vivemos nesse pequeno (e, ao mesmo tempo, imensurável) intervalo entre o passado e o futuro, que pode nem existir.

“Isso sugere que nossa percepção do tempo como passado, presente e futuro pode ser apenas uma ilusão criada por nossa mente em uma tentativa de entender o mundo em transformação que nos cerca”, afirma Shaaban. Nesse caso, como as mudanças do mundo ocorreriam se não existisse o tempo? A pergunta inicial permanece.

Entretanto, nem todos concordam com a ideia de que o tempo não passe de um devaneio coletivo. “O tempo é supremo, e a experiência que todos nós temos de que a realidade é o momento presente não é ilusão, mas a mais profunda pista que temos sobre a natureza fundamental da realidade”, defende o físico teórico Lee Smolin.

2. Quais mudanças genéticas nos fizeram diferentes dos outros animais?

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Cada geração de antropólogos se propõe a explorar a questão e tentar respondê-la: “O que nos torna humanos?”. O famoso paleontólogo Louis Leakey acreditava que fosse a capacidade de construir ferramentas que nos tornava únicos. Por isso, quando ele descobriu ossos de hominídeos perto de ferramentas de pedra na Tanzânia, em 1960, ele batizou o suposto grupo responsável pelas ferramentas de Homo habilis, o mais antigo membro do gênero humano.

No entanto, pouco tempo depois, a primatologista Jane Goodall demonstrou que chimpanzés também usam tipos de ferramentas, e hoje a discussão entre os pesquisadores é se os H. habilis realmente pertencem ao gênero Homo.

Elizabeth Culotta, da revista Science, conta que estudos posteriores creditaram o domínio dos humanos na Terra a traços tais como o bipedalismo, a cultura, as línguas, o humor e, claro, um grande cérebro. “No entanto, muitas dessas características também podem ser encontradas, pelo menos em algum grau, em outras criaturas – chimpanzés têm cultura rudimentar, papagaios falam e alguns ratos parecem rir quando recebem cócegas”, conta.

O que é incontestável é que os seres humanos, como todas as outras espécies, têm um genoma único, moldado por nossa história evolutiva. Com o genoma humano já mapeado e os dados sobre o genoma dos primatas começando a surgir, estamos entrando em uma era na qual pode se tornar possível identificar as mudanças genéticas que ajudam a nos separar de nossos parentes mais próximos.

As diferenças genéticas reveladas entre humanos e chimpanzés podem ser profundas, apesar de as estatísticas apontarem que apenas cerca de 1,2% do nosso DNA é diferente. Isso porque uma simples mudança de 1% pode afetar milhares de genes – e a diferença percentual se torna muito maior se você contar as inserções e deleções de cada um.

Mesmo se nós conhecermos os 40 milhões de sequências diferentes entre humanos e chimpanzés, o que elas significam? Provavelmente, muitos genes são simplesmente a consequência de 6 milhões de anos de deriva genética, com pouco efeito sobre o nosso corpo ou o nosso comportamento, enquanto outras pequenas mudanças – como, por exemplo, as sequências reguladoras, não codificadas – podem ter consequências dramáticas.

Chegamos a um novo dilema: apenas metade dos genes que nos diferenciam dos macacos é que pode definir um chimpanzé, em vez de um ser humano. Como é que podemos saber quais são eles?

Segundo Culotta, uma maneira é descartar os genes que foram favorecidos pela seleção natural nos seres humanos. Estudos que buscam sinais sutis de seleção no DNA dos seres humanos e outros primatas identificaram dezenas de genes, em particular aqueles que estão envolvidos na interação patógeno-hospedeiro, reprodução, sistemas sensoriais como olfato e paladar, e muito mais.

“Porém, nem todos esses genes ajudaram a nos diferenciarmos dos nossos primos macacos, originalmente. Nossos genomas revelam que evoluímos em resposta à malária, mas não é a defesa da malária que nos torna humanos”, ressalta.

Alguns pesquisadores realizam mutações clínicas para poder rastrear a evolução dos genes – uma técnica que tem identificado uma boa quantidade de genes com potencial para explicar esse mistério. “Por exemplo, os genes MCPH1 e ASPM, quando mutados, causam microcefalia [condição neurológica em que o tamanho da cabeça é menor do que o normal], o FOXP2 causa defeitos na fala – e os três apresentam sinais de pressão de seleção durante a evolução dos humanos, mas não dos chimpanzés. Assim, eles podem ter desempenhado um papel na evolução de cérebros grandes e na fala dos seres humanos”, explica Culotta.

Mesmo com essas evidências, a resposta final dos cientistas ainda está em aberto. Uma compreensão completa das características exclusivamente humanas, no entanto, inclui mais do que apenas o DNA. Os cientistas podem manter a discussão com uma linguagem demasiadamente sofisticada ou utilizar termos genéricos como “cultura” ou “tecnologia”. Estamos na era do genoma, mas ainda somos capazes de reconhecer que é preciso muito mais do que genes para se fazer um ser humano.

1. É possível unificar as leis da física?

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Para Charles Seife, da revista especializada “Science”, o Modelo Padrão da física de partículas é um poema inacabado. “A maioria das peças está lá e, mesmo inacabada, é sem dúvida a obra mais brilhante na literatura da física. Com grande precisão, descreve toda a matéria conhecida, incluindo todas as partículas subatômicas, como quarks e léptons, bem como as forças por meio das quais as partículas interagem umas com as outras”, diz.

As forças a que se refere são o eletromagnetismo, que descreve como objetos carregados sentem a influência de outros; a força fraca, que explica como as partículas podem mudar suas identidades; e a força forte, que descreve como quarks se unem para formar prótons e outras partículas compostas.

O problema é que algumas dessas peças que fazem parte do grande quebra-cabeça da física estão faltando – e algumas presentes não se encaixam muito bem. É o caso da gravidade, por exemplo.

Essas diferenças, entretanto, podem ser superficiais. O eletromagnetismo e a força fraca parecem muito diferentes entre si. Entretanto, ainda na década de 1960, os físicos mostraram que, em altas temperaturas, essas duas forças se “unificam”.

Torna-se evidente que o eletromagnetismo e a força fraca são realmente a mesma coisa, assim como fica óbvio que o gelo e água em estado líquido são a mesma substância se você aquecê-los juntos. Essa conexão deu aos físicos a esperança de que a força forte também pudesse ser unificada com as outras duas forças, produzindo uma grande teoria – um dos grandes mistérios da física atualmente.

Uma teoria unificada deve ter consequências observáveis. Por exemplo, se a força forte de fato é a mesma que a força eletrofraca, então os prótons podem não ser verdadeiramente estáveis, uma vez que, a longo prazo, eles devem decair espontaneamente.

Apesar de muitas pesquisas, ninguém observou, até hoje, o decaimento de um próton – assim como ninguém jamais avistou quaisquer partículas previstas por algumas modificações de melhoria do modelo padrão, como a supersimetria. Pior ainda, mesmo uma teoria unificada não estaria realmente completa – a não ser que ignorasse a gravidade.

A gravidade é uma força problemática. A teoria que a descreve, a da relatividade geral, presume que o espaço e o tempo são suaves e contínuos, enquanto a física quântica que rege as partículas subatômicas e as forças é inerentemente descontínua e agitada.

“A gravidade se confronta tão fortemente com a teoria quântica que ninguém ainda foi capaz de elaborar uma maneira convincente de construir uma teoria única, que inclui todas as partículas, as forças forte e eletrofraca e a gravidade – tudo em um grande e uniforme pacote”, conta Seife. No entanto, os físicos possuem, sim, algumas pistas. Talvez a mais promissora seja a teoria das supercordas.

Essa teoria tem um grande número de seguidores porque fornece uma maneira de unificar diversos elementos da física em uma teoria maior, com uma única simetria. Por outro lado, exige um universo com 10 ou 11 dimensões, montes de partículas ainda não detectadas, além de muita bagagem intelectual que nunca poderá ser verificada.

Podem existir dezenas de teorias unificadas, das quais apenas uma é correta, mas os cientistas jamais terão meios para determinar qual. Ou talvez a luta para unificar todas as forças e partículas seja em vão.

Nesse meio tempo, os físicos continuam a procurar o decaimento de prótons, bem como ainda buscam partículas supersimétricas no acelerador de partículas subterrâneo, o “Grande Colisor de Hádrons”, em Genebra, na Suíça. Ou seja, ainda esperam que, um dia, seja possível terminar o poema e encaixar todas as peças desse misterioso quebra-cabeça. [How Stuff Works, The New York Times, Science Magazine, Science Magazine]

Autor: Bruno Calzavara

Bruno Calzavara é recém-formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e está de volta à equipe do Hype após dois anos. Adora todos os esportes, exceto futebol. Gosta de chocolate e de sorvete, mas não de sorvete de chocolate.

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39 Comentários

  1. nao sei se concordo muito com a pergunta relacionada ao tempo…
    temos a impressao de que esta indo para frente, pq é uma contagem progressiva, somente!

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  2. O texto não levou em conta que o Bózon de Higgs já foi observado no CERN, comprovando o modelo padrão da física…já está tudo explicado, pois essa era a peça que faltava, e foi registrada e repetida muitas vezes no colisor…e a gravidade é explicada pela distorção do “tecido” espaço-tempo, de acordo com a massa do corpo…e sobre religião: nem se apresentem para discutir ciência se forem crentes, pois religião é invenção de humanos, deus é uma piada e religiosos no CERN são ínfima minoria…

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  3. E essas são perguntas que instigam o homem a fazer tantas outras descobertas,e a ser,inevitavelmente,o ser mais incrível do universo conhecido.É uma delícia essa nossa curiosidade insaciável! A sede pelo conhecimento é a maior qualidade do ser humano! Que continuemos buscando!

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  4. O pecado original afastou o ser de seu criador assim, disperso no universo ficou junto com a sua ignorância, pois toda resposta esta na luz e a luz esta agora distante, isso dificulta a ciência da própria realidade que outrora era perfeita, mas por escolha se perdeu, agora o que resta para nós? fazer o caminho inverso, a ciência nunca será inimiga de Deus assim como ele não pode ser inimiga dela, o homem falho e pecaminoso muda o raciocínio, das coisas quando bem lhe convêm as leis são únicas para todas as coisas e elas foram criadas a partir da matéria e não a matéria a partir dela, quando nenhuma matéria existia existia algo que transcendia a matéria e a partir daí todo o resto se fez.

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  5. _No tocante fica explícita a nossa ignorância a partir de recusa inescrupulosa, berrante do fatos reais, pelo simples fato de saber que o universo inteiro é caótico sem precedentes e não esta configurado a aceitar formas de vida porque são extremamente frágeis para sobreviver, assim aquele que aqui nos
    mantem o faz pelo simples motivo de querer.

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  6. Já percebi que é quase impossível separar religião de ciência, nos comentários que se formam nestes posts. Isso dá mais uma pergunta sem resposta: PORQUÊ?

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    • Julgo que a resposta a essa pergunta passa principalmente por uma questão de “expressão” ou semântica. Cada um de nós teve as suas vivências, educação, ambiente, isso molda as nossas opiniões e crenças, julgo que ninguém duvida disto. Falo em questão de “semântica” pois é a unica barreira que existe entre Homens de Ciências e Homens de Fé. No fundo todos procuramos respostas, e as mesmas e há milénios Zenão, Demócrito, Sócrates, Platão….buscavam o mesmo que buscamos hoje. A batalha entre as duas frentes da-se por falta de diálogo ou de acerto de conceitos. O Homem da ciências julgará para si que o Homem da fé é perguiçoso, pouco curioso e não emprega trabalho na busca, por seu lado o Homem de Fé julgará o Homem da ciência pretencioso, com ideias de querer fazer o trabalho de Deus, e no fundo trabalhando para o mesmo fim parece que estão em campos opostos. Muitos dos grandes Físicos teóricos eram também grandes homens crentes, no CERN existem pelo menos 2 Físicos que são Padres. Porque não procurar Deus cientificamente ou porque não emcontrar Deus na Ciência?

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    • Ciência está para a religião assim como o pneu está para o telhado. São coisas totalmente diferentes, com propósitos e efeitos diferentes que não tem relação nenhuma uma com a outra. Afirma o contrário geralmente quem tem a intenção de validar a religião já que ciência comprovadamente funciona.

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  7. E breve publicarei uma teoria que unificará todas as leis da física e explicará os misterios da mecanica quantica e dará a solução para a gravidade, tudo isso demonstrado com rigorosa análize matemática.

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  8. _ O homem tem fome do conhecer e conhecer a si próprio e busca as respostas no vácuo do universo, mas em vão tanto esforço, porque a lei que o criou exige que ele aceite o seu criador, pois só ele dará as repostas de forma simples porque ele acaba definitivo com essa ideia do acaso ou combinações e mutações que deu origens as formas de vida, e terão de viver com isso mesmo pensando que isso é simplesmente um forma de não aceitar que existe uma mente por trás de td, em vão esforço sem alcance, a ciência tenta desvendar vidas em outros lugares mas ate agora em quanto isso tem avançado? isso pra tentar reforçar a ideia de que a vida é simples e comum no universo um esforço que da poucas ou nenhuma esperança. Não se trata de um milagre e sim da força universal criadora, mesmo que relute em não aceitar, mas também não provará o contrário porque pro homem terreno existe limites ate mesmo de conhecer do desvendar porque esta ele limitado no seu pequeno planeta face ao que existe la fora e td o que la esta é a prova mais completa possível de sua própria realidade impossível negar e tentar enxergar por outro angulo. isso o submete a situação de tolo mais que aceitar as leis invisíveis mais portanto reais embora o entendimento fica restrito a física pura e simplesmente e lembre-se antes de discriminar o que postei é bom ter algum argumento que preencha de alguma forma porque isso o transforma em simples tolo, porque não aceita mas também não pode ir contra apenas leia e passe por cima se caso se opor.

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    • O universo é muito complexo de enteder,o homem e as suas ciencias nao conseguiram desvendar todos os misterios da humanidade,e será algo

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    • o homem demorará anos pra descobrir as questoes mais dificeis da ciencia,se conseguir.o homem nao consegue achar planetas com 100% de chance de abrigar vidas,os planetas muitas vezes podem até ter oxigenio e agua,mas sao muito quentes ou muito frios,o homem nao consegue se enteder,o universo e muito complexo

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  9. Acho que cientista pensa como Voltaire, que dizia:
    “O que sei dá para encher um livro, o que não sei da para encher o cemitério.”

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    • Conheço uma parecida que termina assim “…..da para encher 100 mil bibliotecas”

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    • Apesar da palavra “ciência” significar conhecimento, saber; muito ainda é só teoria não comprovada e muito ainda é uma questão de acreditar e, não saber propriamente falando, mesmo para cientistas avançados. Não diferente muito de crer, principalmente para a maioria de nós. As ciências precisam muito do mecanismo neural de fé que desenvolvemos na evolução. Quem já viu um buraco negro, um quarks ou elementos inanimados criando vida.

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    • eu acredito em Deus,o universo so poderia existir pela causa divina,pois o Universo é muito complexo,sou cristão
      se o universo é finito ou infinito nao da pra saber.

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  10. Entra século e sai século. Entra milênio e sai milênio. Teorias nascem e morrem, mas Shakespeare sempre está em voga com as palavras: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.”

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  11. Quando li o título da matéria cheguei a pensar que uma das perguntas poderia ser “É possível provar cientificamente a existência de Deus?”. Em caso afirmativo seria incrível ver a ciência e a fé juntas uma completando a outra como uma equação perfeita. Sou Cristão e consequentemente acredito na existência de Deus, amo ciências e acho bastante lógico que o nosso universo tão complexo e interligado tenha sido obra de um ser superior… vamos ver se as novas descobertas em física quântica podem nos dizer mais sobre esse assunto…

    como Einstein dizia “Quanto mais me aprofundo na Ciência mais me aproximo de Deus”

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    • Deus pertence ao domínio da metafísica. Não é possível provar a sua existência pelo método científico, sendo necessário possuir “feeling” para a sua percepção e entendimento.

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    • Concordo plenamente.. e Por mais que gostem de dizer “Deus não existe!”, esquecem que a ausencia de uma resposta não significa que seja um nao.

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    • Mas assim como na questão do bóson de higgs que a maioria de nós não entende as equações avançadas feitas em nanosegundos em supercomputadores no acelerador de partículas e praticamente apenas acredita-mos nos cientistas, se algum dia eles com aparelhos, fórmulas e métodos lógicos conseguirem presumir Deus, nós pobres mortais, provavelmente não entenderemos o conjunto de conhecimento e peculiaridades complexas que os levaram as conclusões e assim, na prática só poderemos acreditar neles; tecnicamente não difere muito de crer em monges. Alias, hoje em dia, a fé não atrapalha nada avanços da ciência como também a ignorância de 96% do universo.
      Mas aproveitando a Deixa. Foi um padre católico que formulou a teoria do Big bang, outro é considerado o pai da genética, além de inúmeros serem professores e vários cientistas de peso terem estudado em colégios católicos, há centenas de padres cientistas que deram colaboração a ciências em matemática, astronomia, física, botânica, natureza e outras áreas; há outros entre os precursores da ciência moderna e o fundador da Astronomia moderna e um monge católico conhecido por Cônego Nicolau Copérnico que desafiou a própria igreja com sua nada mais que teoria do heliocentrismo.

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    • Concordo que não tem como ignorar a influência de algo superior, tanto é que a minha visão sobre a formação do universo tem base nos livros de Helena Petrovna Blavatsky, mais especificamente “A Doutrina Secreta”, porém existe um autor chamado Fritjoff Kapra que escreveu um livro chamado “O ponto de mutação”, onde, segundo ele, explica qual é o ponto onde existe a união entre a ciência e a religião, vale a pena dar uma lida, nem que seja por cima.

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  12. Proponho uma brincadeira de especulações. As vezes vemos em filmes; o tempo para e fica tudo congelado como em tecla “pause” enquanto o herói anda entre os personagens e as vezes até os muda de posição ou lugar. Sabemos que o som e a luz precisam do tempo para se deslocarem e chegar até nossos sentidos e átomos para seus movimentos. Mas o que aconteceria se fosse possível o tempo parar? será que viríamos os objetos como são ou como nas ficções?

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  13. Primeiramente excelente matéria. As menores partículas possíveis e o universo total sempre foram e serão os mesmos com as mesma reações e características independente de conhecermos ou não, o que muda é o conhecimento, teorias e crenças em cada época. A ciência evolui e muita coisa depende do acumulo de conhecimento e grau de compreensão para aos poucos entender; não dá para conceber tudo de uma vez,precisa se criar bases para isto. Se pudesse voltar no tempo e levar sobre bóson de higgs para cientistas do século 5 DC pouco valeria se eles nem entendiam células ainda. O mesmo vale para espiritualidade, não dá para esperar que povos que só compreendiam o que podia ser visto, tocado e sentido tivesse o mesmo discernimento mental de hoje e lhe passassem teorias modernas sobre Deus que também depende de acumulo de conhecimento e desenvolvimento cognitivo e sempre foi o mesmo apesar espiritualidade, teoria teológicas de hoje. Só que religiões tem que avançar muito mais lento que ciência cujo com alguns cientistas avançados continua seu curso e a ignorância da maioria de nós não atrapalha nada seus propósitos; só que espiritualidade no sentido religioso perde sua razão de ser se só alguns monges avançados e não a maioria puder presumir imaterialidade intuitivamente já que aparelhos e métodos científicos, até agora só podem mensurar o mundo material palpável e só nesta dimensão e espaço tempo.

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  14. Como leigo, nunca entendi por que o bicho homem não fabrica água em laboratório. Afinal a fórmula não é H2O? Seria esta molécula instável? ou oque impede a sua fabricação? Pois tantos lugares no planeta desprovidos deste bem da natureza …. Enfim. Alguém sabe responder?

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    • Não é viável fabricar água, pois seria necessária uma quantidade colossal de energia para tanto. Vai melhor o seu transporte ou redefinir a distribuição das populações sobre a Terra.

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    • O custo é alto para fabricar em quantidades para toda necessidade humana em irrigação, criações e consumo humano propriamente dito. Mas para consumo humano já fabricamos, cerveja, cachaça, refrigerantes, Whisky que também sai caro a produção e chega em qualquer lugar…..que se pague.

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    • Seja um copo ou seja um milhão de litros, é muitíssimo mais barato transportar que fabricar.

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  15. O próprio titulo já diz, 5 grandes perguntas para as quais a ciência *AINDA* não tem uma resposta.
    Acredito que apenas o avanço tecnológico não será suficiente para responder a essas perguntas. Um aumento no nível de consciência provavelmente ajudaria bastante, afinal, muito do que procuramos não está lá fora.

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    • Einstein dizia que a imaginação vale mais que o conhecimento.

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  16. “5. Qual é a natureza da matéria e da energia escuras?”
    Pelo que me consta não tem resposta nem para a matéria propriamente dita, ou seja, os 4% restantes. Cadê o bóson de Higgs?

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    • Ainda aposto que equações refinadas abolirão essas duas escuras.

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    • ATSOK

      P.: “…Pelo que me consta não tem resposta nem para a matéria propriamente dita, ou seja, os 4% restantes…”

      Comentário: é isso aí. Matéria, Energia, Espaço e Tempo ainda são temas da Cosmologia Metafísica, pois na Ciência há apenas formulações matemáticas correlacionando umas com as outras, sem definí-las substantialmente.

      O menos que a Física já conseguiu descobrir é que Matéria e Energia são o mesmo fenômeno e Espaço e Tempo formam um “continuum” quadridimensional.

      É um grande salto em relação à Física newtoniana, mas com a matéria e energia escuras “surgindo no horizonte”, a questão de saber o que são matéria e energia se complicou muito mais ainda!

      Já o Espaço e Tempo parecem mais aspectos ligados ao funcionamento cerebral, ou seja, um modo de perceber o mundo externo (tratado pelo filósofo Imanuel Kant), pois eles são “coisas” que surgem com o Big-Bang e podem sofrer variações (esticam, diminuim, suprime-se…rsrsrs…ou seja, uma “bagunça” conceitual…rsrsrsr…)
      08/10/2013 07h49 – Atualizado em 08/10/2013 16h49
      François Englert e Peter Higgs ganham Nobel de Física de 2013
      Prêmio foi oferecido por teoria sobre como partículas adquirem massa.
      Previsões sobre ‘partícula de Deus’ se confirmaram em experimentos.

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    • a ciencia procura explicar a natureza pela razao, para isso é importantissimo admitirmos quando nao sabemos algo. Ao contrario de certas filosofias de vida bem conhecidas por ai, a ciencia nao sai espalhando ao mundo que sabe os maiores segredos do universo sem ter realmente o minimo de informacao. Pois achar que sabe e saber sao coisas bem distintas

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    • De fato no novo testamento Cristo nunca pediu para “saber” e sim para “crer” Talvez, suponho, ele sabia que para saber mesmo com propriedade só poucos muito estudados e de inteligência avançada. A ciência ainda não sabe com propriedade se não existe uma dimensão espiritual. A pouco tempo nem especulava que existia bóson de Higgs e só agora chegaram a evidências.

      Thumb up 6
    • Atsok
      P.: “…Como não tem respostas se é ‘ciência’?…”

      Comentário: por‘ciência’entenda uma maneira de procurar respostas e não uma certeza de encontrá-las, ok?

      Hoje em dia, quanto mais respostas a Ciência acha, mais perguntas ela encontra. A lacuna entre o que a Ciência responde e o que ela encontra para pesquisar tem se alargado mais e mais!

      Assim, por “ciência” entenda: o conhecimento de quanto somos ignorantes!!!

      Thumb up 2

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