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Eduardo Martins em 1.09.2008 as 15:49 e atualizado em 4.09.2008 as 14:20

triste

Agora que já sabemos da verdade sobre o pensamento positivo, cientistas descobriram que pessoas que não pensam que a vida vale a pena ser vivida tem mais chance de morrer em apenas alguns anos.

O aumento do risco de morte foi causado principalmente por doenças cardiovasculares e causas externas, com a mais comum sendo a pessoa tirando a própria vida.

A pesquisa é a maior até o momento que investiga como o “ikigai” ou “alegria e um senso de bem-estar por estar vivo”, afeta o risco de mortalidade e apenas o segundo a examinar as causas específicas, de acordo com o Dr. Toshimasa Sone e colegas da Universidade de Tohoku, em Sendai.

Os investigadores observaram 43.391 homens e mulheres entre 40 e 79 anos de idade, vivendo na região de Ohsaki e foram acompanhados durante sete anos, durante os quais 3.048 morreram. Para todos foi perguntado: “Você tem ikigai na sua vida?”. 59% disse que sim e 36,4% disse que não tinham certeza e 4,6% disse que não.

Aqueles que não tinham um senso de ikigai tinham menos chance de casar ou conseguir emprego, também tinham menos educação formal, saúde pior, eram mais mentalmente estressados e tinham mais dores no corpo. Eles também tinham mais chance de ter função física limitada.

Mas mesmo quando os pesquisadores utilizaram técnicas estatísticas para que estes fatores não influenciassem o resultado, as pessoas sem senso de ikigai ainda tinham mais risco de morrer no período de acompanhamento do que pessoas que tinham ikigai. A relação era independente do histórico de doenças e uso de álcool.

Em geral, as pessoas sem senso de ikigai tinham 50% mais chance de morrer de qualquer causa durante o período de acompanhamento do que aqueles que sentiam que a vida valia a pena ser vivida. Eles tinham 50% maior risco de morrer de doenças cardiovasculares, derrames mais comuns e tinham 90% mais chance de morrer de causas “externas”.

Das 186 mortes entre os participantes do estudo, quase metade foi auto-infringida. [Reuters]


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