Cientistas criam forma de antimatéria mais pesada já vista

Publicado em 28.03.2011

Recentemente, um colisor (RHIC) em Nova York, EUA, criou a maior e mais complexa antimatéria vista até agora; antinúcleos de hélio, cada um contendo dois anti-prótons e dois anti-nêutrons.

O RHIC colide núcleos atômicos pesados, como chumbo e ouro, para formar bolas microscópicas, onde a energia é tão densa que muitas novas partículas podem ser criadas.

Antipartículas têm carga elétrica oposta às partículas ordinárias da matéria (os antinêutrons, que são eletricamente neutros, são compostos de antiquarks que têm carga oposta aos seus homólogos normais).

Essas partículas se aniquilam no contato com a matéria, tornando-as notoriamente difíceis de se encontrar e trabalhar. Até recentemente, a unidade mais complexa de antimatéria já vista era o contraponto do núcleo de hélio-3, que contém dois prótons e um nêutron.

No ano passado, cientistas anunciaram a criação de uma nova variedade de antimatéria. Chamada de anti-hiper-tríton, ela é feita de um antipróton, um antinêutron e uma partícula instável chamada anti-lambda. O anti-hiper-tríton era a antipartícula mais pesada conhecida até agora.

Porém, a nova criação não ajuda a responder uma grande questão da física, que é por que o universo, em geral, não é cheio de antimatéria. Na verdade, as teorias padrão dizem que a matéria e a antimatéria foram criadas em quantidades iguais nos primeiros instantes do universo, mas, por razões desconhecidas, a matéria prevaleceu.

Um experimento chamado Espectrômetro Magnético Alfa, previsto para ser lançado para a Estação Espacial Internacional em abril, vai tentar resolver o problema.

Os cientistas acreditam que os antiprótons ocorrem naturalmente em pequenas quantidades entre as partículas de alta energia que atingem a Terra, chamadas raios cósmicos.

O experimento também irá procurar antipartículas mais pesadas. Se o anti-hélio for produzido apenas raramente em colisões, a busca não deve encontrar anti-hélio. Se o experimento encontrar níveis mais elevados de anti-hélio, isso poderia reforçar a teoria de que a antimatéria não foi inteiramente destruída no início do universo, mas apenas “separada” em uma parte diferente do espaço, onde não entra em contato com a matéria.

O segundo maior antielemento, o anti-lítio, pode, em teoria, formar antimatéria sólida à temperatura ambiente, entretanto, os pesquisadores acreditam que isso será muito mais difícil de identificar. A equipe calcula que o anti-lítio irá ocorrer em suas colisões menos de um milionésimo de vezes que o anti-hélio, colocando-o fora do alcance dos grandes colisores. [NewScientist]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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15 Comentários

  1. Por que algumas pessoas que não entendem de ciência tem que vir e postar comentários negativos e nada a ver?
    Acaba com a graça da notícia…
    Se não entendem, não comentem…

    concordam?

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    • Ô meu anjo,Papai falou para você estudar,né…Tá no espaço?

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  2. eu sei.
    a antimateria é energia escura que empurra as galaxias.
    mas como a antimateria é o contrario ela é rarefeita.
    quando o universo esfriou a antimateria virou antienergia é por isso que elas não se aniquilam.
    então na verdade temos 1 kg de materia e 1kilo negativo de antimateria.
    massa negativa não ocupa espaço, empurra o espaço pra fora.

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  3. Esse LHC aí não sei não. Sabe quando algo muito caro não convence em muita coisa? Tem muito marketing, e acho que os cientistas estão desesperados para convencer os investidores, que ele está servindo pra algo. Claro, isso é especulação, apenas um feeling meu.

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  4. O foda é que é em Nova York né?Aqui pertinho…Só espero que eles não derretam essa parte do planeta :P kkkk

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  5. O problema da matéria e antimatéria está envolta em mistério. A teoria padrão não esplica nada; está superada e deve ser avaliada. Leia o blog: “Olhando o universo”. Muitos mistérios do universo está sendo tentado ser explicado por este blog.

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  6. Deixa os caras serem felizes, com este brinquedinho que pode acabar com o mundo antes de 2012

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  7. No final esse conhecimento vai servir pra criar uma bomba/raio que aniquila a matéria. Só isso justifica tal investimento.

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    • Ver antimatéria de plutónio ?? lol
      Só se o Homem conseguir inventá-la. Pois o plutónio é invenção humana, não existe na “natureza” !!

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    • Sim o Plutônio é invenção humana ele existe na natureza também. Pois tudo faz parte dela. Conceito de natureza é bem abrangente, tudo que há nela e é feito nela faz parte dela.

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