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Conheça a célula sintética, de mil e uma utilidades

Por em 26.05.2010 as 19:47

O instituto fundado por um dos pesquisadores do Genoma Humano, Craig Venter, criou um organismo com DNA sintético no último dia 20. A célula sintética foi feita totalmente com DNA desenvolvido pelos cientistas, e é capaz de viver normalmente e se reproduzir. Segundo os coordenadores da pesquisa, a célula sintética pode ter vários usos.

Os cientistas podem “separar” as funções que ocorrem dentro de uma célula natural, podendo estudá-la melhor e desvendar mistérios ainda não solucionados na genética. Estes mistérios não solucionados são um empecilho, por exemplo, no combate ao câncer, que é puramente celular, mas ainda há muito de desconhecido em torno dele. Ainda no campo das doenças, a célula permitirá “esclarecer” a causa de algumas. A origem de certos problemas de saúde é difícil de detectar porque vários processos acontecem na célula ao mesmo tempo, cruzando-se. Mais uma vez, a possibilidade de analisar cada coisa em separado é uma vantagem da célula sintética.

Além disso, as células sintéticas podem recriar os organismos vivos que têm os genes de organismos já extintos, até mesmo dos primeiros seres que habitaram o planeta. Isso pode abrir portas para compreender aspectos sobre o surgimento da vida na Terra, que também são um mistério.

Embora ainda seja um projeto para o futuro, os cientistas também esperam que seja possível dar à luz organismos já extintos com as células. Reconstruindo o genoma das espécies que não existem mais, seria possível criar vida a partir de fósseis. As primeiras pesquisas nesse sentido já começaram.

E com o desenvolvimento nessa área, mais uma questão pode deixar de ficar apenas na teoria: a evolução. Os pesquisadores querem criar uma célula com o mínimo de genes necessários para se viver. Essa célula, acredita-se, pertenceu à primeira bactéria do planeta. Com isso, seria possível simular a evolução das espécies ao longo de milhões de anos. A célula sintética pode permitir aos cientistas montar uma linha do tempo da Terra, ao vivo e a cores. [Live Science]

4 comentários

  1. A recuperação e a análise do DNA, matriz genética de todos os seres vivos presente em ossos e outros tecidos, abriram novas possibilidades de investigação. Com isso pode-se entender a evolução do Homo sapiens, rastrear a trajetória das criações antigas e a origem das plantas e animais conhecidos, até o antigo ancestral vertebrado conhecido, uma criatura de cinco centímetros chamada Pikaia Graciens, que ainda não exige idolatria. Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, descobriram que dois micro-organismos encontrados em uma poça de ácido em uma mina de cobre podem ser os menores seres vivos do nosso planeta. Os micróbios, do grupo Archaea, têm apenas uma célula e são capazes de viver em um ambiente tão inóspito quanto fluido de bateria. As informações são do Live Science. Os seres foram encontrados há quatro anos, mas agora os cientistas reconstruíram seus genomas e descobriram que eles estão entre as mais simples e menores formas de vidas já vistas. Segundo os pesquisadores, muitos vírus são menores que esse micro-organismo, mas os vírus não são considerados seres vivos.
    Aceitar a evolução não vai fazer de você um ateu, porque há muitos evolucionistas que acreditam em um deus ou vários deuses. Há biólogos espalhados por todo o mundo, com criações religiosas diferentes. O motivo pelo qual todos concordam que a evolução existe é simplesmente porque eles sabem que o DNA muda, portanto os organismos mudam, portanto as populações mudam, portanto as espécies mudam.

    O nome dele é John Graig Venter, esse novo Deus, o primeiro bilionário da biotecnologia. Assim com Darwin, saiu pelo mundo para fazer as suas pesquisas, comprou um veleiro, transformou-o em laboratório e saiu navegando pelo mundo, coletando genes. Pegava amostras de água de vários lugares e seqüenciava, em massa, todos os pedaços de DNA das criaturas ali presentes. No final da viagem o cientista , do J. Craig Venter Institute, contava com uma base de dados de nada menos que 6 milhões de genes, vindos dos mais diferentes organismos. Seu objetivo é transformar uma bactéria que trabalhava para a própria sobrevivência numa que trabalhe pela nossa.

    Venter anunciou esse ano a publicação de seu próprio genoma, ou seja , todos os 6,4 bilhões de “letras genéticas”, que compõem seu DNA na seqüência certinha. Era a primeira vez que alguém decifrava o genoma de um ser humano usando como base um único indivíduo. Algo parecido havia acontecido após 13 anos de pesquisa por um consórcio de laboratórios internacionais, porém com amostras de várias pessoas e o trabalho descrevia apenas metade do DNA humano. O trabalho de Venter é o mais completo da história nessa área, o que antes era rascunho virou arte-final. Quanto mais aprendermos sobre o genoma, maior será nosso poder sobre a vida e sobre a morte. Se soubéssemos quais são todos os genes ligados ao câncer , por exemplo, teríamos mais munição para lutar contra a doença. Está em estudo o genoma sintético, criado pelo polêmico Craig Venter.

    Após uma longa e exaustiva discussão através dos tempos, com a desajeitada vantagem de que a religião surgiu “primeiro” e serviu de explicação com suas fábulas divinas ao homem como explicação do mundo quando a ciência não existia, a humanidade teve de assimilar as grandes mentiras e a imagem que tinha de si própria, embora as religiões continuem apresentando de forma equivocada e inútil e como entrave ao conhecimento da origem do homem.

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  2. Alessandra /

    muito Jurassic Park essa viagem. OISADOISADOI. *-*

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  3. Rogerio /

    Agora um pouco de Português…

    “Embora ainda seja um projeto para o futuro”

    Existe projeto para o Passado?

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  4. Douglas /

    “Além disso, as células sintéticas podem recriar os organismos vivos que têm os genes de organismos já extintos, até mesmo dos primeiros seres que habitaram o planeta”
    OMG, Jurassic Park.
    Darwin estava certo, eu sabia.

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