Dia do Julgamento: nós vamos morrer amanhã?

Publicado em 20.05.2011

Boatos de que o Dia do Julgamento é amanhã (21 de maio). Se for mesmo, o mundo vai acabar em poucos meses. Você deve ter algumas perguntas, então, né?

Tipo, como será que a gente vai morrer? Existem infinitas suposições a respeito de como o apocalipse ocorrerá. Alguns dizem que a erupção de um supervulcão irá alterar a atmosfera da Terra, tornando-a inabitável.

Outros dizem que a colisão de asteroides ou a mudança climática causada pelo homem fará a mesma coisa. Alguns ainda acreditam que a Terra vai acabar conforme o calendário maia, em 2012. Em cenários apocalípticos, muitos têm uma base religiosa: eles sustentam que o mundo vai acabar pela ira de Deus.

Existe alguma diferença entre “Arrebatamento”, “Juízo Final”, “Dia do Julgamento”, e “Apocalipse”? Aparentemente, toda religião quer nos matar.

O Arrebatamento é o nome para um evento que muitos cristãos acreditam que acontecerá no Dia do Julgamento, ou o dia em que Jesus voltará a Terra para separar os crentes dos incrédulos.

Em I Tessalonicenses 4:15-17, o apóstolo Paulo descreve o Dia do Julgamento: “Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.

O “ser arrebatado” é geralmente considerado como o Arrebatamento, que algumas pessoas acreditam que ocorrerá em 21 de maio de 2011.

Apocalipse pode significar, dependendo do contexto, uma revelação recebida em sonho ou transe que diz a uma pessoa sobre o fim do mundo, ou acontecimentos catastróficos letais no mundo. O termo não é específico do cristianismo, mas originalmente se referia às revelações descritas no livro do Apocalipse na Bíblia.

“Juízo Final” refere-se genericamente aos tempos finais. Ele não é específico ao cristianismo (o calendário maia aponta para o fim do mundo em 21 de dezembro de 2012) e cenários apocalípticos muitas vezes são até científicos.

Então tá. Mas 21 de maio é mesmo o Dia do Julgamento? Vamos ter que esperar pra ter certeza, mas é bem provável que não. O 21 de maio é ideia de um evangélico de 89 anos chamado Harold Camping, que utilizou um sistema matemático de sua própria criação para interpretar profecias obscuras da Bíblia, chegando a essa data (ou seja…).

Ele não é novato em predizer o Dia do Julgamento, mas também não é exatamente bom no que faz. Harold já anunciou que o Dia do Juízo Final viria em 1994. Sua previsão maluca tornou-se famosa graças a campanhas pagas pelos seus seguidores. Como vocês ainda vivem, são a maior prova de que podemos superar 21 de maio também.

Ainda assim, vamos dar uma colher de chá e tentar entender qual a matemática por trás da profecia de Harold Camping. Ele acredita que Cristo foi crucificado em 1 de abril, 33 d.C., exatamente 722.500 dias antes de 21 de maio de 2011.

Esse número, 722.500, é o quadrado de 5 x 10 x 17. No sistema numerológico de Harold, 5 representa a expiação, 10 significa completude, e 17 significa céu. Ele acha que isso forma a história do momento que Cristo fez o pagamento por nossos pecados até que nós fôssemos completamente salvos.

Outros cristãos veem uma grande falha na ideia de Harold Camping. Como o pastor Joseph Fuiten disse, muitas pessoas brilhantes fizeram previsões sobre o fim do mundo através de cálculos intrincados. Infelizmente, eles têm negligenciado as palavras óbvias de Jesus: que ninguém saberá o dia nem a hora de tais eventos.

Tá bom. Não vamos morrer em 21 de maio. Mas em 2012? Também não há nenhuma razão científica para pensar nisso. A profecia do juízo final de 2012, popularizada pelo filme “2012″, diz que o mundo vai acabar em um cataclismo de erupções vulcânicas e inundações no dia que o calendário maia termina.

Na verdade, a relação entre a catástrofe global e o calendário maia é baseada em grande parte em ficção. A propaganda de “2012″ começa com a frase: “Os Maias nos avisaram”, embora, naturalmente, os maias não “avisaram” ninguém; eles simplesmente tinham um sistema de calendário que “acabava” em 2012, assim como nossos calendários gregorianos “terminam” em 31 de dezembro desse ano.

Os maias nunca disseram que o mundo acabaria naquele ano, e os maias modernos demonstraram irritação com a forma como a sua cultura tem sido cooptada para noções de cultura pop e promoções de cinema de Hollywood.

Os maias eram apenas uma das dezenas grandes civilizações do passado, e não há nenhuma razão especial para assumir que o calendário maia é mais cosmicamente significativo ou válido do que qualquer uma das centenas de outros sistemas de calendário utilizados ao longo da história.

E a Bíblia, realmente contêm indícios apocalípticos? O fato é que a Bíblia se contradiz o tempo todo. A existência ou não de um julgamento final é cognoscível, em primeiro lugar.

Mateus 24:36 afirma: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai”. Ao mesmo tempo, Mateus 16:28 sugere claramente que Jesus voltaria durante a vida do discípulo: “Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão de modo nenhum provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino”.

A Bíblia também dá mensagens contraditórias sobre se a Terra será destruída; 2 Pedro 3:10 afirma que “Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas”, enquanto Eclesiastes 1:4 diz: “Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre”.

E apesar de tudo soar tão “bizarro”, por que tantas pessoas estão dispostas a acreditar nas profecias do juízo final? Segundo Lorenzo DiTommaso, professor de religião, essa é uma forma muito persistente e potente de compreender o mundo. O que une diferentes grupos de pessoas com visões de mundo apocalíptico é a sensação de que os problemas do mundo são grandes demais para serem resolvidos.

A religião é conforto. Sem soluções à vista, Deus deve resolvê-los. Ou, a partir de outros pontos de vista, tem que haver algum tipo de catástrofe. Em suma, as pessoas se acalmam na crença de que os males do mundo estão caminhando em direção a algum tipo de correção cósmica.[LifesLittleMysteries]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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170 Comentários

  1. Só faltou você explicar porque o autor de Eclesiaste deixa explicito em seu livro o motivo pelo qual escreveu.”Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem” Eclesiaste 12:13
    Você se limitou, dizendo:

    “Esqueça tudo, pois não foi escrito pelo dedo de um Deus invisível , imaginário, com poderes de super-homem, e nem é de inspiração divina.”

    Vamos esquecer tudo…Mas antes releia todo o livro, seja Salomão ou não o autor, mas acompanhe o raciocinio de quem escreve e não o seu prórpio, pois acho que você se esqueceu de fazer algumas perguntas para o texto: “Quem escreveu(?), quando escreveu e porque escreveu”.

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  2. Alemanha
    Inicio do século 20

    Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
    “Deus criou tudo o que existe?”

    Um aluno respondeu valentemente:
    “Sim, Ele criou.”

    “Deus criou tudo?”
    Perguntou novamente o professor.
    “Sim senhor”, respondeu o jovem.

    O professor respondeu,
    “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”

    O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

    Outro estudante levantou a mão e disse:
    “Posso fazer uma pergunta, professor?”

    “Lógico.” Foi a resposta do professor.

    O jovem ficou de pé e perguntou:
    “Professor, o frio existe?”

    “Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”

    O rapaz respondeu:
    “De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
    O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”

    “E, existe a escuridão?”
    Continuou o estudante.
    O professor respondeu: “Existe.”

    O estudante respondeu:
    “Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.
    A luz pode-se estudar, a escuridão não!
    Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.
    A escuridão não!
    Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
    Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
    Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

    Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
    “Senhor, o mal existe?”

    O professor respondeu:
    “Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”

    E o estudante respondeu:
    “O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
    Deus não criou o mal.
    Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
    O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
    É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”

    Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…

    Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

    E ele respondeu:
    “ALBERT EINSTEIN.”

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    • Todos erraram! Considere este texto bíblico no livro de Isaías cap.45 e vs.:7 e verás que o próprio diabo, foi criado sim; por Deus! “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, E CRIO O MAL; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.
      Eu não teria ficado calado diante do professor e teria respondido de forma completamente diferente de Einstein, que; até fez tentativas de compreender Deus; através da ciência, mas: falhou e a sua visão de Deus sempre foi distorcida.

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