Idade de uma pessoa pode ser revelada pelo DNA

Publicado em 29.11.2010

Cientistas holandeses desenvolveram uma nova técnica que estima a idade de um suspeito a partir do sangue deixado na cena do crime. A técnica explora uma característica das células do sistema imunológico carregadas pelo sangue, conhecidas como células T.

As células T desempenham um papel fundamental no reconhecimento de “invasores” externos, como bactérias, vírus, parasitas ou células tumorais. Como parte do processo usado pelas células para reconhecer esses invasores, pequenas moléculas circulares de DNA são produzidas. O número dessas moléculas circulares de DNA diminui com a idade, a uma taxa constante.

Os pesquisadores disseram que esse fenômeno biológico pode ser usado para estimar a idade de um indivíduo humano com precisão e confiabilidade. A abordagem permite aos cientistas estimar a idade de uma pessoa com uma margem de erro de nove anos. Isso permitiria que as pessoas fossem colocadas em categorias geracionais que abrangem cerca de 20 anos.

Segundo os especialistas, o método pode ser usado para traçar perfis e fornecer pistas de investigação às autoridades. A técnica pode ser usada imediatamente.

Prever “fenótipos” humanos – traços físicos de uma pessoa, como cor do cabelo ou cor dos olhos – a partir de informações de DNA é um campo emergente nos meios judiciais. Porém, apenas alguns traços fenotípicos atualmente podem ser identificados a partir de informações de DNA com precisão suficiente para ter aplicações práticas. Atualmente, esse último teste desenvolvido é o que tem a maior precisão de qualquer outro projetado para estimar um traço fenotípico humano a partir de informações de DNA.

Segundo os pesquisadores, muitas vezes os laboratórios forenses são confrontados com casos em que o perfil de DNA obtido a partir do material coletado na cena do crime não coincide com a de qualquer suspeito conhecido testado, nem com ninguém do banco de dados de DNA criminal. Nesses casos, espera-se que qualquer informação da aparência do suspeito, estimada a partir de provas materiais, ajudará a encontrar criminosos desconhecidos. [BBC]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 25 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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3 Comentários

  1. Ótimo, mas isso só funciona em seriados de TV a cabo. Porque por aqui na terrinha, se a família de vitimas não contratar um advogado para conduzir a investigação, os crimes ficam arquivados nas gavetas. O último caso que ouvi foi da advogada 6 meses desaparecida, que morreu afogada no litoral. A mãe da moça era tratada com indiferença e descortesia na policia. Até a gente que é leigo sabe que poderiam descobrir o paradeiro da moça rastreando o celular e pelo cartão. Será que o carro dela não tinha GPS?

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  2. pra começar esse tal de yago gosta de falar pra caralho, quem quer saber disso joaninha fica na sua e escreve um comentário irreverente entendeu meu chapa…

    daqui uns anos a genetica vai descobrir até com quem você vai se casar ter filhos e viver +++ muito interessante o site é dez…

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  3. Hum… Muito bom isso, então, deve ser por isso que os clones não vivem a mesma quantidade que seu corpo original, porque o DNA carrega a idade da célula, logo, o clone é orginado de uma celula velha que ja sofreu muita mitose…interessante isso, sabendo-se que, com o avanço da engenharia genética, poderemos alteral alguns genes incusive esse da idade, fazendo assim clones mais duradouros. (não estou falando de humanos,e sim de animais, por exemplo na materia que diz que carne de animais clonados podem ser consumidas.Imaginem vc separar um boi de peso e estrutura excelente, e criar uma inumera quantidade deles… Um pasto com apenas os melhores bois!)

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