Medo da morte torna ateus inconscientemente mais receptivos à religião

Publicado em 4.04.2012

Uma nova pesquisa sugere que quando as pessoas não religiosas pensam na própria morte, elas ficam conscientemente mais céticas quanto às crenças, mas inconscientemente, ficam mais receptivas.

No caso dos religiosos, a pesquisadores da Universidade de Otago descobriram que suas crenças ficam ainda mais fortes, tanto conscientemente quando inconscientemente. Isso pode ajudar a explicar porque a religião é um aspecto tão presente na história humana.

Um dos autores do estudo, Jamin Halberstadt, afirma que esses resultados se encaixam na teoria de que o medo da morte leva as pessoas a defenderem suas próprias visões de mundo, religiosas ou não.

“Entretanto, quando estudamos os efeitos inconscientes, um resultado diferente emergiu. Enquanto os religiosos se mostraram mais ‘crentes’, os ateus ficaram menos confiantes”, afirma.

Para estudar o inconsciente, os autores usaram técnicas que incluíram a velocidade com que os participantes afirmavam ou negavam a existência de Deus e outras entidades religiosas. Após pensar sobre a morte, os ateus foram mais lentos em afirmar suas convicções.

“Isso pode ajudar a explicar porque a religião é uma característica tão persistente em nossa sociedade. O medo da morte é uma experiência humana universal, e as crenças religiosas parecem ter um importante papel psicológico nesse ponto. E como mostramos, as crenças operam tanto conscientemente quando inconscientemente, permitindo que mesmo os ateus tomem vantagem delas”.

Você conhece alguma história relacionada a isso? Um ateu que trocou de opinião ou o contrário? [ScienceDaily]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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125 Comentários

  1. Sou ateu e isso é ridículo dizer que um ateu de verdade teria medo da morte e passaria a acreditar em deus…Provavelmente esta pesquisa teve um dedo de alguma religião ou mesmo os próprios pesquisadores tem para si este conceito e entenderam como queriam a questão…Eu não tenho medo da morte e sim tenho pena de morrer, porque não poderei ver onde a humanidade chegará!!

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  2. O medo da morte criou as religiões
    Os textos críticos sobre religião são motivados pela análise que faço sobre este assunto, uma das causas principais que me motiva é a fé cega e a exploração financeira explicita de boa parte dos seguimentos cristãos. Não seguindo eu nenhuma religião, fico livre de dogmas e preconceitos impostos pelas igrejas, isso me dá a oportunidade de ver as coisas com mais clareza e menos fantasia. Acreditar em coisas abstratas como se fossem reais é no mínimo falta de bom senso.
    Noto que a maioria dos religiosos que estão engajados com muita convicção nas igrejas, da a impressão de estarem exercendo uma fé muito sincera, mas não é. Isso faz parte do egoísmo humano, estas pessoas estão lá com a intenção de após a morte ir para um lugar privilegiado que as igrejas prometem com toda certeza que existe, essa atitude pode ser entendida como toma lá da cá.
    Outro ponto importante, no catolicismo como não há os alardeados milagres de baciadas como em algumas igrejas evangélicas, os católicos costumam usar as famosas promessas, todos sabem, promessas amarram as pessoas deixando-as presas com medo do castigo divino se não as cumprirem ao pé da letra. Muitas promessas não são feitas para curar uma doença, mas sim para evitar que a mesma se manifeste, isso leva as pessoas a se amarrarem cada vês mais como escravas religiosas.
    Como já disse em outros textos, se não houvesse a morte a palavra religião nem faria parte do nosso dicionário, o medo do alem túmulo é que leva as pessoas a buscarem um paliativo para amenizar o medo mórbido da morte. Certeza do que há após o desencarne não existe, pois até hoje ninguém voltou do túmulo para dar seu testemunho.
    A meu ver a verdadeiro caminho o qual deveria ser seguido, levaria a todos nós a sermos essencialmente honestos, trabalhadores, amar o próximo sem nenhum interesse, apagar da alma todo egoísmo, maledicência, vaidade, inveja e o pernicioso egocentrismo. Para as pessoas que não conseguem erradicar estes defeitos citados acima, então é melhor continuar seguindo as religiões tradicionais, embora não leve a lugar nenhum é mais cômodo e menos cansativo. Seguindo as crenças tradicionais, nós conseguimos camuflar os nossos defeitos escondendo-os debaixo do tapete, sendo assim tudo parece caminhar maravilhosamente bem.
    Paulo Luiz Mendonça.

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    • Achei interessante seu comentário, e concordo com tudo que li.

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  3. Christopher Hitchens sobre a morte!
    Ateus medo da morte?

    A vida na “Tumorlândia”

    O grande polemista Christopher Hitchens conta, com a inteligência e a ironia que marcaram a sua obra, como é a vida no mundo novo e muito peculiar no qual são lançadas as pessoas a partir do diagnóstico de um câncer.
    ELIANE BRUM – Jornalista, escritora e documentarista.
    Li o último (e aqui o último tem um sentido maior) livro do britânico Christopher Hitchens durante um voo de Porto Alegre para São Paulo, na semana passada. Quando acabou, a experiência da leitura tinha dado ao voo curto uma extensão inusitada. Sentada na janela, esperando os outros passageiros desembarcarem, eu me sentia de luto por alguém que nunca vi.

    Como disse Graydon Carter, editor da Vanity Fair, revista americana na qual Hitchens travou alguns de seus mais ardorosos embates, a capacidade de produzir a certeza de que ele escrevia diretamente para cada um de nós era um de seus trunfos.
    Em seus artigos, Hitchens ofertava-se por inteiro, com o ímpeto desassombrado e feroz que provocou amores e ódios, fez amigos e inimigos. Sempre parecendo estar muito satisfeito pela chance de enveredar por alguma polêmica cabeluda, ao atacar personagens tão diversos quanto Henry Kissinger e Madre Tereza de Calcutá. Tão destemido para escrever quanto era para beber e fumar.
    Não é diferente neste Últimas palavras (Globo), livro no qual Hitchens espeta seu olhar afiado na convivência com o câncer que acabaria por matá-lo, aos 62 anos, em 15 de dezembro de 2011. Ao desembarcar do avião e do livro, descobri que estava dolorida. Não apenas pelo que ele tinha vivido, não apenas porque ele tinha morrido, mas por uma razão bem egoísta: já não haveria textos de Christopher Hitchens para ler.
    Provocar essa sensação no leitor ao final de um livro no qual narra o fim da própria vida mostra o enorme poder de Christopher Hitchens como escritor. O mais provável, neste tema, seria evocar pena, compaixão e lágrimas. Ou, no caso de seus numerosos opositores, uma sensação de vingança saciada pelo sofrimento ao qual foi submetido – seguido pela morte da qual não pôde escapar.

    Hitchens, porém, não permite nem piedade, nem vingança. Ele termina sua vida por escrito com uma inteligência e uma honestidade intelectual tão luminosas que só conseguimos lamentar nossa orfandade de suas letras.
    Em suas últimas palavras, ele consegue escrever sobre si mesmo com o olhar agudo de quem escreve olhando para um outro – mas sem apartar-se de si. Olha de fora e de dentro – ao mesmo tempo.
    Há quem possa se chocar quando ele trata o câncer, talvez a palavra mais intoxicada de sentidos do nosso tempo, com tanta sem-cerimônia. Mas não é desrespeito pela dor, nem a sua nem a do outro. Pelo contrário. Vale a pena perceber o quanto é importante que alguém possa olhar para o câncer que o consome também com ironia, até mesmo com humor – não porque é uma experiência menor, mas justamente porque é grande. E poucos seriam capazes dessa ousadia além de Christopher Hitchens.

    Nos 19 meses entre o diagnóstico de câncer no esôfago e a sua morte, muitas foram as apostas sobre quantos dias ou semanas ele demoraria antes de capitular e sucumbir à religião – ele, que foi um dos mais dedicados defensores do ateísmo.

    Contra todos os prognósticos, Hitchens morreu sem perder a coerência. Como ele mesmo diz, diante da expectativa explícita de seus adversários: “Imaginar que eu descarte os princípios que sustentei por toda a vida na esperança de conseguir favores no último minuto? Espero e confio que nenhuma pessoa séria ficaria impressionada com tal escolha barata. O deus que iria recompensar covardia e desonestidade e punir dúvida irreconciliável está entre os muitos deuses em que não acredito”.

    Até o fim, um tipo de cristão – mais comum do que todos nós, religiosos e não religiosos, gostaríamos – atacou-o com ódio. Como nesta “contribuição” pinçada por Hitchens na internet, entre tantas: “Quem mais acha que Christopher Hitchens ter câncer de garganta terminal (sic) foi a vingança de Deus por ele usar sua voz para blasfemá-lo? Ateus gostam de ignorar FATOS. Gostam de agir como se tudo fosse uma ‘coincidência’. Verdade? É apenas ‘coincidência’ (que) de todas as partes do seu corpo Christopher Hitchens tenha conseguido um câncer na única parte de seu corpo que usou para blasfemar? Tá, continuem acreditando nisso, ateus. Ele vai se contorcer de agonia e dor e se reduzir a nada, e depois ter uma horrível morte agonizante, e ENTÃO vem a parte realmente divertida, quando ele é mandado para sempre para o FOGO DO INFERNO, para ser torturado e queimado”.

    Hitchens escuta e responde mesmo a estas demonstrações de ódio – para além de qualquer mágoa que pudesse sentir por um outro ser humano desejar-lhe tanta dor pelo simples fato de não compartilhar de suas crenças. Como fará durante todo o livro, ele desnuda cada argumento. A começar por esclarecer o crente vingativo de que blasfemou também com outras partes do seu corpo, não atingidas pelo câncer.
    Entre várias observações, aponta: “Por que não lançar um raio sobre mim, ou algo similarmente assombroso?
    A divindade vingativa tem um arsenal tristemente pobre se a única coisa em que consegue pensar é exatamente o câncer que minha idade e ‘estilo de vida’ sugeriam que eu pudesse ter”.

    Se Hitchens tivesse abdicado de suas convicções no percurso do morrer, nenhum de nós deveria julgá-lo. Do mesmo modo que jamais devemos julgar alguém que tenha delatado seus companheiros durante uma sessão de tortura. A tortura e a doença letal têm causas e implicações diversas, mas compartilham de uma premissa: são dois momentos cuja dimensão e intensidade só são alcançadas por quem os experimenta – e ninguém pode garantir qual será o seu comportamento antes de ter vivido um ou outro. Podemos apenas desejar manter-nos fiéis aos nossos princípios, mas garantir jamais.

    Fico contente, porém, que Hitchens tenha conseguido viver até o fim com tudo o que era. Sua coerência deu vigor a suas últimas palavras. E por causa dela ele tornou-se capaz de escrever sobre a vida no que chamou de “Tumorlândia” – como nomeou o mundo novo e muito peculiar no qual são lançadas as pessoas que descobrem um câncer.
    Importa menos concordar ou discordar de suas ideias – e importa mais a lucidez com que ele tratou o momento possivelmente mais difícil da vida de um homem.
    Suas últimas palavras constituem um ensaio valioso sobre o morrer – de câncer, no Ocidente, no início do século 21.
    Selecionei aqui algumas de suas observações mais provocativas, para nos ajudar a pensar sobre como lidamos com a doença e a morte:

    1 – Manual de etiqueta do câncer
    …, Hitchens começou a pensar na conveniência de um pequeno “Manual de Etiqueta do Câncer”. A obra seria destinada “aos doentes e também aos simpatizantes”.

    Hitchens explica: “Meu manual teria de impor deveres a mim, bem como àqueles que falam demais, ou de menos, na tentativa de disfarçar o inevitável constrangimento nas relações diplomáticas entre Tumorlândia e seus vizinhos”. Ele gostaria de lembrar às pessoas, em geral, que não circulava por aí com um enorme broche de lapela no qual estava escrito: “PERGUNTE-ME SOBRE CÂNCER DE ESÔFAGO EM METÁSTASE NO QUARTO ESTÁGIO E APENAS SOBRE ISSO”.
    No manual, as pessoas seriam orientadas a contar sua história com mais parcimônia, tenha ela um final triste ou feliz, e a permanecer atentas à possibilidade de a plateia não estar interessada. Na posição de “doente de câncer”, ele também se compromete a não desfiar a série de misérias cotidianas que passaram a fazer parte da sua vida diante de um corriqueiro “como vai?”.
    A melhor resposta para esta pergunta tão educada quanto banal não seria discorrer longamente sobre o funcionamento bipolar do seu intestino.
    Para conhecidos e estranhos, ele sugere: “Ainda é cedo para saber”. Para a equipe médica: “Pareço ter um câncer hoje”.
    Hitchens também sugere aos muito, muito íntimos, que não se precipitem na abordagem da morte, dizendo coisas como esta: “Imagino que chegue uma hora em que você precisa considerar que tem de partir”. Ao escutar isso de alguém, ele ficou chocado. Estava pensando nisso, sabia disso, mas preferia ser ele a dizer, e não um outro, por mais próximo que fosse. A estas pessoas, ele diz: “Eu me preocupo em encarar os fatos difíceis, obrigado”.

    2 – Se conselho fosse bom…
    …,Hitchens foi aconselhado, entre outras coisas, a ingerir essência granulada de caroço de pêssego (“ou seria damasco?”), tomar grandes doses de testosterona, abrir seus chacras para adotar um “estado mental receptivo”, adotar dietas macrobióticas e vegetarianas, congelar-se por criogenia.
    Com a ironia habitual, ele apreciou apenas o conselho de uma amiga cheyenne-arapaho, que rabiscou num bilhete algo assim:
    “Todos os meus conhecidos que apelaram para remédios tribais morreram quase que instantaneamente. Se te oferecerem qualquer remédio nativo americano, mova-se o mais rápido possível na direção oposta”.

    3 – Ah, os eufemismos…
    Hitchens aponta a tendência da medicina moderna de usar eufemismos ao lidar com pessoas com câncer, dando destaque para a palavra “desconforto”: “Como estamos indo hoje? Algum desconforto?”. Diz ainda que “uma avenida de eufemismos” foi aberta pela abordagem empresarial: “Já se encontrou com nossa equipe de ‘gestão da dor’?”.
    Sobre os eufemismos, ele afirma: “Assim que você ouve isso da forma errada, pode parecer um eco da prática do torturador de mostrar à vítima os instrumentos que serão usados nela, ou descrever a gama de técnicas e deixar que essas ameaças façam a maior parte do trabalho. (Galileu Galilei teria sido exposto a isso enquanto passava pela pressão gradual que acabou convencendo-o a se retratar)”.
    …Em seu livro, ele diz: “Há práticas médicas e hospitalares cotidianas banais que lembram às pessoas da tortura praticada pelo Estado. (… ) Mesmo a ideia de algumas aplicações malfeitas de água ou gás, com a intenção de hidratar e nebulizar, para combater problemas respiratórios, são mais do que suficientes para me deixar gravemente doente”.

    4 – O Cristo crucificado pode não ser uma visão tranquilizadora

    A exibição de crucifixos na parede dos quartos de hospital tem sua desaprovação, com base no que chama de “associações sadomasoquistas pregressas”.
    Hitchens lembra que os condenados nas guerras religiosas e na Inquisição eram submetidos à visão compulsória da cruz até a morte.
    “Em algumas das pinturas fervorosas dos grandes autos de fé, não excluindo, acho, alguns dos queimados vivos pintados por Goya na Plaza Mayor, vemos a chama e a fumaça se erguendo perto da vítima, e a própria cruz suspensa sinistramente diante de seus olhos fechados.”

    5 – “O que não me mata (NÃO) me fortalece”
    Hitchens discorda da frase famosa, atribuída ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Na sua experiência com o câncer, descobriu que aquilo que não o mata o enfraquece – e a fraqueza em geral é cumulativa e tem um final previsível. A partir dessa constatação, ele passou a refletir sobre a obstinação terapêutica dos médicos ou o que tem sido chamado aqui de “tratamentos fúteis”. E faz observações muito interessantes sobre este, que é um dos dilemas contemporâneos: se o avanço tecnológico assegurou vários benefícios à saúde e ampliou as possibilidades da medicina, teve como efeito colateral o prolongamento doloroso e inútil da vida.
    Entre os exemplos trazidos por ele, há a extraordinária história do filósofo Sidney Hook, que morreu em 1989, mas gostaria de ter morrido antes. Depois de um angiograma ter provocado nele um derrame, numa experiência extremamente dolorosa, ele descobriu-se “na meca médica de Stanford, na Califórnia” e às voltas com o seguinte paradoxo: tinha à disposição um nível de cuidados sem precedentes na história e, ao mesmo tempo, era exposto a um grau de sofrimento que as gerações anteriores poderiam não ser capazes de suportar.
    O filósofo pediu ao médico que suspendesse os mecanismos de sustentação da vida, com base em três argumentos: outro derrame doloroso poderia atingi-lo, obrigando-o a sofrer tudo de novo; sua família estava sendo obrigada a passar por uma experiência infernal; recursos estavam sendo investidos à toa. O médico recusou sua reivindicação, usando a seguinte frase: “Algum dia você perceberá a falta de sentido do seu pedido”. O filósofo cunhou então uma expressão poderosa para explicitar a situação a que a medicina condenava pessoas como ele: viver em “túmulos de colchão”.
    Hitchens descobriu que algumas pessoas tinham não mais o desejo de morrer com dignidade, mas o desejo de já ter morrido.
    Estas são algumas das observações feitas por Christopher Hitchens sobre viver com câncer. Progressivamente, escrever foi se tornando uma conquista arrancada com muita dificuldade dos dias e das dores.
    A certa altura, ele viu sua poderosa voz, com a qual travou debates inesquecíveis, ir minguando, calada à força pelo tumor. Descobriu então – e este é um dos momentos mais belos do livro – que não tinha uma voz, era uma voz. Assim como não possuía um corpo, era um corpo. Do mesmo modo que não somente escrevia, mas era palavra escrita. “Escrever não é a apenas a minha forma de vida e de ganhar a vida, mas minha própria vida. (…) Sinto minha personalidade e minha identidade se dissolvendo enquanto contemplo mãos mortas e a perda das correias de transmissão que me ligam à escrita e ao pensamento.”

    Christopher Hitchens morreu sendo por inteiro, mesmo que literalmente estivesse aos pedaços. A prova é que, como último ato de vida, ele escolheu pensar sobre a morte.

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  4. (Em resposta ao nobre Cesar – 05.04.12): ” …Não fala qual Deus aborrece. O fato é que vai deixar “Alguém” chateado’s!”

    Acredito que muitos ateus são sinceros… Seus questionamentos são razoáveis quando perguntam “Onde está Ele e porque não se manifesta, se é que existe?”

    O que questiono no ateismos é o fato do ateismo não acreditar numa lógica necessária para todo existencialismo! Preferindo acreditar numa tese do “Sem Princípio”.

    Essa atitude Não deixa de ser uma crença Mitológica, Quando Dispoe Acreditar Cegamente num “Ovo Cósmico” dando forma a tudo! E não venham dizer que existe “ruido de fundo” como indicativo de ter havido uma grande explosão… Como que, em uma bela Mágica; dela, cria-se todas as formas de leis e coisas… Incrivelmente Dada ao Caos! Se isso não for questão de fé, então não sei o que é fé! Essa crença vos deixam mais baixo que qualquer religião. Principalmente quando se pergunta – “ O que era antes de tudo isso?”

    Somente Deus pode preencher a lacuna do existêncial ou, esse mundo é tão louco que, observando a fundo os princípios, nada existe e tudo é uma tremenda ilusão.
    Vivo ou morto é a mesmíssima coisa e, pra ser sincero, (nesse último conceito) não acredito nem um pouquinho.

    Lembra-se dos cegos e do elefante? Todos eles tinham opiniões diferentes e, nem por isso o elefante deixou de ser um elefante.

    Independentes de religiões prossigo acreditando que “esse galinheiro tem dono”!

    E, independente do que somos e do que a vida é, o mais importante é o AMOR!
    A humanidade anda muito carente nessa época de grandes conhecimentos. Assim as indiferenças somam e o amor deixa de existir!

    Paz a todos!

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    • “Se isso não for questão de fé, então não sei o que é fé!”
      Mas é claro que não é fé. Fé é basicamente acreditar em algo dogmaticamente sem provas racionais (filosoficamente falando) ou empíricas, sem provas. Algo como um deus (principalmente o cristão) transcendental não preenche esse requisito. Já o Big Bang, temos o tal ruído que vc teve a questão de mencionar. Claro, desde Popper sabemos que a própria metodologia cientifica nos leva a o problema da indução, então não podemos confiar 100% por cento que o Big Bang é verdadeiro. Mas se fosse assim, teríamos que adotar um ceticismo pirrônico e pensar que objetos podem não ser mais atraídos para a terra em algum momento futuro ( ou seja, a gravidade deixar de existir). Por isso, o Big Bang não pode ser comparado com qualquer mitologia, que são isentos de provas racionais ou empíricas, ao menos que usamos uma petição de principio. Escrever que tudo isso é muito incrível é impossivelmente mágico não passa de incredulidade pessoal, algo como “não posso conceber isso”. Tem tanto peso quanto eu escrever: “Deus não pode existir porque não consigo conceber ele criando tudo, é algo muito fantasioso”. Estou refutando algo com isso? Pois é…
      Outro ponto: Vc associa como se ateu=acreditar no Big Bang. Isso é algo falacioso, tanto que conheço ateus que não acreditam no Big Bang. Generalização para facilitar seu espantalho, sabe como é?
      E ser ateu também não é ser necessariamente existencialista…não precisamos de morais últimas transcendentais para cada um dar sentido a vida de cada um. Alias, veja o desafio do Deus malévolo para ver que acreditar em deus pode significar uma vida tão niilista moralmente e existencialmente quanto não acreditar nele. Deus nas lacunas não é a unica solução para preencher a tal lacuna, e talvez a pior.
      Alias tente sair da sua caverna e ler Albert Camus, que mostrou que a vida sera mais bem vivida quanto menos sentido tiver.
      Até lá, pense qual é de fato a filosofia “sem principio” ;D

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    • O bem e o mal.

      O que é o bem e o mal? As respostas sobre isso, vinda de religiosos, logo é enfatizada com muita propriedade. O bem vem de Deus e o mal vem do diabo. Ora que resposta vazia parece conclusão de criança.
      Analisando o bem e o mal vejo o seguinte. No nosso planeta existem os animais, tanto os vertebrados como os invertebrados, para eles não existe nem maldade nem bondade, apenas seguem seus instintos de sobrevivência, se um animal mata o outro é para se alimentar ou quando se vê acuado, ataca para se defender. Por outro lado nós seres humanos somos os verdadeiros criadores tanto do bem como do mal. Se não houvesse nós seres humanos, o planeta terra, seria um lugar perfeitamente equilibrado sem a ira do mal ou o benemérito do bem. Nós é que deturpamos o bom andamento da natureza, estamos aqui somente para destruir este belo planeta azul incrustado neste imenso universo misterioso. Atribuir o mal a um suposto diabo e o bem a um suposto Deus me parece hipocrisia das mais profundas. Devemos ser sinceros e reconhecer que o nosso individualismo, egoísmo, inveja, maledicência, orgulho e muitos outros defeitos morais foram os verdadeiros criadores, tanto da bondade como da maldade.

      Paulo Luiz Mendonça.

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  5. Morrer é apenas deixar de existir. Lembra de você antes de nascer? Não? Bem, é porque você nem existia, é só isso….
    Morrer apenas faz parte do ciclo da vida, só ficar nas lembranças daqueles que ainda estão vivos, e que um dia também deixaram de existir. Sinceramente, nunca entendi muito bem este desejo de vida eterna em outro lugar que as pessoas tem.

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  6. !Ouço ateus orando, dizendo – ” Como podemos acreditar na ciência, se ela está mais perdida que cego em tiroteio?”

    Comenta aí ateus, pq tamanha descrença!

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    • Como disse em meu comentário abaixo não sou ateu, pois não sei se deus existe ou não, e ao contrário dos ateus, isso pouco me importa, não me ofendo com a possibilidade de ele existir, afinal de contas não ganho nada com ele existindo ou não… aliás acho que perco se ele existir, pois isso tudo de religião é muito chato e desinteressante!!! E acho uma virtude sim a ciência “estar perdida” como você falou, ou seja, não deter o pleno conhecimento de tudo no universo, pois essa é a força motriz que a impulsiona e a faz evoluir constantemente: a curiosidade, a sede do conhecimento, a busca pelo novo, o inconformismo com o desconhecido! E se você Jorginho, está mandando essa mensagem através de um computador, no conforto da sua casa, e não batendo duas pedras para fazer fogo dentro de uma caverna, é graças a homens que dedicaram suas vidas a estudar ciência, e não graças à fé de homens religiosos, esses últimos sim, fizeram mais estragos do que benefícios na história humana… lembra da Idade Média? Sei que você vai questionar: e a pólvora, a bomba atômica, as armas químicas e biológicas? Dou uma resposta semelhante à que os religiosos dão quando questionados sobre as atrocidades cometidas em nome de deus: a ciência é apenas uma ferramente, agora se vai ser usada para o bem ou para o mal depende do homem, esse sim um ser que varia entre as mais belas virtudes e os mais torpes defeitos, e tudo o que está entre esses dois extremos. Sem contar que grande parte do que usamos hoje em tecnologia foi desenvolvido primeiramente com fins bélicos. Uma ateu pode descartar deus da sua vida e viver normalmente até a sua morte. Mas se um religioso quiser realmente descartar a ciência da sua vida, vai ter que abrir mão de tudo o que a vida moderna oferece: eletricidade, telefone, computador, carro, tv, água encanada, remédios, cirurgia, vacinas, etc. E aí, vai encarar uma vida paleolítica só com a força da sua fé, orando dentro de uma caverna para não pegar nenhuma doença grave, para conseguir a comida de amanhã, para o tempo não esfriar e nem esquentar muito? Vá em frente, pois eu fico com a fascinante e confortável ciência!!!

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    • Boa jorginho. Os seus comentários são inconfundíveis, a muitos não trocamos uma letra sequer, a realidade é apenas uma só tão perturbados ficam os que não podem crer que provavelmente jamais conseguirão sair do pequeno circulo vicioso, essa perturbação também é bíblica, o livro de salmos deixa muito claro quem e como são essas pessoas ou seja ficarão infinitamente perdidos se não reverterem pois la cita o apelo do servo de Deus para enviar um redemoinho para que se percam, por não desenvolver a fé já que ele nasce com ela e insistentemente a renega, e isso evidencia em em todos os posts que eu vi na defesa ateísta também esta escrito que há um tempo para cada coisa debaixo do céu que Deus executa os seus julgamentos no tempo devido e não no tempo do homem terreno mas no de Deus, estamos na verdade em um tribunal em escala mundial perante os olhos de Deus altíssimo, nunca devemos nos esquecer disso cada coisa no seu tempo. O mais incrível é que culpam a religião por balburdias que o próprio homem até hoje a tenta transformar, tirando dela a sua credibilidade, e culpam por tabela a Deus, como se ele fosse a ferramenta responsável por isso sendo que ele cortou no próprio corpo quando enviou o seu filho e deixou nas mãos do povo ignorante que o condenou há morte no corpo carnal, enviou seu filho como última esperança de resgate do mundo condenado há destruição.

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