Memória facial: pombos reconhecem e diferenciam rostos humanos

Publicado em 4.07.2011

Tem gente que os relaciona apenas com doença, mas pombos podem ser criaturas bem inteligentes. Um estudo mostrou que mesmo animais selvagens, não treinados, podem reconhecer pessoas e não são enganados por uma muda de roupa.

Não é novidade que os pombos tenham capacidades notáveis de percepção. Porém, normalmente estamos falando de pombos de laboratório. Essa é a primeira vez que animais selvagens mostram habilidades semelhantes.

Os pesquisadores demonstraram que pombos que nunca tenham sido capturados ou manipulados podem reconhecer indivíduos, provavelmente usando características faciais.

Em um parque no centro de Paris, dois cientistas alimentaram pombos urbanos não treinados, usando jalecos de cor diferente. Um indivíduo simplesmente ignorou os pombos, permitindo-lhes alimentação, enquanto o outro foi hostil, e os perseguiu espantando-os. Depois, em uma segunda sessão, nenhum dos dois afugentou os pombos.

O experimento, repetido várias vezes, mostrou que os pombos eram capazes de reconhecer os indivíduos e continuavam a evitar o pesquisador que os tinha perseguido mesmo quando ele não fazia mais isso. A troca de jaleco durante os experimentos não confundiu os pombos e eles continuaram a evitar o pesquisador que tinha sido inicialmente hostil.

É muito provável que os pombos reconheceram os pesquisadores por suas faces, uma vez que ambos os indivíduos eram do sexo feminino, de idade semelhante, tamanho e cor da pele iguais.

Curiosamente, os pombos, sem treinamento, espontaneamente utilizaram as características mais relevantes dos indivíduos (provavelmente traços faciais) para reconhecê-los, em vez do jaleco que cobria 90% de seu corpo.

O fato de que os pombos pareciam saber que a cor do jaleco não era uma boa maneira de diferenciar os seres humanos sugere que as aves desenvolveram habilidades de discriminar entre os seres humanos em particular.

Essa habilidade especializada pode ter surgido durante o longo período de associação com os humanos, de domesticação e de muitos anos de vida nas cidades. Outras pesquisas irão se concentrar em identificar como eles aprenderam isso (que os seres humanos muitas vezes mudam de roupa) e como eles começaram a utilizar as características mais estáveis para esse reconhecimento – existe uma base genética para essa capacidade, ou ela é simplesmente ligada à domesticação ou a evolução para um ambiente urbano? Façam suas apostas.[ScienceDaily]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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3 Comentários

  1. Interessante, essa vale a pena comentar. heahae Bichara inteligente. Bom, quem se interessar mais pelo assunto da uma sapeada la no meu site, só clicar no link ai do meu nome.

    Abraço a todos!!!

    Thumb up 0

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