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Eduardo Martins em 28.05.2009 as 22:45 e atualizado em 30.05.2009 as 16:51

sinestesia

De acordo com pesquisadores, somos capazes de ouvir formas, tamanhos e sentir o gosto dos sons. Esta sinestesia influencia nossa percepção e nos ajudas a fazer sentido de uma mistura de sensações. Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, descobriram que as pessoas associam sons em tons mais baixos com objetos maiores e mais redondos.

A sinestesia é uma condição não muito comum. Acredita-se que afeta menos de 1% da população. Pode se dar de diferentes maneiras: algumas pessoas vêem os sons, certos sons invocam cores particulares. Outros experimentam cores quando lêem palavras escritas em texto simples e preto. Mas, de acordo com o professor de psicologia experimental da Universidade Oxford, Charles Spence, todos somos sinestésicos até um ponto.

Ele e o seu co-autor, Cesare Parise, realizaram testes em doze voluntários onde uma imagem aparecia em uma tela e um som era tocado com uma pequena diferença de tempo entre os dois. Haviam dois tipos de sons: um grave e outro em tom agudo e dois tipos de imagens: um ponto preto grande e um pequeno; ou uma forma angular bem arredondada. Os voluntários deviam dizer qual veio antes: a imagem ou o som. Os pontos maiores e as formas mais arredondadas eram relacionadas aos sons de tom mais baixo.

O Professor Spence descobriu que as pessoas são melhores para diferenciar qual dos dois apareceu antes, quando eles não combinam, pois era mais fácil de separá-los. Quando o som e a imagem não combinavam, também parecia mais fácil para os participantes identificarem se o som vinha do lado direito ou esquerdo. O cérebro usa associações sinestésicas para combinar as pistas sensoriais que atinge os receptores ao mesmo tempo.

Uma coisa que os sinestésicos têm em comum é que tons e palavras particulares sempre vão ser relacionados às mesmas cores e sabores. Spence acha que pode usar isso para enriquecer a experiência do sabor. Ele acredita que essa linguagem pode influenciar as papilas gustativas. Juntamente com o chefe renomado mundialmente Hest Blumenthal, ele está tentando combinar diretamente a experiência auditória num prato.

A idéia é que as pessoas façam parte dos experimentos dando a elas dois pratos de comida e dizendo que um deles é “takete”e o outro é “maluma”, mas não dizer qual é qual até que eles tenham comido. [BBC]


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Um comentário »

  1. Adorei ler essa matéria, achava que isso era uma anomalia da qual eu sofresse sozinha…rsrsrsrsrsrs…

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