10 tipos raros e bizarros de alucinações e ilusões

Por , em 14.02.2019

Ilusões e alucinações não são coisas que acontecem só com pessoas com transtornos mentais. Essas duas condições diferentes, que nem sempre envolvem “ver coisas”, podem acontecer com qualquer um. Ilusões e alucinações são tipos de distorções da realidade; enquanto uma ilusão é uma distorção de algo que realmente existe, a alucinação é uma distorção de algo que não é real.

Abaixo, você confere uma lista com 10 ilusões e alucinações bizarras e pouco conhecidas que podem afetar qualquer um de nós, feita pelo site Listverse.

10. Inclinação ambiental

Já pensou em ver o mundo de cabeça para baixo – ou, pelo menos, de um jeito bastante inclinado? É assim que pessoas que passam por essa ilusão se sentem. A inclinação ambiental geralmente é percebida como uma inclinação de 90 graus ou 180 graus, o que significa que a parte de cima dos ambientes pode ir para a direita, a esquerda ou para baixo. Existem outros casos, ainda mais raros, em que a inclinação para cima se torna mais direta ou a rotação é mais incomum, como 30 ou 150 graus.

A maior parte do que você vê é uma ilusão de ótica: estudo

A inclinação ambiental geralmente aparece de repente, e a ilusão pode durar de alguns segundos a cerca de uma hora. Durante esses episódios, as pessoas relatam sentir-se tontas, o que não é surpreendente, considerando o desacordo entre o que estão vendo e o seu senso de equilíbrio.

O texto do Listverse, assinado por Alexander Toftness, relata o caso de uma mulher que relatava ter inclinações muito repentinas em sua visão que duravam cerca de um segundo a cada vez. Em um destes casos, ela perdeu o controle do carro que dirigia temporariamente. Suas inclinações variavam, incluindo casos de 45, 90 e 180 graus. De acordo com seu estudo de caso, as rotações aconteciam no sentido horário quando elas eram lentas o suficiente para ela perceber.

Muitos problemas diferentes podem levar à experiência da inclinação ambiental, incluindo acidentes vasculares cerebrais, enxaquecas e lesões cerebrais traumáticas. Às vezes, essa ilusão é desencadeada por pacientes que simplesmente movem suas cabeças, como uma espécie de super vertigem. Muitos pacientes descobriram que o melhor tratamento era fechar os olhos até que a ordem normal das coisas seja restabelecida.

9. Síndrome de Charles Bonnet

Em 2016, uma mulher de 81 anos desenvolveu alguns problemas incomuns e bastante específicos com sua visão: ela frequentemente alucinava que pombos a visitavam no início da noite. Ela não tinha problemas mentais patológicos e era totalmente sã, mas tinha perda de visão relacionada à idade. Suas alucinações eram inicialmente raras, mas aumentaram para uma ocorrência quase todos os dias com o tempo. Os médicos a diagnosticaram com a síndrome de Charles Bonnet.

Na perda da visão, o olho recebe menos informações do mundo externo e, como resultado, envia menos informações ao cérebro. Mas as células cerebrais estão famintas por informações. Neurônios nos centros visuais do cérebro tentam fazer o seu trabalho de qualquer maneira, mudando a maneira como eles respondem aos sinais de entrada diminuídos. As células podem se tornar mais sensíveis aos sinais de entrada ou gerar seus próprios sinais. Essas mudanças podem levar à Síndrome de Charles Bonnet, na qual uma pessoa alucina imagens em seus pontos cegos.

Em outras palavras, como suas células cerebrais em seus centros visuais não sabem o que está em seus pontos cegos, elas inventam coisas. Esse aumento na atividade cerebral do centro visual, apesar de uma diminuição na entrada visual dos olhos, é chamado de “teoria da desaferentação”. A evidência dessa teoria vem de exames cerebrais que mostram aumento da atividade cerebral nos centros visuais de pessoas com síndrome de Charles Bonnet.

As alucinações associadas à síndrome de Charles Bonnet geralmente duram apenas alguns minutos, mas podem chegar a horas em alguns casos. As imagens geralmente têm partes móveis, são coloridas e geralmente são de pessoas ou padrões geométricos. Essas imagens são quase sempre silenciosas e, enquanto os pacientes relatam sentirem-se confusos com as alucinações, acabam ficando confortáveis ​​com elas, percebendo que não são reais, eventualmente.

8. Cromatopsia

O que nós chamamos de cores são apenas ilusões criadas por nosso cérebro. Tudo o que realmente existe fora da cabeça são diferentes comprimentos de onda de luz, refletindo objetos sem se preocupar com a aparência deles. Cabe a nós transformar essa luz em cores. Um distúrbio comum da cor é o daltonismo, no qual certos comprimentos de onda da luz não podem ser separados. No entanto, há outros distúrbios de cor menos conhecidos e mais bizarros. É o caso da cromatopsia, uma desordem que coloca cor onde ela não existe.

A palavra “cromatopsia” pode aplicar-se a várias distorções específicas, incluindo ilusões e alucinações. No lado da ilusão do espectro está o tipo de cromatopsia frequentemente associada a enxaquecas, nas quais uma pessoa vê mais cores do que realmente existe na cena.

No lado alucinógeno da cromatopsia, as pessoas experimentam ver cores onde elas não pertencem. Em outras palavras, objetos incolores podem, de repente, assumir aparências coloridas, ou o campo de visão de uma pessoa pode mudar para algum tom qualquer. Existem nomes específicos para cada cor que podem permear sua visão em um episódio de cromatopsia alucinatória. A visão azul é chamada de cianopsia, a visão amarela é chamada xantopsia e a visão vermelha é chamada de eritropsia. Há também termos para visão roxa (ianotinopsia) e visão verde (cloropsia), bem como um termo para quando toda a cor desaparece da sua visão, condição chamada de acromatopsia.

As cromatopsias podem ser causadas tanto por condições como a catarata ou serem adquiridas geneticamente.

7. Macropsia e micropsia

A capacidade de dizer o tamanho de algo só de olhar para ela não é tão simples quanto parece. Descobrir o tamanho de alguma coisa requer um processo complicado que considera tanto informações vindas de nossos olhos quanto informações já contidas no cérebro. Essas duas bases de dados funcionam juntos, por exemplo, para ajudar a descobrir o quão alto alguém é baseado em quais outros objetos estão próximos da pessoa. Este processo parece automático – até que ele para de funcionar.

Assista este vídeo e sofra alucinações (por alguns segundos)

Existem duas ilusões que nos fazem confundir o tamanho dos objetos, chamadas de macropsia e micropsia. Respectivamente, Elas nos fazem perceber as coisas como muito grandes ou muito pequenas, respectivamente. Ambas as condições são derivadas de uma síndrome geral chamada Síndrome de Alice no País das Maravilhas – na clássica história infantil de Lewis Carroll, as coisas parecem mudar de tamanho. Na Síndrome de Alice no País das Maravilhas, cerca de 45 por cento das pessoas sofrem de macropsia e cerca de 59 por cento sofrem de micropsia.

Essas ilusões geralmente são temporárias, durando apenas alguns minutos em alguns casos. Muitos casos de macropsia e micropsia ocorrem em crianças que têm dores de cabeça, especialmente enxaquecas.

Segundo um exame de ressonância magnética feito em um garoto de 12 anos que relatava ter vários episódios de macropsia durante o dia, a parte do cérebro responsável pelo processamento da visão fica menos ativa que o normal durante os episódios da ilusão. Embora isso não explique o que especificamente causa as ilusões, mostra que o cérebro se comporta de forma incomum durante os episódios.

6. Síndrome da Cabeça Explosiva

Imagine acordar com um barulho de explosão muito forte dentro da sua cabeça, que o mantém alerta, amedrontado e acordado. É com essa rotina que pessoas que sofrem com a Síndrome da Cabeça Explosiva precisam lidar.

Muitas pessoas com este transtorno têm apenas alguns episódios durante a vida, mas há relatos de alguns pacientes que experimentam vários episódios no curso de uma única noite de sono. Além do som de explosão, algumas pessoas também enxergam flashes de luz ou sentem leves convulsões corporais. O número de pessoas com esse distúrbio não é conhecido, mas é mais comum do que se pensava inicialmente quando foi descoberto.

O barulho em si soa um pouco diferente dependendo da pessoa. As pessoas descreveram como relâmpagos, zumbidos, fogos de artifício, tiros, bipes e outros sons. Embora muitas pessoas com essa condição se preocupem com o fato de os sintomas indicarem algum outro problema mais sério, os pesquisadores desse distúrbio descreveram a condição como inofensiva. Como essa síndrome ainda não é bem compreendida, não há muitos tratamentos conhecidos, e os pesquisadores frequentemente garantem aos pacientes que o distúrbio não os prejudicará, com o intuito de, ao menos, reduzir a ansiedade em relação aos ataques.

5. Alucinações gustativas

Como dito antes, ilusões ou alucinações não são apenas casos em que as pessoas “vêem” coisas. Elas podem afetar outros sentidos, até mesmo os mais inesperados, como é o caso do paladar. Imaginar gostos não é algo tão difícil de se fazer quando lembramos de um sabor familiar, mas é uma situação diferente quando uma pessoa alucina um gosto em sua boca sem que possa controlar. Esses sabores alucinados são chamados de alucinações gustativas.

Infelizmente, a maioria dos casos de alucinações gustativas traz às pessoas gostos desagradáveis, incluindo maçãs podres, cigarros velhos, ferro enferrujado ou sabores simplesmente descritos como amargos ou desagradáveis. Relatos de gostos agradáveis ​​são bastante raros, mas existem descrições de gostos geralmente doces ou de alimentos específicos, como amendoim ou alho. Alguns dos sabores alucinados mais incomuns relatados incluem esperma, carvão e clorofórmio.

Todos alucinamos, mas de maneiras diferentes

Uma pessoa pode ter uma alucinação relacionada a qualquer um dos sentidos, incluindo os cinco principais: visão, audição, olfato, tato e paladar. Destas, as alucinações do paladar são as mais raras.

A esquizofrenia é frequentemente associada a alucinações e, para os esquizofrênicos, as alucinações gustativas ocupam um último lugar distante quando comparadas com alucinações experimentadas pelos outros sentidos. Não se sabe por que essas alucinações são mais raras do que outras alucinações sensoriais, mas os pesquisadores descobriram que os diferentes tipos de alucinações sensoriais estão correlacionados. Portanto, se você tem um tipo de alucinação, é mais provável que você tenha outro tipo também.

4. Olfatismos e sinestesia entre cor e odor

Existem grupos de pessoas que experimentam estranhas percepções mistas do mundo graças a uma condição chamada sinestesia. Pessoas que têm experiências sinestésicas experimentam percepções que não estão ligadas entre si, como palavras e gostos ou letras e cores.

Uma das experiências mais raras de sinestesia é às vezes chamada de olfatismo, na qual um cheiro alucinado é desencadeado por alguma outra sensação que uma pessoa recebe. É como se, por exemplo, cada vez que você ouvisse a palavra “prédio”, você sentisse o cheiro de ovos podres.

Existem vários tipos de olfatismos. Eles podem ser acionados pela visão de certas luzes, o toque de diferentes texturas e até mudanças de temperatura.

No entanto, a alucinação geralmente funciona na direção oposta: é o cheiro que desencadeia a alucinação, em vez de ser objeto dela. Um tipo de sinestesia é uma em que os odores causam a visão de cores. Isso é chamado de sinestesia entre cor e odor. Os cheiros e as cores são frequentemente ligados uns aos outros, o que significa que a pessoa vê uma cor específica quando sente um cheiro específico, mas essas associações às vezes mudam com o tempo. Curiosamente, as pessoas com essa condição são superiores tanto no reconhecimento de cores quanto na distinção de cheiros em comparação com a pessoas “normais”.

Pessoas com este tipo específico de sinestesia podem ver cores intensas ao sentir cheiros específicos. Alguns dos odores relatados para desencadear cores fortes incluem animais, alimentos e produtos químicos domésticos. As associações entre os odores e as cores percebidas não têm uma lógica definida. Por exemplo, sentir o cheiro de banana pode levar a uma percepção vívida de rosa, em vez de amarelo, como era de se esperar.

3. Halitose alucinatória

Halitose significa “mau hálito”. Muitas pessoas não sabem que têm este problema – até que alguém avise, mas muitas sabem, e passam a tentar aliviar o mau hálito de todas as formas, através de balas, chicletes ou mesmo tratamentos médicos. Mas, às vezes, uma pessoa pode perceber que ela tem mau hálito quando, na verdade, o cheiro está apenas dentro da sua cabeça. Há pessoas que acreditam fortemente que seu hálito é ruim e que isso perturba as suas vidas. Esta condição é chamada de halitose alucinatória ou, às vezes, halitose delirante. Esses nomes para o distúrbio parecem intercambiáveis, mas há uma pequena diferença.

Na halitose alucinatória, é necessário que o doente realmente sinta o mau cheiro que não existe; na halitose delirante, o doente não precisa relatar ter cheirado este suposto mau cheiro. Às vezes não é muito claro qual termo se aplica melhor à situação, porque o paciente é o único que é capaz de relatar a possível alucinação.

Muitas pessoas com esta condição procuram tratamento médico para melhorar o cheiro da sua respiração. Na verdade, algumas pessoas com esse transtorno se tornam tão obcecadas em encontrar uma cura para o mau hálito inexistente que procuram incessantemente por especialistas médicos para corrigir o problema. Dentistas ou outros médicos não podem ajudar, é claro, porque não há cheiro para eles consertarem – somente um psiquiatra poderia ser de alguma ajuda.

2. Experiências Religiosas Ictal e Postictal

Não é de se surpreender que algumas alucinações tenham influência religiosa. Mas o que pode surpreender é que existem pessoas que experimentam alucinações religiosas devido a ataques epilépticos. Estes indivíduos têm sentimentos estranhos de religiosidade, misticismo ou espiritualidade enquanto estão passando por um ataque ou depois de um. Este distúrbio é geralmente associado a crises parciais do lobo temporal do cérebro.

Essa experiência varia dependendo da pessoa, mas ela é frequentemente descrita como um sentimento de conexão com o universo. Essas convulsões estão intimamente relacionadas com o tipo que causa sentimentos de alegria ou prazer. As próprias experiências místicas podem envolver alucinações sensoriais, como ouvir vozes que se acredita serem divinas, ver figuras religiosas ou sentir uma “presença”.

Quando os sentimentos espirituais ocorrem durante o episódio epiléptico em si, são chamados de experiências religiosas ictal. Essas experiências ictais geralmente duram alguns segundos ou minutos. Já as experiências religiosas pós-ictais, que ocorrem após um episódio epiléptico, podem durar muito mais, como horas ou dias. Essas experiências religiosas pós-ataques são até mesmo responsáveis ​​por converter pessoas para alguma religião, devido à sua intensidade.

1. Partes extras do corpo

Todos nós já imaginamos como deve ser a sensação de ter asas, cauda ou membros a mais, como acontece com muitos personagens fictícios. Para algumas pessoas, isso não fica apenas na imaginação. Partes do corpo fantasmas supranumerárias são o resultado de uma desordem incomum em que uma pessoa tem uma alucinação da consciência e sente partes adicionais do corpo que na verdade não existem. Comumente, essas partes do corpo são mãos ou pés, mas também podem ser outras, como olhos ou cabeças inteiras.

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Nosso cérebro é responsável por interpretar informações sensoriais que recebe do corpo, como quando algo toca em nós ou quando vemos e ouvimos o mundo ao nosso redor. Ele também é responsável pelo envio de informações, como dizer à mão para que se mova ou pegue um objeto. O que o cérebro faz com essas informações entrando e saindo é atribuí-las a um lugar do corpo, para que possamos determinar onde fomos tocados ou qual parte do corpo está se movendo. Mas às vezes, muitas vezes devido a danos cerebrais, o cérebro fica confuso e cria categorias de partes do corpo que na verdade não existem.

Alguém com partes fantasmagóricas supranumerárias do corpo pode realmente sentir aquelas partes imaginárias do corpo sendo tocadas e em movimento, semelhante à maneira como sentimos nossos membros reais.

As pessoas com esse transtorno não acreditam de fato que têm partes extras do corpo; elas apenas sentem como se as tivessem. Se uma pessoa realmente acredita que tem partes extras do corpo, ela possui uma condição diferente, chamada reduplicação delirante de partes do corpo. Algumas pessoas com esse distúrbio relatam ser capazes de sentir objetos com seus membros fantasmas em estranhas alucinações de toque, e alguns também alucinam a capacidade de ver essas partes fantasmas do corpo. [Listverse]

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