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Por que as pessoas idosas “caducam”?

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Por em 9.09.2010 as 21:36

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Se você, do mesmo modo que tantas pessoas, cresceu ouvindo a história de que é necessário sempre manter seu cérebro trabalhando para não caducar na velhice, temos uma notícia que pode não parecer tão boa: estudos de um centro médico em Chicago indicam que o aprendizado constante na terceira idade realmente adia qualquer disfunção mental, mas que nesse caso ela poderá vir com maior força, se acontecer.

É claro que os médicos não estão dizendo a você, aposentado, que não faça seu cérebro se exercitar com palavras cruzadas, xadrez e literatura, por exemplo. Estas práticas sempre foram consideradas saudáveis e continuam sendo. O que os psicólogos querem dizer é que existe um limite: não sobrecarregue o seu cérebro na vida idosa, porque há um declínio natural de capacidade, e cria-se um limite, querendo ou não. Além disso, chega certa idade (variável para cada pessoa) em que já não se pode mais conter a perda parcial de lucidez, não importa o que se faça.

O estudo conduzido pelos pesquisadores de Chicago durou 12 anos. Foram recrutados 1.157 idosos, com idade igual ou superior a 65 anos, todos mentalmente saudáveis. O primeiro procedimento foi preencher um questionário em que cada um deveria apontar, em uma escala de 5 pontos (em que 5 significa “pratica diariamente” enquanto 1 equivale a “uma vez por ano ou menos”), com que frequência praticavam cada uma das sete atividades estimulantes ao cérebro: ver TV, ouvir rádio, jogar cartas e palavras cruzadas, ler jornais, ler livros, ler revistas ir a museus.

Durante a primeira metade do estudo (seis anos), os pesquisadores determinaram o número de indivíduos que tinham contraído problemas cognitivos suaves (como o Alzheimer, que é uma disfunção de memória) ou nenhum problema. Nos seis anos seguintes, passaram a fazer comparações com o período anterior, e chegaram ao seguinte resultado: aqueles que foram considerados sãos nos primeiros 6 anos tiveram uma redução de 52% na frequência das sete atividades cognitivas, do começo para o fim do estudo. Os que foram diagnosticados com Alzheimer, por sua vez, aumentaram essa taxa de atividades em 42%. Ou seja: os menos saudáveis mentalmente se exercitaram mais.

Na verdade, como explica um dos pesquisadores, a pessoa com um estilo de vida ativo cognitivamente tem doença mental mais grave quando esta é diagnosticada pela primeira vez, e ela deteriora mais rápido do que naqueles que a tiveram antes.

Mas os médicos afirmam que tais atividades, principalmente as que envolvem leitura, retardam a nossa decadência mental inevitável, de qualquer jeito. Assim, baseando-se por esta pesquisa, fica uma escolha ao chegar aos 60: exercitar o cérebro ao máximo para ter maior risco de uma disfunção acelerada, digamos, aos 90, ou não exercitar, ter uma disfunção leve, mas já aos 75 anos. O que sobra são as opções de exercício mental para ajudar a prorrogar o declínio normal que a natureza impõe. [Live Science]

9 comentários

  1. Willian /

    Concordo com o Jocafe, podemos tirar um exemplo de Oscar Niemeyer. Dia 15 de Dezembro ele completa 103 anos, é muito lúcido e ainda está trabalhando.

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  2. Everton Carlos da Costa Cardoso /

    Está provado cientificamente que a leitura faz com que as ligações entre os neurônios (sinapses) melhorem significativamente, melhorando assim, o funcionamento do cérebro.

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  3. empresionante a maioria dos politicos do Brasil tem acima de 65 anos , mas sabem muito bem como ganhar dinheiro facil porque estaõ todos MALUCOS

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  4. Reynaldo Andrade /

    È evidente que pessoas que caducam, é porque não se educam, mas como é isto? Pessoas que ao longo da vida não se preparavam mentalmente para a terceira idade, tiveram atividade atribuladas ou falta de interagir com a realidade de sua época, falta de integração com a própria familia, ou seja á não união e diálogo com os filhos, esposa , marido e etc… calsando desgosto no âmbito familiar, no trabalho econsigo próprio, incapacidade de êxito na vida, tudo isto causa á caduquice, o melhor remédio é a serenidade ao lumiar da idade, e vida saudavél, e é lógico com um pouco de dinheiro né, sem ele não se faz nada.

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  5. Augusto /

    O meu pai infelizmente foi diagnosticado com Alzheimer. Antes apenas via referências na tv e nunca atribuia grande interesse, mas é impressionante como essa doença deixa o ser humano em condições degradantes!

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  6. miguel angelo lopes /

    é infelimente existe fatos que são realmente inrecuperáveis, para todos os seres vivos.
    mas devemos lembra que a natureza é muito sabia

    atte: miguel angelo lopes sp

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  7. Yuicki /

    Bom, vamos lá… a princípio não é só exercitar o cérebro, tem-se que exercitar o corpo e principalmente manter a saúde em dia, principalmente na parte intestinal. No cólom existem 3 culturas distintas de bactérias necessárias para a síntese de alimentos e enzimas necessárias para o funcionamento do corpo e do cérebro… Se um dessas colônias diminui exponencialmente a pessoa “pira” simplesmente. Em alguns casos de alzheimer, remédios para desintoxicação de drogas fazem com que os pacientes voltem a lucidez… Estranhíssimo, não?!

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  8. Jocafe /

    Pelo que entendi todos os gênios da humanidade que atingiram a velhice ficaram caducos,e os idiotas morreram como tal
    O artigo preconisa que o nosso destino ao atingirmos a velhice sera a senilidade.
    Discordo plenamente baseado na vida de genios da humanidade que apesar da velhice morreram concios e ativos.
    O exercicio constante da memória funciona como um
    lubrificante mental e não o contrário.
    O pior castigo para um idoso seria a vida em frente a um televisor ou jogando damas com outros desocupados no calçadão.
    Digo isso com conhecimento de causa pois tenho 65 anos e nunca aceitarei a recomendação deste artigo.

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  9. Além dos “Cérebros novos” possuírem uma plasticidade maior para aprender coisas novas.
    Após os 27 anos, (assim como acontece com os Óvulos das mulheres), tanto a capacidade mental plena física como a “memória de curto prazo” e a “capacidade cognitiva” dos humanos começa declinar. Uma pesquisa feita pela Universidade de Virgínia descobriu que aprender coisas novas, ou usar habilidades que exige conhecimentos “cumulativos”, retarda o envelhecimento mental; faz com que os neurônios restantes realizem conexões entre si; compensa parte dos neurônios destruídos pelo envelhecimento; faz com que o idoso adquirira o que chamamos de “Sabedoria” ou habilidade para administrar os conflitos humanos.
    Á medida que os neurônios nunca usados do cérebro idoso vão morrendo, os neurônios restantes e em uso, tendem a se juntar. Isso faz com que na velhice o cérebro dos idosos compense ter perdido bilhões de neurônios.

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