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Seus micróbios intestinais são o que você come

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Por em 20.05.2011 as 20:21

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Uma nova pesquisa afirma que o que um mamífero come parece determinar as espécies de micróbios que vivem em seu intestino e que trabalhos eles realizam. O estudo fui publicado na revista Science.

Segundo os pesquisadores, os nutrientes dentro da carne ou vegetais previsivelmente influenciam as diferentes comunidades de bactérias benéficas que habitam as espécies.

No estudo, os pesquisadores recolheram micróbios das fezes de 33 espécies de mamíferos e observaram os genes desses micróbios. De 1.500 pedaços de genes que pareciam codificar enzimas, 495 estavam associados com os micróbios que pertencem a herbívoros, como uma gazela, ou carnívoros, como o leão.

Os micróbios de herbívoros e carnívoros não só são diferentes, como também parecem ter trabalhos diferentes determinados pela dieta.

Segundo os cientistas, micróbios carnívoros carregam genes aparentemente adequados para quebrar os aminoácidos abundantes nas dietas de seus hospedeiros. As bactérias de herbívoros, por outro lado, parecem ser melhores em criar novos aminoácidos a partir do zero.

Os padrões parecem fazer sentido, dada a dieta rica em proteínas do leão e a dieta pobre em proteína das gazelas (os micróbios precisam fazer os aminoácidos que necessitam para viver).

As proteínas e outros nutrientes também têm influência sobre as bactérias do intestino de qualquer espécie. Em um estudo separado, os mesmos cientistas usaram 10 espécies de bactérias intestinais de humanos e as colocaram em camundongos. Quando eles fizeram os ajustes na dieta dos ratos, puderam prever 60% das alterações dos micróbios.

Segundo os pesquisadores, essas descobertas podem ajudar a fornecer ferramentas para melhorar a saúde humana. Num momento em que a nutrição representa um problema de saúde mundial, fazer recomendações adequadas e úteis sobre o que as pessoas devem comer é importante.

Os pesquisadores terão que aprender mais detalhes antes de transformar os resultados sobre as comunidades bacterianas em aplicações clínicas.[ScienceNews]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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One comment

  1. Ezio Jose /

    Muito interessante a matéria já que a pesquisa está em andamento. É triste saber que quando os resultados não favorecerem certos segmentos da sociedade que são alienadas das industrias e das mídias manipuláveis de costumes e hábitos, tenhamos que ler o contraditório que aparecerá em primeiro plano.
    Estamos acostumados a ler e ouvir proibições disso ou daquilo afirmando fazerem mal. Por trás disto não está nem o pecuarista nem o hortifrutigranjeiro. Estão os laboratórios que desejam os debilitados para poder venderem seus complementos nutritivos e/ou outros remédios para corrigirem osproblemas que surgem com as alimentações determinadas.

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