Estas 10 descobertas científicas seriam fantásticas se fossem verdade

Por , em 10.05.2015

A ciência é impressionante, não há dúvida. Mas, para cada descoberta incrível revisada por outros cientistas, há muitas mais rejeitadas. Algumas dessas, apesar de terem sido provadas falsas, poderiam ter tornado nossa vida ainda mais legal. Como…

10. Café lhe dá a capacidade de ver pessoas mortas

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Em 2009, o tabloide The Daily Express do Reino Unido publicou um artigo dizendo que cientistas descobriram que “muito café podia fazer as pessoas alucinarem e sentirem os mortos”. Ao beber menos de sete xícaras por dia, era possível colocar-se em um estado alucinatório em que você poderia entrar em contato com parentes falecidos. Enquanto esse jornal focou no aspecto sobrenatural do estudo, outros veículos de informação mais respeitados também divulgaram o estudo, se atendo a capacidade do café de lhe colocar em uma viagem estilo LSD. Mesmo a BBC fez uma matéria sobre a bebida tornar as pessoas três vezes mais propensas a sofrer alucinações. Problema? Os dados acabaram por ser falsos. A definição de “alucinação” dos pesquisadores incluía coisas muito comuns, como ter pensamentos alheios enquanto tenta se concentrar no trabalho, por exemplo. Os donos da teoria também não explicavam a parte do “três vezes mais probabilidade”, e o artigo não tinha sido revisado por outros cientistas.

9. Fazer sexo oral em homens deixa as mulheres mais felizes

Senior woman at a party
Em 2012, uma pesquisa com 293 mulheres aparentemente revelou que o sêmen tinha qualidades antidepressivas, coisa que sites de notícias sensacionalistas relataram sob a manchete “fazer sexo oral deixa as mulheres mais felizes”. Embora o estudo não tenha se concentrado no sexo oral, uma conclusão desse tipo parecia viável. Só que não. Passaram-se minutos até que outros artigos começaram a aparecer, desmascarando essa ideia totalmente. O estudo em questão tinha analisado relações sexuais desprotegidas, em vez de sexo oral. Enquanto as mulheres que tiveram relações sexuais desprotegidas pareciam ligeiramente mais felizes do que aquelas que não faziam, havia muitas outras interpretações que não dependiam do sêmen ser uma droga da alegria para as damas. Mais importante ainda, o próprio médico que realizou o estudo original chamou os resultados de “em grande parte correlacionais”, e disse que seriam necessárias pesquisas adicionais que manipulassem a quantidade de sêmen a que uma mulher era exposta durante o sexo para chegar a uma conclusão razoável (algo, diga-se de passagem, eticamente impossível). Seria maravilhoso para os homens pensarem que o segredo da felicidade está em seu órgão sexual, mas infelizmente a ciência discorda.

8. Comer chocolate pode te fazer ganhar um prêmio Nobel

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Todo mundo adora chocolate, e todo mundo adora a ideia de tornar-se importante com zero esforço. Em 2012, essas duas coisas se uniram em um estudo científico que alegou que o consumo per capita de chocolate estava diretamente ligado ao número de ganhadores do Prêmio Nobel que um país produzia. Era uma ideia tão tentadora que muitos sites de notícias publicaram a história com manchetes como “Comer chocolate pode ser a chave para ganhar o Prêmio Nobel da Paz?”. Muitos até alegaram que o alimento aumentava o poder do cérebro. Infelizmente, a pesquisa original não reivindicava nada disso. Seu autor foi claro ao dizer que os dados não provavam que o chocolate causava um intelecto superior. Mesmo com essas ressalvas, o estudo bombou. Para acabar com a discussão, a revista Scientific American publicou uma desconstrução do artigo, concluindo que ele era uma paródia ou simplesmente um dos menos científicos que já tinham visto. Além de ignorar outras correlações possíveis, a pesquisa tinha usado dois conjuntos de dados que simplesmente não correspondiam.

7. Crianças dos Balcãs têm superpoderes magnéticos

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De todos os universos possíveis de filmes, o X-Men é um dos mais legais. Então, não é nenhuma surpresa que a imprensa deu o maior destaque quando dois meninos dos Balcãs foram descobertos em 2011 com poderes estilo Magneto. Um menino na Sérvia dizia poder segurar talheres de metal em seu peito, enquanto outro na Croácia podia atrair objetos metálicos e ainda tinha poderes de cura estilo Wolverine. Por um segundo, parecia que o mundo super-herói era possível. Só por um segundo mesmo. Poucos dias depois, os cientistas apontaram as falhas óbvias dessas aclamações. A principal foi o fato de que os dois rapazes tinham que se inclinar ligeiramente para trás para se certificar de que o metal continuasse ligado a eles, algo que claramente não seria necessário se eles fossem mesmo magnéticos. Em vez disso, os cientistas concluíram que os “poderes” das crianças eram provavelmente o resultado de sua pele ser mais gordurosa e pegajosa do que o normal. Quanto à cura Wolverine, a revista Discover alegou que se devia apenas ao fato de que crianças cicatrizam tecido muito mais rápido do que adultos.

6. Neutrinos podem viajar mais rápido que a luz

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Nem todas as teorias científicas desbancadas vêm de charlatães ou de mídias sensacionalistas. Em 2011, pesquisadores do laboratório OPERA da Itália pareciam ter descoberto o impossível. Depois de medir a velocidade de neutrinos chegando do CERN, na Suíça, eles calcularam que as partículas tinham viajado mais rápido que a luz. As consequências eram alucinantes. Além de provar que Einstein estava errado, neutrinos mais rápidos do que a luz significariam que a viagem no tempo era fisicamente possível. Toda a física do século 20 seria reescrita. Teria sido o momento mais emocionante para se estar vivo na história da ciência. Infelizmente para aqueles que já sonhavam com Deloreans para passar as férias no passado ou no futuro, os resultados foram considerados falsos mais tarde; eles se deveram a falhas técnicas, como um cabo solto.

5. Fast Food pode acabar com a obesidade

Businesswoman eating hamburger at desk in office
O sonho da maioria das pessoas é comer o que quiser sem engordar. Então, quando a revista The Atlantic publicou um artigo científico do ex-professor de estatística David H. Freedman intitulado “Como junk food pode acabar com a obesidade”, o mundo prestou atenção. Freedman argumentava que muitos alimentos não processados eram menos saudáveis do que alimentos processados, e que as pessoas podiam levar uma vida saudável magra comendo o que chamamos hoje de “porcarias”. Não demorou até que outro artigo, escrito por Paul Raeburn, acabasse com a teoria de Freedman. Ao que parece, o estatístico ativamente escolheu os dados que queria usar no seu artigo, usando apenas os exemplos de alimentos com maior teor calórico , destacando os poucos aspectos saudáveis de alimentos processados, e ignorando as montanhas de evidências mostrando que vegetais, grãos integrais, frutas e soja são bons para a saúde. Seria impressionante viver em um mundo onde 20 Big Macs por dia te deixam magro, mas infelizmente não é este.

4. Leitura ajuda a perder peso

Young boy reading a book
O problema com a perda de peso é que exercício e dieta são coisas difíceis de se fazer, de forma que amamos qualquer coisa que pareça mais simples, como os resultados de um estudo de 2008 que declarava que crianças obesas podiam perder peso lendo romances. Embora as manchetes sugerissem que qualquer romance serviria, na realidade o estudo tinha analisado apenas os resultados de crianças que leram um livro com uma mensagem positiva relacionada à perda de peso. Os pesquisadores deram a um grupo de crianças em um acampamento de saúde um livro sobre uma menina acima do peso que eventualmente emagrecia e fazia alguns amigos. Eles descobriram que as crianças que leram a história tiveram uma diminuição de IMC 1% maior do que as que não leram a história. Mesmo estes resultados parcos foram rapidamente contestados. A revista Discover disse que a correlação era fraca na melhor das hipóteses, e disse que muitas variáveis não foram levadas em conta. Longe de ser uma prova da eficácia da leitura em ajudar as crianças a perder peso, simplesmente foi um estudo vagamente sugestivo tomado fora de proporção.

3. Bretões antigos tinham GPS

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A ideia de civilizações antigas terem desenvolvido tecnologia que achamos futurista é impressionante – o que às vezes leva a algumas conclusões equivocadas, como em 2010, quando jornais publicaram a investigação de Tom Brooks, que parecia mostrar que antigos bretões tinham sua própria forma de GPS. Ao demarcar as localizações dos monumentos pré-históricos de todo o país em um mapa, Brooks descobriu que eles formavam uma grade de triângulos isósceles. Será que antigos bretões descobriram a geometria dois milênios antes dos gregos? Infelizmente, a ciência rapidamente respondeu essa questão, e a resposta foi “não”. O matemático Matt Parker, da Universidade de Londres, aplicou as exatas mesmas técnicas de Brooks para o local de lojas Woolworths na Grã-Bretanha e provou que a interpretação seletiva poderia fazer essas lojas se alinharem no exato mesmo padrão que o GPS pré-histórico de Brooks.

2. “Fórmula mágica” pode ajudar a crescer de volta um dedo

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Um “pó especial” que permite que os seres humanos regenerem partes do corpo é um dos sonhos da medicina. Em 2008, isso parecia quase ao nosso alcance. Um homem de Ohio, nos EUA, aparentemente havia conseguido crescer de volta a ponta do seu dedo cortado usando uma fórmula que continha coisas como bexiga de porco. A mídia amou a história, pensando que esse seria o início da revolução da medicina. No entanto, quando os cientistas quiseram analisar o processo de perto, perceberam que era bobagem. O pouco de dedo que o homem havia perdido não incluía articulação, leito ungueal ou qualquer coisa que não voltaria a crescer por conta própria. Além disso, o ingrediente-chave na fórmula da bexiga de porco era aparentemente uma “matriz extracelular”, algo que pode ser encontrado em cada coisa viva na Terra.

1. Supercivilizações alienígenas estão colonizando galáxias inteiras

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Em 1960, o físico Freeman Dyson surgiu com uma maneira plausível de detectar civilizações alienígenas. Segundo ele, o avanço tecnológico de qualquer civilização seria limitado pela necessidade de energia. Assim, aliens inteligentes acabariam por aproveitar o poder de suas próprias estrelas, ou até mesmo de galáxias inteiras. Para fazer isso, eles teriam que “trancar” estrelas individuais em uma megaestrutura cósmica gigantesca, chamada de “esfera de Dyson”, algo que teria efeitos visíveis a partir de milhões de quilômetros de distância. Só precisávamos encontrar evidências dessas esferas para provar que alienígenas existiam. Essa é uma teoria impressionante, mas, infelizmente, um estudo publicado em abril de 2015 acha que não é verdadeira. Os cientistas analisaram as cem mil galáxias mais próximas à nossa e não encontraram nenhuma evidência dessas esferas. Aliás, qualquer império galáctico deixaria vestígios de energia que o estudo teria pego, mesmo que não usassem as estruturas previstas por Dyson. Com o universo beirando os 14 bilhões de anos de idade, uma civilização alien avançada já deveria ter surgido – então, parece que estamos sozinhos. Confesso: esse item ainda não foi totalmente desbancado, afinal, o universo é um lugar imenso, mas, ao que tudo indica, nenhuma civilização avançada parece viver perto de nós. E, se já viveu, certamente não encontrou um jeito sustentável de aproveitar energia. [Listverse]

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