Por que vestimos animais como gente?

Por , em 10.03.2010

Quantas vezes você teve que ver as fotos do chiuaua da sua tia vestido com roupinhas de gente? Uniformes de policial, vestidos, fantasias? Agora você pode finalmente entender porque vestimos animais como gente.

Segundo psicólogos, sabemos o que nos torna um ser humano nos termos biológicos, mas psicologicamente, ficamos confusos. De acordo com uma pesquisa recente, não atribuímos características humanas somente por que alguma coisa age como uma pessoa, mas para nos sentirmos em controle do ambiente que nos cerca.

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Por anos, especialistas estudaram o que é conhecido como antropomorfismo: será que é certo achar que o pintscher de sua tia tem mais qualidades humanas do que um outro bichinho qualquer ou, até mesmo, do que a torradeira?

O estudo pedia que voluntários descrevessem objetos com qualidades humanas e que outros voluntários falassem dos mesmos objetos com características específicas e frias. Depois uma análise foi observado que aqueles que descreviam o objeto como “humano” o entediam melhor do que aquelas que faziam uma descrição superficial.

Daí a conclusão que o antropomorfismo acontece para que tenhamos uma maior compreensão do mundo que nos cerca.

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A solidão é outra causa do antropomorfismo. Temos a necessidade de nos conectar com outros humanos. Quando isso não acontece formamos conexões com não-humanos mesmo, sejam animais (como aquelas pessoas que chamam seus animais de filhos) ou a TV. Infelizmente o oposto também é verdadeiro. Quando as pessoas têm muitas conexões com os próprios humanos elas tendem a “desumanizar” animais e não tratá-los tão bem. [LiveScience]

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8 comentários

  • mylle:

    Boa pergunta! O ser humano tem uma necessidade absurda e desnecessaria de “vestir” animais de estimação como se fossem humanos…como se eles precisassem disso…

  • Rodrigo:

    Antropomorfizar divindade seria chover no molhado. Divindade é antropomorfizada por definição.

  • Marcelo M.:

    Faço minhas as palavras do Deep!
    Abraço a todos!

  • Marcio Rony:

    É lamentável, que artigo fraco, meu Deus, não disse nada… Não falou de valoração, comparou um cão a uma torradeira, não sabe que os animais tem afetos, afecções e desenvolvem doenças mentais e sociopáticas…

  • Ju:

    Rodrigo, FATO. Faço minhas suas palavras. É incrível a necessidade que o ser humano solitário tem de imaginar que há alguém “observando” e “cuidando” dele 24/7.

  • Deep:

    Pensei exatamente nisso Rodrigo!
    Entretanto, não vejo como projeção nossa.
    Entendo – até pela proposta da pesquisa – que nós humanos, precisamos “trazer” para a nossa faixa cognitiva, afim de melhor compreendê-los, os mais diversos fenômenos, ocorrência, animais, eventos ou objetos.
    Assim, qdo antropomorfizamos uma divindade (ou várias, ou fenômeno, ocorrência, animais, eventos e objetos) o fato não é exatamente a sua inexistência, mas nossa incapacidade de compreendê-la, a menos q sejamos capazes de atribuir-lhes características humanas.

    Atribuindo essas características nossa imaginação pode perscrutar as coisas de modo mais profundo.

    Talvez isso ocorra pq “narciso acha feio oq não é espelho”.

  • Rodrigo:

    Faltou completar: exatamente o mesmo motivo que nos faz projetar uma entidade (ou várias) com todas as características humanas – consciência, inteligência, sentimento, desígnios – com o nome de “deus” puxando as cordinhas de todo o universo.

  • gabi2919:

    Cara, pq o chiuaua é sempre o mais vestido? Ele é o mais compativel? E os poddles? Coitados, eles só usam um lacinho na cabeça!

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