4 maneiras que a natureza te obriga a cuidar de bebês

Por , em 22.09.2015

Um filhote de cavalo pode andar assim que o saco embrionário tem uma chance de secar. Um canguru recém-nascido pode fazer subidas verticais na bolsa de sua mãe sem patas traseiras. Um bebê humano é… inútil.

Nossos bebês simplesmente não estão preparados para o mundo quando chegam. Se quisermos sobreviver e não ser extintos, temos que cuidar dessas bolas de pele por um bom tempo.

Somos de fato uma espécie altamente inteligente que pode ver a importância da propagação, mas isso não significa que não haja momentos em que a névoa de afeto limpa dos olhos de um pai e ele ou ela fique tentado a jogar tudo pelo alto.

Felizmente, a natureza não está disposta a contar com a chance de que alguém vá realmente gostar de seu filho. Através de anos de evolução, ela tem desenvolvido truques em nossos cérebros para garantir que não abandonemos nossos jovens. Como:

4. Um bebê é uma overdose de ocitocina

maneiras da natureza de obrigar a cuidar de bebês 1
A ocitocina é um hormônio neuromodulador liberado após o sexo, quando você se apaixona e, para as mães, quando amamentam. Na verdade, qualquer contato entre a mãe e seu bebê, mesmo olhar nos olhos de seu filho, irá desencadear uma dose desse hormônio da felicidade, efetivamente transformando o bebê em uma droga.

Qualquer um que tenha visto ou ouvido sobre as atitudes de um drogado pode ter uma noção de como as mães essencialmente não têm escolha a não ser se tornar viciadas em seus bebês.

E como qualquer droga, a ocitocina pode prejudicar gravemente a lógica e julgamento. As pessoas sem filhos são obrigadas a tolerar páginas do Facebook e Twitter criadas em nome dos bebês de outras pessoas, ao mesmo tempo imaginando como alguém poderia perder a perspectiva de forma tão radical em um curto período de tempo.

A resposta, claro, são drogas. Mas, neste caso, é uma droga que a mãe nem sabe que está tomando. Ela simplesmente passa cada minuto acordada tentando cheirar os cabelos de seu bebê, desesperada que o mundo não vê que criatura maravilhosa que acabou de chegar para mudá-lo completamente.

3. Recém-nascidos se parecem com seus pais (mesmo quando não se parecem)

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Em um nível puramente biológico, um novo pai instintivamente procura indícios de que um bebê é dele. Independentemente de estar em uma relação monogâmica, seu cérebro quer ter certeza de que compartilhar duas décadas de energia, tempo e recursos com uma pilha rosa de carne é realmente de seu interesse.

Um estudo realizado em 1995 publicado na revista Nature tentou provar que os recém-nascidos parecem mais com o pai sob a teoria de que, evolutivamente falando, é vantajoso aliviar qualquer dúvida de paternidade. O estudo pediu a 122 pessoas para combinar fotos de bebês com fotos de seus pais com base em características faciais. Os participantes conseguiram acertar cerca de metade dos pais com seus bebês, mas eram muito ruins em determinar quais recém-nascidos pertenciam a quais mães.

Nenhum outro experimento conseguiu replicar esse estudo, mas outras pesquisas chegaram a conclusões semelhantes.

Por exemplo, um estudo de 2000 pediu a novas mães e pais que dissessem com quem o bebê mais se assemelhava. A resposta foi “com o pai” na maioria das vezes, quando o pai estava presente durante o interrogatório. Quando a mãe estava sozinha, a semelhança paterna magicamente caiu 27%.

Isso não significa que as mães ativamente mentem para agradar (ou enganar) os pais. Provavelmente, elas nem sequer percebem que suas respostas mudam com base em se o pai está ou não junto. Ao contrário, essa é uma resposta evoluída embutido no cérebro de uma mãe depois de milhares e milhares de anos.

Embora seja do melhor interesse de um pai saber que um bebê é dele, é no melhor interesse da família e da nossa espécie como um todo que o pai fique por perto para cuidar da próxima geração, seja o bebê dele ou não. Assim, o condicionamento nas mentes dos pais de que o bebê é a cara dele, e não dela, é mais uma maneira de garantir que o cara não dê o fora e abandone a criança.

2. O choro de uma criança pode alterar a química do cérebro dos pais

papai roubano leite

Enquanto as mães estão ocupadas ficando drogadas com seus bebês, os pais podem se sentir deixados de lado. Mas a natureza não quer arriscar a chance de que ele se canse e se afaste para conhecer outras mulheres que não estão viciadas em pequenos sacos de carne que gritam.

É por isso que até mesmo o som do choro do bebê libera uma substância química no cérebro dos pais, que age como um “apagador de chamas”.

Durante a gravidez e o parto, o corpo da mãe não é o único que muda, hormonalmente falando. O pai começa a estocar prolactina, a antagonista da testosterona, e a razão pela qual os homens não têm orgasmos múltiplos.

Depois do sexo, ela é responsável por uma sensação satisfeita, às vezes sentimental, mas completamente não erótica que a maioria dos homens sente. Se você é um novo pai, vai reconhecê-la como a esmagadora afeição que você se sente cada vez que interage com seu bebê.

Enquanto o hormônio ajuda o pai a criar um vínculo com seu filho, o seu papel mais importante é diminuir sua libido e impedi-lo de tentar transar com qualquer outra coisa. É a salvaguarda do bebê para garantir que a atenção de seu pai não seja dividida.

A dose só é liberada quando o pai pode ver ou ouvir seu filho. Fora do campo assexuado que bebês criam, os níveis de testosterona voltam ao normal quase imediatamente.

1. Nós instintivamente amamos todos os bebês

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Supondo que você não seja um sociopata, só de olhar para o extremamente fofo bebê acima, você vai fazer uma cara melosa e respirar profundamente de vontade de apertá-lo, apesar do fato de que, objetivamente falando, ele seja um estranho para você. Isso porque o bebê aciona seu cérebro, recompensando-o apenas por olhar para ele.

A evolução não deixou nada ao acaso. Se algo acontecer com os pais biológicos de um recém-nascido e outra pessoa for forçada a cuidar dele sem o benefício dos picos de hormônio, o bebê ainda tem outra carta na manga: ele é adoravelmente adorável.

A ciência já provou que aqueles olhos grandes, o minúsculo nariz e a cabeça comicamente grande em relação ao corpo são construídos para fazer você achar um bebê a-coisa-mais-lindinha-do-mundo. Isso é chamado de “esquema do bebê”.

Absolutamente qualquer coisa com essas características chama nossa atenção. A Disney construiu todo um império multimilionário baseado nisso. É algo que nós amamos instintivamente.

Estudos têm demonstrado que apenas ver um rosto que corresponda ao esquema do bebê ativa regiões de prazer e recompensa em cada cérebro humano, parte da razão pela qual a internet está inundada com imagens de filhotes de animais.

Sou fofinha, ou o quê?

Sou fofinha, ou o quê?

Sem a força muscular para sequer levantar suas cabeças, os bebês são equipados com apenas uma arma, que nos afeta em um nível tão fundamental que somos impotentes para lutar contra ela. Só não disparamos bebês contra nossos inimigos, porque os outros três itens dessa lista nos impedem. [Cracked]

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3 comentários

  • Cleydson Alves:

    ocitocina e dopamina é diferente. dopamina qdo usa droga, faz sexo, come chocolate.. ocitocina qdo amamenta, tem a ver à produção de leite..

    • Cesar Grossmann:

      Cleydson, você precisa se informar mais sobre a ocitocina, ela está também relacionada ao orgasmo, e à formação de ligações afetivas entre casais e entre pais e filhos.

  • Andrew Piolli:

    Droga, sou um sociopata. Único bebe que achei bonitinho foi a minha irmã, tirando ela acho qualquer bebê feio kkkk.

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