6 músicas clássicas que significam o oposto do que você pensa

Por , em 2.04.2011

Se você adora e é um bom ouvinte de música clássica, provavelmente sabe um pouco de sua história, e este artigo não foi feito para você. Para o resto da população, não familiarizada com a arte, ler a lista se faz necessário. Atualmente, as músicas clássicas aparecem em muitos filmes, propagandas, sendo muitas vezes “popularizadas” pela cultura de massa. Você as escuta, elas grudam na sua cabeça, mas certamente você tem ideias totalmente equivocadas a respeito de seus significados. Confira:

1) “Lá vem a noiva” (ou “Bridal Chorus”, em português, “Marcha Nupcial”) – Richard Wagner

Porque você conhece: Quem dera um casamento no qual não tocasse essa música. Já foi tocada de todas as maneiras, desde órgãos a orquestras completas conforme a noiva caminha até o altar. Quando você ouve tal melodia, já sabe que a noiva está para aparecer, provavelmente toda vestida de branco.

O contexto original: Assassinato em massa. A música vem da ópera “Lohengrin”, na qual o “Bridal Chorus” é na verdade cantado para a heroína Elsa e seu novo marido, Lohengrin, por suas damas de honra após o casamento, não antes! As pessoas trocam as coisas, fazer o quê. Ah, e depois dessa canção, Lohengrin assassina cinco convidados do casamento, e larga Elsa.

Peraí: Lohengrin não é uma ópera alegre, como você provavelmente adivinhou. O casamento dura duas canções. Depois que o machão assassino abandona Elsa (e por ser uma ópera), ela morre de tristeza. Assim, a música de órgão que se ouve em todos os casamentos hoje em dia é menos festiva e mais sinistra.

2) “Hallelujah Chorus” (da obra Messias) – Handel

Porque você conhece: assim como a “Marcha Nupcial”, as associações com “Hallelujah Chorus” são uma espécie de lenda da cultura pop. Essa música épica e alegre, que soa como um grito de pessoas felizes cantando “Aleluia”, é muito usada em filmes religiosos, ou tocada em qualquer filme quando algo bom acontece. Você mesmo já deve ter cantarolado essa canção para si depois de alguma pequena vitória.

O contexto original: O “Hallelujah Chorus” é, como você deve ter imaginado, sobre Jesus; vem de Messias, uma obra de coral inteiramente sobre Jesus Cristo. Porém, o “Hallelujah Chorus “, especificamente, é praticamente a trilha sonora para sua suposta segunda visita à Terra. É o fim do mundo como Jesus o conhece: Ele comanda o total extermínio em cima de uma nuvem negra monstruosa enquanto tudo abaixo se colapsa.

Peraí: Existe um cronograma muito explícito em Messias. Cada peça de música é uma parte da vida de Cristo, do início ao fim até depois do fim. O “Hallelujah Chorus” obteve sua letra a partir do Livro das Revelações, amplamente conhecido como a parte “insana” da Bíblia. Estamos todos gritando, enquanto Jesus termina o mundo que nos rodeia. Dizem que quando Handel terminou “Hallelujah Chorus”, foi encontrado chorando. Seu assistente perguntou o que havia acontecido, e Handel respondeu: “Eu pensei ter visto o rosto de Deus”. Assustador.

3) “O Fortuna” (da obra Carmina Burana) – Carl Orff

Porque você conhece: Procurando uma música terrivelmente dramática para usar no seu filme sobre vampiros? Desesperado para encontrar uma música que ilustrará super bem seu programa de TV sobre o fim do mundo? Encontrou imagens de um gatinho bonito e quer fazer um vídeo engraçado justapondo-as em trombetas com uma letra em latim sem sentido? “O Fortuna” é o que você está procurando. Incontáveis filmes, comerciais e qualquer coisa com drama já usaram essa clássica canção.

O contexto original: Enquanto a música foi escrita no século 20, todas as letras de Carmina Burana são retiradas de mais de 200 poemas medievais que são sobre: amor não correspondido; que estranha é a igreja, assim como o governo e o homem; beber. Soa como poesia de ensino médio? É porque é.

Peraí: O super dramático “O Fortuna” é apenas uma canção totalmente revoltada que veio de um poema meio bobo escrito por algum estudante medieval. As letras são sobre apostas, jogos de azar, ter má sorte (e perder sua camisa nas apostas). O arranjo é de um compositor alemão muito estranho, que queria celebrar “o triunfo do espírito humano através do equilíbrio sexual e holístico”.

4) “The Year 1812” – Pyotr Ilyich Tchaikovsky

Porque você conhece: Você já ouviu essa, sem dúvida nenhuma. É uma música gloriosa que toca o tempo todo nos EUA (toca todo 4 de julho, feriado da independência), e aparece em filmes sempre que algo importante, ou excitante, ou explosivo, está acontecendo. Foi escrita por um cara russo, mas parece ser sobre a América. Talvez seja sobre a guerra de 1812 contra os ingleses, ou alguma outra batalha americana. É arrogante, triunfante, agressiva, e todo norte-americano pensa que ela diz “nós somos bons”.

O contexto original: Os americanos estão pagando de bobos. A música que toca todo 4 de julho é na verdade sobre uma batalha entre a Rússia e a França.

Peraí: Havia mais de uma guerra acontecendo em 1812, e a batalha dos EUA com a Grã-Bretanha não era a mais importante. O “grand finale” da música (a parte mais conhecida) contrapõe tiros de canhão explosivos com o som de “La Marseillaise”, o hino nacional francês, para representar os defensores russos esmagando o exército de Napoleão na batalha de Borodino. E porque cargas d’água os EUA tocam essa parada enquanto estouram seus fogos de artifício?

5) “Pompa e Circunstância” (“Military Marches”, em português, “Marchas Militares”) – Sir Edward Elgar

Porque você conhece: Qualquer um que já tenha se graduado em algo, ou comparecido a qualquer formatura, deve ter ouvido essa música. Também é comum em filmes, em momentos vitoriosos.

O contexto original: a música que nos lembra conquista é a primeira de uma série de uma espécie de “álbum conceitual” da virada do século 20. Conceito de quê? Sangue, guerra e morte de jovens.

Peraí: A música não tem letra, mas em um esforço para definir do que ela se trata, o compositor Elgar prestativamente prefaciou seu significado com uma citação do poema “The March of Glory” (A Marcha da Glória), de Lord Tabley, que fala sobre marchar ao som de uma música que atrai os homens à morte, além de orgulho, nação, e outros temas (ou baboseiras militares, depende de sua posição quanto ao assunto). Ou seja, é sobre ansiosamente morrer em batalha. Mas não com significado positivo, do tipo “morrer em batalha é glorioso”. A música é uma forma de Elgar dizer: “Eu não acho que devemos marchar todos os nossos jovens para morrer na batalha”, o que os britânicos confundiram completamente, tocando-a para animar seus exércitos por anos. Pelo menos eles entenderam a parte da batalha corretamente, já que os americanos tocam a música em formaturas.

6) “Ride of the Valkyries” (da obra “Die Walkure”, em português, “A cavalgada das Valquírias”) – Richard Wagner

Porque você conhece: Esta é provavelmente a música dramática mais famosa do mundo. Foi utilizada no filme “Apocalypse Now” como música de fundo para um ataque de helicóptero. Já tocou em inúmeros outros lugares, até desenhos animados (talvez principalmente em desenhos animados), e geralmente retrata pessoas indo para uma batalha.

O contexto original: Tocada em uma ópera sobre mulheres com lanças (exato!), você deve imaginar que “A cavalgada das Valquírias” (como a passagem musical é conhecida em português) é ouvida enquanto as bravas jovens batalham. Não. Está mais para tocada quando as luzes estão apagadas, a cortina está fechada e nada está acontecendo. Sim, a canção é tocada como abertura de um dos atos da obra (o terceiro, no caso).

Peraí: Uma das músicas mais legais tocadas em brigas e batalhas foi na verdade feita para ser ouvida enquanto o público está sentado educadamente olhando para uma cortina. Quando ela sobe e as mulheres finalmente aparecem, o resto da música é usado como som de fundo enquanto as Valquírias se cumprimentam antes de um dia de trabalho. Sem brigas, sem fúria. Quase entediante.[Cracked]

Este artigo foi sugerido pelo Diego Willrich. Muito obrigada por sua colaboração!

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63 comentários

  • Bruno Naves:

    Pequena correção, na peça Die Walküre, a musica tem papel principal e é o fundo que as valquírias usam para cantarem na peça enquanto recolhem os corpos do soldados mortos…

  • Hercules Lima:

    Mais um equívoco do autor: o livro do Apocalise jamais foi livro insano ou de destruição do planeta e sim de salvação de pessoas. Já o li 8 vezes …

    • Filipe Freitas:

      Insano.

  • Armistrong Souto:

    Outro pequeno equívoco! Cristo não é sobrenome de Jesus. É um epíteto. O correto é escrever: Jesus, o Cristo. Cristo significa o grau evolutivo alcançado por Jesus. O sobrenome dele, em verdade, é: Jesus filho de José. Traduzindo, se possível fosse, de: Yehoshua ben-Youssef.

    Abraços fraternos!

    • André Luiz Antunes Dos Santos:

      Não mudou muita coisa né?

    • Victor Sampaio:

      errado, o sobrenome de Jesus não pode ser “Filho de José” uma vez que o sobrenome de Jesus teria que vir do sobrenome do pai, josé, que não era da família “filho de josé” n faz sentido sua colocação

    • Filipe Freitas:

      Bobagem, dá no mesmo.

  • Leandro Rocha:

    Pqp…
    Incrível o que religião faz com umas pessoas. Por causa de um “apocalipse insano” um bando de crentelhos ficou putinho e ficam criticando o negócio sem sequer ler o resto. Sem noção o quanto religião faz mal às pessoas.
    Sério, vão se tratar.

  • Bruno Veiga de Souza:

    Só um erro…o Hallelujah, apesar de ter trechos do Apocalipse na letra, é executado no momento em que se fala sobre o triunfo de Jesus sobre a Morte, a Ressureição, e Ascenção, mostrando sua glória, não é sobre o fim do mundo, Handel nem chegou a mostrar cenas de destruição final, apesar de anunciar a segunda vinda como O Reino Eterno do Cordeiro( coro “Worth is the Lamb”)

  • D.D versao 2.0:

    Quantas palavras tem o texto? Eu não vou contar hehe.

    São muitas, não é mesmo, então para quê polêmica por causa de um adjetivo depois de “Apocalipse” que nem é uma palavra exclusiva da Bíblia ou de qualquer religião, aff.

  • Amanda:

    Engraçado que grande parte das críticas sobre a autora ter sido imparcial refere-se ao fato dela ter dito a junção das palavras “apocalipse insano”. Essas pessoas são absurdamentes imparciais quando se levam a criticar a matéria por conta do conteúdo ‘religioso’ aqui exposto. Desculpa, mas cegueira religiosa não dá, né?! Concordo que acho que o mundo está indo por um caminho péssimo, respeito o próximo, penso mais em mim do que no outro, mas faço isso porque respeito as pessoas e os sentimentos de cada um, não porque Deus vai me punir se eu não fizer. Bondade em troca de lugar no céu é bizarro, me leva a pensar que se não existe um sistema regulador como RELIGIÃO, essas mesmas pessoas fariam o mal, ou até pior, se é que é possível… Querem uma dica? REVEJAM SEUS VALORES, é por isso que o mundo tá assim, ainda que esteja cheio de gente religiosa: as pessoas podem até não ter boas condutas, mas vão na igreja todo domingo.

    • Zihran:

      As musicas são vozes divinas,como essas que ouvimos;você tem razão qdo comenta sobre as pessoas que vão à igreja mas agem de outra forma(isso é apenas religiosidade,diferente de religião).Porisso gosto do que disse o Dalai Lama qdo lhe perguntaram qual era a melhor religião:É aquela que te faz um ser humano melhor.Obrigado!

  • Deodato Souza:

    “Colapsar” existe, minha Sra., mas no sentido de “fazer algo cair”, e não como verbo intrasitivo… Em inglês, sim, ele não pede objeto. Realmente, a melhor maneira de fazer rapidamente uma matéria ainda é pegar na Internet e traduzir de qualquer jeito… Por essas e outras, é que “purple” já está praticamente oficializado como “púrpura”, quando significa “roxo”…

  • Everton Carlos da Costa Cardoso:

    Eu sei que as músicas Clássicas, além da beleza, existe a importância cultural. Mas o universo musical é muito vasto. Existem outros temas musicais para serem debatidos nesse site: rock, sertanejo, bossa nova, Jovem Guarda, etc.

  • André:

    O site de onde vem a matéria original, “Cracked”, é um site de HUMOR!!! Por isso chamam Carmina Burana de coleção de poesias adolescentes. Não há nada de errado ou certo nisso porque é uma PIADA!!! O site é uma espécie de Mad online. Muito divertido, por sinal, mas não é exatamente uma fonte de informação. O Hypescience deveria advertir isso na matéria, que é ótima, mas levando-se isso, de que é uma piada, em consideração…

  • Dorival José Borges:

    Que maravilha esta interatividade!
    Me considero um privilegiado, porque leio as matérias, assim como os comentários, e desta forma, meu nível de conhecimento definitivamente, é maior do que antes desta leitura. Das matérias, “por mim mesmo” ou com a contribuição dos comentaristas mais bem informados, descarto o que não seja crível, e de quebra aprendo com partilhas de quem comenta, daí a exclamação lá na primeira linha.
    Ouvi todas, e já coloquei alguns links na pasta dos meus favoritos da arte da música.
    Obrigado a todos os que postaram comentários, com partilhas que a mim proporcionaram, ganho cultural.
    Este dom do ser humano, de aprender uns com os outros, também é uma maravilhosa dádiva do CRIADOR, entre tantos outros, como a música!

  • claudemir da silva:

    sinistro por tras das musicas classicas

  • J C:

    muito legal , cultura , façam mais materia sbre musica em geral,essa, valeu a pena obrigada !!!!

  • MARTINS PESSÔA REGIS JÚNIOR:

    SINCERAMENTE, O COMENTÁRIO SOBRE O ALELUIA! DE HENDEL FOI TOTALMENTE RIDÍCULO!!! CHAMAR O APOCALIPSE DE “INSANO” PORQUE MOSTRA O FIM DE UM MUNDO TOTALMENTE MERGULHADO NA INSANIDADE HUMANA, QUE QUER MANTER-SE BEM LONGE DE DEUS E DE SUA PERFEITA VONTADE, É DE UMA IGNORÂNCIA ENORME!!! A MENSAGEM TRAZIDA NO LIVRO DE APOCALIPSE E REPETIDA FIELMENTE NA MÚSICA DE HANDEL, MOSTRA EXATAMENTE O CONTRÁRIO DO QUE ESSA COMENTARISTA QUIS TRAZER. O MUNDO ESTÁ FICANDO CADA VEZ PIOR, EXATAMENTE PORQUE A HUMANIDADE ESTÁ EXPULSANDO DEUS DE TODAS AS ÁREAS. INFELIZMENTE, A INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE ATUAL ESTÁ CONDUZINDO A HUMANIDADE PARA UMA INEVITÁVEL EXTINÇÃO. ISSO É MUITO, MUITO TRISTE!!!

  • Bruna Andrade:

    Alguém aí sabe sobre William Tell Overture? D:
    Se bem que depois de Laranja Mecânica todas as referências que eu tinha dela, sobre porque conheço sumiram. -q

  • Luis Prata Vaz:

    DE QUALQUER MANEIRA SÃO SEMPRE DIGNAS DE SEREM OUVIDAS

  • Gracy:

    Mesmo não sabendo muito sobre música clássica, estudei um pouco de piano, escutei muitas dessas músicas e muitas outras. Porém eu nunca gostei da Marcha Nupcial, e escolhi um remake dessa música pro meu casamento, mais pra inovar do que por qualquer outro motivo.
    Casamento brasileiro é totalmente errado: daminhas de 3, 4 anos, vestidas com roupas de noiva, enquanto as damas de honra deveriam ser as amigas, primas, irmãs e qualquer outra pessoa que tenha ajudado a noiva durante os preparativos do casamento.
    Concordo com quem disse que devemos conhecer antes de tomar o hábito… vale a pena pensar e aprofundar-se na pesquisa.

  • Raniere:

    Da matéria, o que presta é o assunto, a coletânea (já guardei no meu HD), mas os comentários… será que a autora almeja ser Crítica Musical? Falta muuuuito hein? O que ela mostrou foi um enorme “pecado” como escritora jornalística: julgou por si mesma, influenciando o pensamento dos leitores que, diga-se de passagem, demonstraram aqui a mais cristalina verdade: Os clássicos citados acima, marcaram gerações e tem o poder de impactar mentes e corações simplesmente porque são obras trabalhadas com o melhor de vozes, instrumentos e harmonia, diferentemente do barulho que hoje somos obrigados a suportar no porta-malas dos carros de jovens sem passado, sem presente, sem futuro, jovens de coração petrificados pela carnalidade apenas. Como se fosse imaginável a ideia de que somos apenas carne/matéria. O que quer a Natasha Romanzoti? Que o hino do Corinthians seja tema de filme holywoodiano? Que psirico, aviões do forró, banda calypso, etc, etc, sejam clássicos? Faz favor!!! O mundo está leniente com a miséria musical para a qual está caminhando, mas enquanto estiver vivo, resistirei!!!

  • duFernandes:

    gente, vamos respeitar as opiniões, embora pretensiosas, emitidas no artigo. São curiosidades misturadas com alguns flashes de informação pouco pesquisada, mas totalmente válidos. Que fique a lição: vale a pena investigar a origem dos costumes antes de adiotá-los!

  • Daaniel:

    A matéria foi escrita de forma amadora, sem pesquisa o suficiente para poder escrever com autoridade sobre o assunto.
    Seguindo um pouco mais adiante, a linguagem usada de forma ” descolada” corroborou mais ainda para o naufrágio da mesma, ou seja foi pesquisada, pensada ( ou não) e escrita nas coxas…
    De fato, se a autora, fizesse a matéria em várias etapas, peça, por peça, com a letra das obras na totalidade,e o escrutínio posterior e gafes cometidas na era moderna ela conseguiria um resultado bem melhor.
    Da forma que está, não serve para absolutamente nada, ou no máximo para notar que a autora, está totalmente despreparada, nesse assunto e em outros também….
    Ah, e considerar que todas as pessoas não saibam o significado das óperas, peças, letras etc, é no mínimo ingenuidade da autora…que com o título nivelou todos os leitores por baixo…..bem baixo….

  • kaian:

    Voto em Taina na próxima eleição para presidente

  • musicista:

    Como profissional da área de música vi um absurdo atrás do outro nessa matéria; mas é claro, quando se trata de música todos acham que sabem o suficiente para formar uma opinião. Se fosse uma matéria sobre medicina seria desacreditada rapidamente, pois esse sim é um assunto sério.
    Carmina Burana é uma obra bem mais interessante do que “poemas escritos por adolescentes” que na verdade eram monges desviados da Igreja. Assim como as Valquirias não são apenas mulheres de lanças, e sim, entidades a procura de heróis mortos em batalha para levá-los a Valhala (o céu da mitologia nórdica).
    A intenção é louvável e a idéia interessante, mas a pesquisa poderia ter se estentido além da wikipedia.

  • Evandro:

    Carmina Burana, tem de pano de fundo uma critica a Igreja Católica, e a um dificil periodo em todos aspectos pelo qual se passava a europa; principalmente no aspecto social. É ma obra densa, e usada até mesmo como fonte de estudo sobre o período histórico.

  • Evandro:

    “do Livro das Revelações” Que tradução foi essa? Google Translate? Em Ingles o livro se chama Revelation, mas em portugues, se chama Apocalipse. Da na mesma. Mas isso mostra que essa matéria certamente foi um Ctrl+C e Ctrl+V, de algum site americano. E por cima, um absurdo, querer RESUMIR, e dizer o contexto dessas músicas e o que significam, em um parágrafo curto como esses; são muito mais profundas e complexas.

    A obra de Tchai, a 1812, por exemplo, foi feita em comemoração da vitória da Russia. Mas não é uma obra exatamente sobre a guerra, ou sobre a vitória Russa. Mas é uma obra sua guerra, sobre uma batalha, sobre a dureza e sofrimento de uma guerra, das esperanças, do triunfo, do sacrificio humano, do soldado em lutar com bravura e heroismo, até se obter o grande triunfo, vitória, glória. Pensando em todos estes aspectos, é uma música totalmente apropriada para se tocar pelos EUA no 4 de Julho.

    Talvez um dos fatos mais curiosos sobre tal. É que o compositor, detestou essa música. Foi incomendada. Mas ele, em geral, não gostava de músicas “militares”, “marchas”, apesar de ter feito ótimos composições de tais tipos. Tchai, ficou mais reconhecido por suas sinfonias, valsas e concertos para piano. E considerou a 1812, “uma coisa barulhenta”.

    • Caesar:

      Olá Evandro!

      Gostaria apenas de esclarecer um ponto levantado pelo senhor ao afirmar que traduzir apocalipse como revelação é uma falha .
      Na minha condição de estudante de línguas mortas posso lhe afirmar que o nome do livro escrito por João em Patmos por volta do ano 96, chama-se Revelação, ou mais precisamente, em uma tradução literal: uma aglutinação dos termos APO: afastamento, separação ou retirada + KALUMNA = APOKALIPSI (que ao se unirem mudam, de acordo com a gramática, seus afixos, resultando em αποκάλυψι ).
      Para ser mais claro segue a parte inicial do referido livro e sua respectiva tradução:

      ORIGINAL:

      [1,1] APOKALUPSIS IÊSOU KHRISTOU ÊN EDÔKEN AUTÔ O THEOS DEIXAI TOIS DOULOIS AUTOU A DEI GENESTHAI EN TAKHEI KAI ESÊMANEN APOSTEILAS DIA TOU AGGELOU AUTOU TÔ DOULÔ AUTOU IÔANNÊ

      [1,2] OS m=EMARTURÊSE atk=EMARTURÊSEN TON LOGON TOU THEOU KAI TÊN MARTURIAN IÊSOU KHRISTOU OSA m=EIDE tk=TE atk=EIDEN

      [1,3] MAKARIOS O ANAGINÔSKÔN KAI OI AKOUONTES TOUS LOGOUS TÊS PROPHÊTEIAS KAI TÊROUNTES TA EN AUTÊ GEGRAMMENA O GAR KAIROS EGGUS

      TRADUÇÃO:

      [1,1] REVELAÇÃO de Jesus, o Cristo, que Deus lhe deu, para mostrar aos seus escravos as coisas que têm de ocorrer em breve. E ele enviou o seu anjo e apresentou por intermédio dele em sinais ao seu escravo João

      [1,2] O qual deu testemunho da palavra dada por Deus e do testemunho dado por Jesus, o Cristo, sim, de todas as coisas que viu

      [1,3] Feliz é quem lê em voz alta, e os que ouvem as palavras desta profecia e observam as coisas escritas nela, pois o tempo designado está próximo.

      Podemos notar claramente que o termo apocalipse é apenas um arremedo do original grego ἀποκάλυψις, εως, ἡ , que em bom PORTUGUÊS significa revelação, descoberta etc.Concluímos então que o nome do livro, em português, não é apocalipse e sim revelação.

      Forte abraço.

      POST SCRIPTVM: A palavra “escravo” é a correta nesse trecho. Algumas traduções trazem o termo “servo” mas é uma tradução errônea (ou uma amenização), não se assuste.

  • Ursa:

    A ideia da matéria é boa, msa faltou maior empenho na pesquisa e cuidado na linguagem, principalemente em relação a Carmina Burana!

  • Free:

    Uma matéria com aspecto científico tem uma grande responsabilidade pois vai entrar em âmbito desta natureza onde se pressupõe valôres de intensa apuração, verificação em fontes de total confiabilidade. Um público que em geral não tem acesso a tais pesquisas, e diante de uma matéria que assina tal pressuposto, tem a tendência de desarmar as capacidades críticas dos leitôres, conduzindo-os para as publicações. Neste contexto, ocorrem os sequestros intelectuais e conduções das massas por vias nem sempre saudáveis. Em uma matéria que argumenta em um campo tão vasto como os clássicos, neste caso da musica, requer um escritor com o peso da especialização nesta área, reconhecidamente diante da comunidade que se especializa nesta área, e uma mais extensa bibliografia. Não se adimite uma escusa como a do início do texto, que procura isentar o escritor das simplórias afirmações que venha a fazer no decorrer do estudo. Ou se for apenas a título de curiosidades na história, que sejam em um outro tipo de site que não traga a mente o sentido de “hype science”.

  • Fernanda:

    Finalmente descobri, depois de tanto tempo, pq meu casamento foi uma m**** por 10 longos anos kkkkkkkkkkkkkkkk

  • Gus:

    Certa vez, uma amiga me disse de forma bem arrogante que o jornalista (leia-se “aquele formado em Jornalismo”, como ela) “traduz” o conhecimento técnico para os leitores e espectadores comuns. Sinceramente nunca entendi como alguém pode ser intérprete de um idioma que desconhece. Talvez tenha sido uma afirmação adequada em um país onde filósofos são aqueles que se graduam em Filosofia, economistas em Economia, e por aí vai. Que bom que a exigência estúpida da formação em Jornalismo para o exercício da profissão já não existe! Que caiam outras reservas de mercado! Talvez vejamos mais trabalho e material de qualidade, realizado e escrito por verdadeiros estudiosos, e menos textos como esse.

  • taina:

    luciana

    ser anti romÂntico nao quer dizer q seja bobo, nem escrito por adolescentes :S

    ”O super dramático “O Fortuna” é apenas uma canção totalmente revoltada que veio de um poema meio bobo escrito por algum estudante medieval. As letras são sobre apostas, jogos de azar, ter má sorte (e perder sua camisa nas apostas). O arranjo é de um compositor alemão muito estranho, que queria celebrar “o triunfo do espírito humano através do equilíbrio sexual e holístico” trecho da matéria acima.

    todo mundo sabe q uma boa reportagem não deve induzir os leitores a pensar como os autores, deve apenas narrar fatos.
    ai fica a duvida, quando sair alguma matéria interessante no site hypescience, vamos procurar no google p/ ver se ”confirma”

    Fortuna Imperatrix Mundi fala da roda da fortuna e de sorte e azar, não tem como principal o romantismo. e nem tem coisas absurdas p/ ser citado como bobo., fora que a autora da matéria não deveria citar que foi feito por adolescentes, sem ter base p/ comprovar .

  • Deep:

    Pop e muito pouco científico…
    Sugiro uma série sobre epistemologia, que tal?

  • Josef Then:

    Ô Carlos Barreto,

    Você acabou de falar uma abobrinha…
    “A turma não “curte” a cultura, só falam abobrinhas”

    A turma só FALA.

  • Chimbyngwie Malmsteen:

    Richard Wagner era simpatizante do Nazismo. Hitler tb adorava Wagner. Embora as composições de Wagner sejam demais, não se pode negar que o bigodinho assassino tenha ajudado a popularizar Wagner.

    Eh…O Nacional Socialismo alemão promovia Wagner como cultura musical. O Nacional Socialismo (que de Nacional n tem nada) brasileiro incentiva a porcaria do Funk ao invés disso.

    Socialismo é sempre um pau dos outros, mas no caso brasileiro é também um pau no ouvido.

  • Carlos Barreto:

    A turma não “curte” a cultura, só falam abobrinhas, acredito que sejam igual ao molusco, que disse que estudar é perda de tempo. Que pena viver em um país assim.

  • Mercedes:

    Desculpem, só coloquei a peça e esqueci do resto. É uma das que “faz chorar” como podem ver na apresentação de André Rieu na Toscana. Então aqui vai:

    “A ópera Gianni Schichi é única ópera cômica que compôs Puccini, com libretto de Forzano, baseado no canto XXX do Inferno, da Divina Comédia de Dante, em ato único. A ária O mio babbino caro é muito conhecida, já tendo sido interpretada por várias sopranos famosas. Na ária de que falo, a personagem Lauretta, preocupada que uma briga entre a sua família e a de Rinuccio, seu amado, possa influenciar a relação dos dois, diz ao pai que deseja casar-se, e que caso não consiga realizar sua vontade, vai cometer suicídio e se atirará no Arno. Na verdade, ela quer uma grande soma em dinheiro e um anel….”
    O Mio Babbino Caro (Tradução)
    Oh meu paizinho querido
    Eu amo-o, ele é tão belo
    Quero ir até Porta Rossa
    Para comprar o anel
    Sim, sim, eu quero
    E se o meu amor fosse em vão
    Eu iria até Ponte Vecchio
    E me atiraria ao rio Arno
    Eu choro e sofro tormentas
    Oh Deus, preferia morrer

    Paizinho, tende piedade, tende piedade
    Paizinho, tende piedade, tende piedade

    http://www.youtube.com/watch?v=U5lZSZTJXa4

  • luciana:

    Tainá
    Conforme parte do texto que voce recomendou, confirma a postagem; para a época, a música representava algo muito vulgar. É necessário interpretar.

    natureza, e da elegância burgúndia de uma “Cour d’amours”, ao entusiasmo agressivo (“In taberna”), efervescente joie de vivre (o solo de barítono “Estuans interius”), e à força devastadora do coro da fortuna cercando o todo. O latim medieval da canção dos viajantes eruditos é penetrado pela antiga concepção de que a vida humana está submetida aos caprichos da roda-da-fortuna, e que a Natureza, o Amor, a Beleza, o Vinho e a Exuberância da vida estão à mercê da eterna lei da mutabilidade. O homem é visto sob uma luz dura, não sentimental; como um joguete de forças impenetráveis e misteriosas. Esse ponto-de-vista é plenamente característico da atitude anti-romântica da obra.

  • luciana:

    Antonio Fabrizio
    Sua declaração parece incoerente:

    aspecto oculto anti-cristão e matriarcal da própria igreja

  • Mercedes:

    Faltou falar sobre “O Mio Babbino caro”….

  • Alair Conceição do Couto:

    Apesar de não ter cunho científico, a matéria a meu ver é bastante interessante. Gosto, admiro e ouço a música clássica até mais que outros ritmos musicais por me transmitir paz, alegria, sossego e harmonizar o meu meio ambiente em todas situações e momentos do meu dia a dia. Sinto-me leigo para criticar e/ou julgar o trabalho de quem se dispôs a nos proporcionar tal pesquisa. Solicito que mais alquém que tenha este conhecimento e disposição, que nos brinde mais delícias como estas. Fraternalmente!!!!

  • taina:

    realmente , ”O fortuna” nao tem nada de poema bobo. deem uma olhada nessa materia : http://www.das.ufsc.br/~sumar/perfumaria/Carmina_Burana/carmina_burana.htm

    decepcionada com o hypescience, vejo mtos comentarios negativos,principalmente da autora da matéria ,Natasha Romanzoti. não tenho nada contra ela ,só que acho q a ideia do site era conteúdo científico, e ta passando bem longe.
    quando vejo algum comentario negativo,com mtos que concordam (caso acima, Antonio Fabrizio ) vou logo verificar se é vdd, e geralmente eles tão certos.
    como agora, que so verifikei a musica FORTUNA IMPERATRIX MUNDI e realmente vou ter q concodar cm o Antonio Fabrizio . lametável mas o site vai acabar perdendo a credibilidade ¬¬

  • Antonio Luiz Garcia:

    Amo todas a que mais me agrada é Carmina Burana e Cavalgadas da Walquirias,Não me imporeto com as descrições a elas dadas aqui apenas que elas realmente mexem com as emoções

  • Reynaldo Andrade:

    Um musical de grande apreciação, parabéns,vem tocar no nosso sentimento de cultura, da boa música, para ser ouvida com o coração, e alma.

  • Matreiro:

    Quem tem um ouvido atento, já deve ter percebido que pequenos trechos da Cavalgada das Valquírias são utilizados na trilha de Star Wars. Pode ser plágio, pode ser inspiração…vai saber!

  • João Carlos:

    Matéria interessante. Gostaria de ver, dentro do mesmo sentido, outras situações, em outro tipo de arte, a mesma idéia, a de que somos manipulados através de nossas emoções.

  • HUGO SM:

    Excelente matéria,a pesar de que o comentário de Antônio Fabrizio deixa duvidas sobre a exatidão das conclusões.

  • afonso:

    Comentarios que alguns fazem são totalmente sem nexo, tem alguns que se acham tão sábios que ainda não vi elogiar um documentario se quer , so lançam críticas pejorativas …
    vamos escrever o que preste pessoal , parem de ficar procurando defeitos para acusar , essa auto suficiencia e repugnante,
    esse documentario e otimo , parabens

  • nivaldo:

    Quem é Diego Willrich???

    Algum compositor classico da nova era?

    Ou será apenas mais um critico frustrado por ter escrito uma obra apenas?? Um Antonio Salieri do seculo 21??

    Faltou a biografia do acusador…

  • Ander:

    Post totalmente enviesado pela maneira de pensar do autor, recheado de juízos de valor e sequer citou uma fonte para embasar a “desmitificação” sobre as “ideias totalmente equivocadas a respeito de seus significados.”

  • Ze da Feira:

    Gravuras maravilhosas de arthur rackham na cavalgada das valkirias. Sou fâ dele.

  • Katarina:

    E quanto as outras musicas Fabricio as considerações estão corretas? Adoraria ler suas considerações sobre as outras informações, voce as tem?

  • Antonio Fabrizio:

    As considerações sobre “Fortuna Imperatrix Mundi” de Carl Orff, cujo nome nem no texto é citado (somente no título), estão sofríveis. A proposta da ópera é uma exaltação pagã, que revela o aspecto oculto anti-cristão e matriarcal da própria igreja, através de poemas antigos originias em Latim, Francês Arcaico e Baixo Alemão. Classificar isto como uma “uma canção totalmente revoltada que veio de um poema meio bobo”, demonstra ignorância completa sobre a música e sobre o tema desta obra.

  • Betty Cires:

    Ótima matéria, curiosidade e cultura! Parabéns ao cracket(e cubbageg), ao Diego Willrich pela indicação, a Natasha pela tradução e ao hypescience, claro, pela publicação, respeitando o link da fonte original. Isso é internet de qualidade. 😀

  • Marcos Guim:

    que pesquisa mais interessante…Adorei.

  • Theo:

    Acho que foi a melhor materia do site publicada ate hoje…
    Apesar de nao ter nenhum contexto cientifico como é a premissa desde site…

  • Rodrigo Paim:

    É incrível a ironia. Muito boa a matéria.

    Mas vou te falar, o pior é a do 1812, usada pelos americanos na data mais importante dos EUA, enquanto a música retrata uma grande vitória russa….

    E quando você se lembra dessa música tocada em todos os 4 de Julho em plena Guerra Fria fica mais engraçado ainda.

  • Henry:

    Ride of the Valkyries é perfeita

  • Ana Maria:

    Que curioso! Eu não sabia de nada disso. Muito boa matéria!

  • rafel:

    conhecia a maioria delas..

    tem algo tambem com a marcha funebre ou a marcha dos escravos..

    até hoje isso acontece
    basta ler as letras dos funks e sertanejos universitários por ai..

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