Abelhas rainhas escolhem profissão de suas filhas, favorecendo mais novas para se tornarem rainhas

Por , em 11.12.2012

Mães deveriam amar seus filhos por igual, mas nem todas as abelhas concordam com isso. De acordo com estudo da Universidade de Lausanne (Suíça), abelhas rainhas manipulam a quantidade de comida que dão para suas filhas, determinando se se tornarão trabalhadoras ou novas rainhas.

Eusociabilidade é um sistema no qual muitos animais (principalmente insetos) vivem. Nele, alguns indivíduos perdem a oportunidade de se reproduzir, a fim realizar várias tarefas que beneficiam o grupo todo, como ajudar a criar e cuidar de proles.

Uma espécie eusocial é a abelha Halictus scabiosae, que os pesquisadores Nayuta Brand e Michel Chapuisat estudaram por dois anos.

Este tipo de abelha tem uma sociedade hierárquica dividida entre rainhas, machos e trabalhadores. Embora todos os indivíduos adultos tenham a capacidade de se reproduzir, o papel que desempenham limita essa atividade às rainhas.

Depois de sobreviver ao inverno, as abelhas rainhas fundadoras criam seus ninhos para a primavera. Seu primeiro conjunto de descendentes são trabalhadoras fisicamente menores, que são encarregadas de ajudar a rainha a criar seu próximo conjunto de descendentes, que são fêmeas maiores. Machos de primeira ninhada, no entanto, não são necessariamente menores do que os da segunda ninhada.

Os pesquisadores, ao notarem essa diferença de tamanho entre a primeira e a segunda ninhada de fêmeas, resolveram analisar se as mães estavam restringindo o alimento disponível para a sua primeira ninhada, a fim de garantir que se tornassem trabalhadoras – porque são menores e possivelmente mais fáceis de dominar, e assim menos propensas a se reproduzir.

Eles descobriram que a quantidade total de pólen e néctar fornecido para a primeira ninhada era significativamente menor do que o fornecido para a segunda ninhada, que recebeu 1,4 vezes mais provisões que a primeira. No entanto, a quantidade de açúcar fornecida para as duas ninhadas foi aproximadamente a mesma, o que significa que a segunda ninhada recebeu mais pólen.

“Embora seja difícil distinguir manipulação parental de disponibilidade de recursos e aquisição de recursos, que são influenciados pela vegetação, clima, variação sazonal, etc., o fato de que o corpo da primeira ninhada do sexo feminino permaneceu constantemente menor apesar das diferenças pronunciadas no clima reforça o argumento de que as fundadoras restringem a comida de suas filhas mais velhas para levá-las ao papel de trabalhadoras”, conclui o Dr. Chapuisat.[ScienceDaily, Jezebel, BioMedCentral]

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1 comentário

  • Silvano Wodzik:

    Não sou cientista nem pesquisador. Mas as afirmações são falsas. Fui apicultor e tenho algum conhecimento em apis melífera.Pois então digo que quem faz uma rainha são as operárias habitantes da colméia,todos os ovos das abelhas são iguais e a uníca que faz a postura é a rainha.A diferença que produz uma rainha é a alimentação do óvulo, somente a base de geléia real e quem decide quando fazer uma nova rainha são as operárias.E fazem isto ou quando a colméia está em super lotação, então precisa se dividir. ou quando a rainha está deficiente improdutiva ou aprisionada e incapaz de produzir a prole. Então as operárias escolhem um ovo de um dia e passam a alimentação diferenciada,geléia real, que então se desenvolve uma rainha, pronta prá assumir o lugar da deficiente ou para dividir o enxame superpopulacionado.Digamos que eu aprisione a rainha e ela não possa produzir sua prole. As operárias criam nova rainha.Tudo isto fruto de minha observ~ção e trabalho prático.

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