Baleia beluga treinada pelo exército russo é encontrada na Noruega

Por , em 30.04.2019

Os exércitos das grandes nações se tornaram tão sofisticados que falta apenas começarem a treinar animais para se juntarem às suas fileiras. Errado. Não falta mais. Por mais surreal que pareça, animais aparentemente estão sendo treinados por exércitos, e agora parece que há evidências que sustentam essa afirmação.

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Pescadores noruegueses descobriram uma baleia beluga usando um arreio na costa norte do país na semana passada, e ficaram fascinados com o quão manso o animal era. Cientistas do Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega suspeitam que a baleia e seu arreio possam fazer parte de uma operação preparada pelos militares russos. Em 2017, a Zvezda, uma emissora de TV do Ministério da Defesa da Rússia, informou que as forças armadas do país estavam treinando baleias brancas, focas e golfinhos para missões no Ártico – e agora esse exército parece ter um desertor.

Os cientistas rastrearam a baleia perto da cidade de Ingoy e tentaram remover seu arreio. A baleia branca foi atraída com petiscos de peixe, mas provou ser evasiva a todo momento, forçando os pesquisadores a entrar na água para removê-la. Quando os cientistas finalmente tiraram o arreio, puderam ler a frase: “Equipamento de São Petersburgo”.

“Eu tenho estado em contato com alguns pesquisadores russos e eles podem confirmar que não há nada que eles estejam fazendo (em relação à baleia). Eles me disseram que o mais provável é que seja a Marinha Russa em Murmansk ”, diz Audun Rikardsen, professor da Universidade Ártica Norueguesa em Tromsø, ao site de notícias norueguês VG.

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Curiosamente, o arreio também tinha um acessório que poderia suportar uma câmera GoPro, de acordo com a VG, mas nenhuma câmera foi descoberta.

Embora pareça coisa de filme, não é exatamente uma novidade que animais sejam treinados por exércitos para executar as mais variadas tarefas. Segundo o jornal The Guardian, animais são treinados já há algum tempo por militares russos e americanos para fazer tudo, desde carregar equipamentos para mergulhadores até vigiar bases militares. Os militares dos EUA usam golfinhos para caçar minas submarinas no Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha dos EUA e também são bastante úteis para encontrar pessoas desaparecidas.

A matéria do Guardian relata que, na década de 80, na Rússia Soviética, um programa recrutou golfinhos para treinamento militar. A visão afiada, discrição e boa memória dos animais os tornavam instrumentos eficazes para a detecção de armas. Este programa de mamíferos foi encerrado nos anos 90.

Treinamento militar

As pesquisas e treinamentos mais recentes, revelados em 2017 pela TV Zvezda, uma estação de propriedade do ministério da defesa, foram feitos pelo Murmansk Sea Biology Research Institute, no norte da Rússia, em nome da marinha, para ver se as belugas poderiam ser usadas para “proteger entradas de bases navais” em regiões árticas, “ajudar mergulhadores em águas profundas e se necessário matar quaisquer estranhos que entrarem em seu território”, segundo o Guardian

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Enquanto isso, golfinhos e focas foram treinados para transportar ferramentas para mergulhadores e detectar torpedos, minas e outras munições afundadas a uma profundidade de até 120 metros. Registros públicos mostram que o Ministério da Defesa da Rússia comprou cinco golfinhos nariz de garrafa, com idades entre três e cinco anos, do Dolphinarium de Utrish, em Moscou, em 2016, a um custo de 18.000 euros. Além disso, nos últimos três anos, o presidente Vladimir Putin reabriu três antigas bases militares soviéticas ao longo de sua vasta costa ártica.

Durante a pesquisa, o Guardian afirma que o instituto “concluiu que os golfinhos e focas eram muito mais adequados para o treinamento e clima ártico do que as baleias beluga. As baleias foram consideradas muito sensíveis ao frio e não tinham o mesmo “alto profissionalismo” das focas, que tinham uma lembrança muito melhor para lembrar os comandos orais”. Nossa amiga desertora não tinha muitos motivos para ficar por lá mesmo. [Gizmodo, The Guardian, Futurism]

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