Baterias de carro “quase vazias” podem alimentar carros elétricos

Por , em 27.09.2010

As baterias de lítio foram uma revolução no campo das energias portáteis, devido à sua inédita é densidade energética e longa duração da carga. Por isso foram escolhidas para compor a quase totalidade dos carros produzidos no século XX. Além disso, estão sendo vistas como prioridade para a montagem dos carros elétricos ou híbridos. O problema é o processo oneroso pelo qual essas baterias são reutilizadas, apenas cinco empresas no mundo detêm tal tecnologia. Mas a General Motors, dos EUA, arranjou uma aplicação para as baterias vazias: armazenar energia eólica e solar.

Lítio é extremamente reativo e propenso a explosões ou combustão, e é muito difícil manuseá-lo de forma segura. É preciso primeiro remover toda a carga restante e depois congelar criogenicamente (a temperaturas próximas de 0 Kelvin, o chamado “zero absoluto)” as baterias. O fluido resultante dessa operação é usado até em alguns fortíssimos medicamentos psiquiátricos. De forma geral, no entanto, a esmagadora maioria das baterias de lítio são aposentadas após o fim de sua vida útil a um carro.

A questão é a seguinte: mesmo depois de não ter mais energia suficiente para colocar um automóvel em funcionamento, ainda há muito fluido restante em uma bateria de Lítio. Em busca de uma solução viável e barata para usar energia solar e eólica, engenheiros americanos uniram o “útil ao agradável”. Utilizaram o cartucho da bateria “vazia”, com os íons de lítio que ainda estão lá, como uma espécie de “amplificador energético” para carros elétricos.

Assim, um carro movido a vento ou a luz solar pode funcionar a um preço muito mais acessível, tanto para quem produz o veículo como para os potenciais motoristas. Com o fim da energia de combustíveis fósseis se aproximando a cada dia, parece que já temos uma eficiente carta na manga para fazer essa substituição. [Daily Tech]

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8 comentários

  • Celestino Rocha:

    Gostei dos comentários em geral, e concordo em pleno no que respeita a ser quase impossível o 0 Kelvin (0 absoluto)e como tal caríssimo, só em laboratórios específicos!A bateria exposta é de facto das convencionais de ácido-chumbo…
    O que de facto posso acrescentar de útil, é que aconselho desde já a usarem veículos eléctricos, eu comprei uma bicicleta eléctrica por cerca de 500 euros (+/- $600 dólares)e garanto que em 7 meses fica paga, com o que poupo, em vez de circular de carro! A velocidade máxima é de 35 Km/h, com uma autonomia de 40 Km à média de 25 Km/h, bem bom, além de não poluir o ambiente, é mais saudável, pois até posso dar ais pedais, se estiverem interessados posso explicar como consegui aumentar a autonomia em mais 25% (para 50Km)e a velocidade máxima para os 40 Km/h com +/- 55 euros.

  • Val Brand:

    Os automóveis de hoje contam com todos os tipos de tecnologias eletrônicas, no entanto, o motor de combustão interna é o mesmo utilizado por Santos Dumont na construção do 14 Bis. Em outras palavras, nada mudou de fato. O motor de combustão interna é uma tecnologia estúpida e atrasada em pelo menos uns cem anos.

  • Cesar:

    Acho que o tradutor exagerou. Temperaturas criogênicas não implicam em temperaturas próximas do zero absoluto. Até por que é muito caro esfriar alguma coisa tanto assim. A criogenia envolve temperaturas abaixo do -150ºC.

  • Jose Luiz simoes:

    Não fica chateada com isso Elaine, afinal no Brasil tudo é uma vergonha mesmo. A única coisa que ainda que vai muito mal mas ainda funciona um tantinho e nossa policia.

  • Hudson:

    ÓTIMA NOTÍCIA,PENA QUE NOSSO COTIDIANO GIRA EM TORNO DOS COMBUSTÍVEIS FOSSEIS,MAS TENHO CERTEZA QUE OS “REVOLUCIONÁRIOS” E NOSSA CONCIÊNCIA VAI ADOTAR A “EVOLUÇÃO” QUE ESTÁ PROXIMA.

  • Edu:

    O que mais me impressionou nesta notícia,foi um pé com chinelo -de-dedo junto com a foto da bateria.Bateria que não tem nada a haver com a notícia,nem tampouco o pé.

  • Jocafe:

    A bateria que aparece no artigo nunca foi de lítio.Ela é simplismente uma bateria chumbo-ácida destas usadas nas nossas carroças como dizia o nosso Fernandinho do pó (Collor).
    Quanto a reutilização de sucatas de baterias de lítio, altamente poluentes que eles façam lá e não no resto do mundo como são acostumados.
    (lembrem se dos pneus usados que eram vendidos aqui a preços baixos,ficando conosco a tarefa de eliminação da natureza.

  • Elaine:

    Somos uns otários mesmo tivemos em 1974 a construção do primeiro carro elétrico da america latrina e nosso governo ml caráter e vendido não pode ajudar a gurgel a se reerguer pq arriou as calças para as multinacionais. E agora se quisermos ter um modelo que diga se de passagem bem precido com o nosso temos que desembolsar 60 mil. Isso é uma vergonha.

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